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27 de maio de 2012

Atividades: verbos de ação, estado, fenômenos da natureza


  Identifique os verbos, circulando-os, e escreva se são verbos de ação, estado ou fenômeno da natureza:a) O réu compareceu a audiência.  ___________________________________________________________

b) O réu ficará furioso nessa audiência. _______________________________________________________

c) Trovejou muito na audiência; mas, felizmente não choveu.______________________________________

d) Um homem já escorregou neste chão molhado e deixou cair seu livro._____________________________

e) Por enquanto as matas continuam indefesas._________________________________________________

f) Anoitecia rapidamente!__________________________________________________________________

e) Aguardaremos mais alguns minutos._______________________________________________________

f) Nossos estudantes aprendem um pouco mais, a cada dia.________________________________________

g) Tumultuaram o trânsito por um motivo banal. _______________________________________________

h) Os verbos exercem uma função fundamental.________________________________________________

i) Surpreendemo-nos com doenças graves que precisam de medidas de higiene. ______________________

j) Se você me esperar, vou até lá, procuro pelo endereço e trago-o aqui. _____________________________

K) Vou entrar por esta porta e quero encontrar tudo como eu deixei.________________________________

Atividades: sujeito, núcleo


1) Circule o sujeito e sublinhe o núcleo:

a. O gato de pêlo branco dormiu no telhado.
b. Os meus dois irmãos são morenos.
c. Viver é bom.
d. Despreocupadas, as pessoas passeavam.
e. Não concordo com você.

2) Classifique os sujeitos em simples ou compostos.Cuidado, o sujeito pode estar em ordem indireta!!!
a. Eu fiz o teste. ________________________________________
b. As doenças e as guerras ceifam milhares de vidas.________________________________________________
c. Agora só buscas as praias ardentes. (José de Alencar)_____________________________________________
d. Pedro, eu passei no vestibular!!!!______________________________________________________________
e. Devido às fortes chuvas, os rios estavam cheios.__________________________________________________
f. Também são meios de comunicação cartazes, filmes e fotografias.__________________________________

3) Reescreva as frases a seguir  substituindo o ASTERISCO (*) pelos verbos HAVER e EXISTIR, estabelecendo concordância com o sujeito quando for o caso.
A) * pessoas famosas na estréia do filme. ________________________________________________________
 B) * viajado de carro até o sul do país.___________________________________________________________
C) * bons professores em nossas escolas.__________________________________________________________
 D) * meses não tenho notícias dos dois.___________________________________________________________


Atividades com substantivos próprios e comuns


1.Leia com atenção o texto que se segue e sublinhe todos os substantivos próprios:

     Lúcia e Rogério foram ao Carrefour para fazer algumas compras. Logo depois que saíram do caixa, foram até o McDonald’s e compraram uma Coca-Cola bem geladinha, porque estava muito calor.
     No caminho para casa, Rogério estava distraído com seu Fandangos e acabou sujando seu Nike em uma poça de lama que tinha na calçada.
     Lúcia aproveitou que iam passar na frente de uma banca e comprou uma  Mônica para ler mais tarde.
     Quando chegaram a casa, Rogério estava todo suado e resolveu tomar um banho e se refrescar. Enquanto isso, Lúcia ficou assistindo um pouco de TV, pois já estava passando o  Procurando Nemo e ela não podia perder.

2.Agora, re-escreva todo o texto substituindo os substantivos próprios que você sublinhou, por substantivos comuns referentes a eles:

     Uma mulher e um homem foram_________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Retire 3 substantivos comuns do texto: ________________ ___________________ ______________________

Projeto: Trabalho , trabalho infantil, ECA


1) Ler e interpretar textos de diferentes gêneros, refletindo sobre a questão do trabalho infantil.
2) Conhecer e compreender a função do Estatuto da Criança e do Adolescente.
3) Produzir textos a partir da reflexão realizada.

Ponto de partida

Na escuridão miserável
Eram sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava enquanto punha o motor em movimento. Voltei-me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar através do vidro da janela junto ao meio-fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei-me sobre o banco, abaixando o vidro:
- O que foi, minha filha? - perguntei, naturalmente, pensando tratar-se de esmola.
- Nada não senhor - respondeu-me, a medo, um fio de voz infantil.
- O que é que você está me olhando aí?
- Nada não senhor - repetiu. - Tou esperando o ônibus...
- Onde é que você mora?
- Na Praia do Pinto.
- Vou para aquele lado. Quer uma carona?
Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta:
- Entra aí, que eu te levo.
Acabou entrando, sentou-se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa:
- Como é o seu nome?
- Teresa.
- Quantos anos você tem, Teresa?
- Dez.
- E o que estava fazendo ali, tão longe de casa?
- A casa da minha patroa é ali.
- Patroa? Que patroa?
Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite.
- Hoje saí mais cedo. Foi 'jantarado'.
- Você já jantou?
- Não. Eu almocei.
- Você não almoça todo dia?
- Quando tem comida pra levar de casa eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim.
- E quando não tem?
- Quando não tem, não tem - e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos - um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burguês.
- Mas não te dão comida lá? - perguntei, revoltado.
- Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado. Mamãe disse pra eu não pedir.
- E quanto é que você ganha?
Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro! Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter-lhe a mão na cara.
- Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? - perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar:
- Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras. E aí no outro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete meninos fora dois grandes que já são soldados. Pode parar que é aqui moço, obrigado.
Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu-se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.
(SABINO, Fernando. A companheira de viagem. 10ª ed. Rio de Janeiro, Record, 1987. p. 135-7.)


Texto 2

Meninos carvoeiros
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
- Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.

Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.

(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe,
dobrando-se com um gemido.)

- Eh, carvoero!

Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles...
Pequenina, ingênua miséria!

Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!

- Eh, carvoero!

Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.
[Petrópolis, 1921]

(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993.)

Vocabulário
•Aniagem: pano grosseiro sem acabamento, de juta ou outra fibra vegetal.
•Raquítico: pouco desenvolvido, franzino, magrinho.
•Encarapitado: colocado ou acomodado no alto.
•Alimária: animal de carga.
•Cangalha: peça de três paus, unidos em triângulo, que se enfia no pescoço dos animais, normalmente porcos, para não destruírem hortas cultivadas.
•Relho: chicote de couro torcido.

texto 3
ESTATUTO DO HOMEM
   (Ato Institucional Permanente)
 
                                          A Carlos Heitor Cony
 
    Artigo I
   Fica decretado que agora vale a verdade.
   agora vale a vida,
   e de mãos dadas,
   marcharemos todos pela vida verdadeira.
 
   Artigo II
   Fica decretado que todos os dias da semana,
   inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
   têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
 
   Artigo III
   Fica decretado que, a partir deste instante,
   haverá girassóis em todas as janelas,
   que os girassóis terão direito
   a abrir-se dentro da sombra;
   e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
   abertas para o verde onde cresce a esperança.
 
   Artigo IV
   Fica decretado que o homem
   não precisará nunca mais
   duvidar do homem.
   Que o homem confiará no homem
   como a palmeira confia no vento,
   como o vento confia no ar,
   como o ar confia no campo azul do céu.
 
           Parágrafo único:
           O homem, confiará no homem
           como um menino confia em outro menino.
 
   Artigo V
   Fica decretado que os homens
   estão livres do jugo da mentira.
   Nunca mais será preciso usar
   a couraça do silêncio
   nem a armadura de palavras.
   O homem se sentará à mesa
   com seu olhar limpo
   porque a verdade passará a ser servida
   antes da sobremesa.
 
   Artigo VI
   Fica estabelecida, durante dez séculos,
   a prática sonhada pelo profeta Isaías,
   e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
   e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
 
   Artigo VII
   Por decreto irrevogável fica estabelecido
   o reinado permanente da justiça e da claridade,
   e a alegria será uma bandeira generosa
   para sempre desfraldada na alma do povo.
 
   Artigo VIII
   Fica decretado que a maior dor
   sempre foi e será sempre
   não poder dar-se amor a quem se ama
   e saber que é a água
   que dá à planta o milagre da flor.
   
   Artigo IX
   Fica permitido que o pão de cada dia
   tenha no homem o sinal de seu suor.
   Mas que sobretudo tenha
   sempre o quente sabor da ternura.
  
   Artigo X
   Fica permitido a qualquer pessoa,
   qualquer hora da vida,
   o uso do traje branco.
   
   Artigo XI  
   Fica decretado, por definição,
   que o homem é um animal que ama
   e que por isso é belo,
   muito mais belo que a estrela da manhã.
  
   Artigo XII  
   Decreta-se que nada será obrigado
   nem proibido,
   tudo será permitido,
   inclusive brincar com os rinocerontes
   e caminhar pelas tardes
   com uma imensa begônia na lapela.
 
           Parágrafo único:
           Só uma coisa fica proibida:
           amar sem amor.
  
   Artigo XIII  
   Fica decretado que o dinheiro
   não poderá nunca mais comprar
   o sol das manhãs vindouras.
   Expulso do grande baú do medo,
   o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
   para defender o direito de cantar
   e a festa do dia que chegou.
  
   Artigo Final. 
   Fica proibido o uso da palavra liberdade,
   a qual será suprimida dos dicionários
   e do pântano enganoso das bocas.
   A partir deste instante
   a liberdade será algo vivo e transparente
   como um fogo ou um rio,
   e a sua morada será sempre
   o coração do homem.

  Thiago de Mello  - Santiago do Chile, abril de 1964

Estratégias
1) Ler e interpretar os textos 1 e 2, salientando a questão do trabalho infantil.

2) Ler o Estatuto da Criança e do Adolescente, focalizando a questão do trabalho infantil e outros temas de interesse da turma.

3) Reler os textos 1 e 2 e refletir sobre a condição das personagens. Se possível, pedir para os alunos trazerem notícias e outros textos sobre trabalho infantil e sobre temas tratados no Estatuto da Criança e do Adolescente.

4) Produzir poemas, músicas, artigos de opinião ou textos de outros gêneros, já estudados pelos alunos, sobre a reflexão realizada. É importante que os alunos apresentem e divulguem os textos produzidos.

5)ler o estatuto do homem e comparar.

6)refletir sobre o que é mais importante para o ser humano.

fechamento
 Após a leitura e análise das obras, pedir para os alunos produzirem artigos poéticos ilustrados, baseados no estudo realizado em sala.
Oi, pessoal.
Desculpem eu andar sumida, mas realmente estou sem tempo! Por isso, não peçam pra eu enviar textos, respostas ou atividades por email, pois realmente não vou conseguir atender. Acompanhem o blog e leiam as postagens anteriores, que provavelmente encontrarão boas sugestões.
Bjks, e Obrigada!

6 de maio de 2012

Dica de filme: Espelho, espelho meu

Levei minha turma de 8ª série para assistir  "Espelho, espelho meu" . Havia ficado em dúvida, mas o filme realmente é interessante. É claro que tem uma boa dose de humor, mas sem ser bobo. Dá para explorar bastante, aborda diversos temas, como diferenças, valores,  papel da mulher na sociedade, dentre outros.  Também aborda o fato de que tudo que fazemos tem um retorno, e que não podemos desistir de nossos sonhos, ou do que julgamos ser o certo.
O filme conta ainda  com um cenário lindo, figurino e trilha sonora encantadora, sem falar no príncipe, que é lindo.

Seminários, congressos, Fóruns, Colóquios e afins na área de Educação - 2012

Maio

 I Colóquio Internacional Ensino Desenvolvimental: vida, pensamento e obra dos principais representantes russos
2 a 4 de maio UFU- MG
  http://www.gepedi.faced.ufu.br/

 I Colóquio Cearense de Estudos Bakhtinianos
8 a 10 de maio Fortaleza-CE
http://www.uece.br/eventos/coceb/

 Congresso Internacional “A 2ª série de A Águia: para além de Fernando Pessoa” 7 a 11 de maio USP http://www.anpoll.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=636:congresso-internacional-a-2o-serie-de-a-aguia-para-alem-de-fernando-pessoa-de-7-a-11-de-maio-de-2012-usp-brasil&catid=71:nacionais-e-internacionais-2012&Itemid=197

 III CONGRESSO INTERNACIONAL DE LEITURA E LITERATURA INFANTIL E JUVENIL II FÓRUM LATINO-AMERICANO DE PESQUISADORES DE LEITURA 09, 10 e 11 de maio PUCRS – Porto Alegre I Seminário Internacional de Estudos da Linguagem 14 a 16 de maio Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel.

  1º ENanciELL - Encontro Nacional de Ensino de Língua e Literatura 16 a 19 de maio
 Universidade Federal do Pará, campus universitário de Marabá

Gestão de Sistemas, Redes de Ensino e de Escolas: Desafios para o campo da pesquisa e para os Profissionais da Educação 17 a 19 de maio

 UNICAMP h II SIELP – Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa 30 de maio a 1º de junho UFU – Universidade Federal de Uberlândia


  Junho 

 XI Painel – Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional
 IV Encontro Nacional - O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional I Congresso Internacional - Vertentes do Insólito Ficcional 4 a 6 de junho Instituto de Letras da UERJ

  2º CIELLI – Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários 5º CELLI – Colóquio de Estudos Linguísticos e Literários 13, 14 e 15 de junho

 UEM – Universidade Estadual de Maringá Encontro Internacional sobre novos Letramentos
14 e 15 de junho

 FALE-UFMG DÉCIMA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE NOVAS TENDÊNCIAS EM HUMANIDADES 14 a 17 junho Mont-Royal Centre, Montreal, Canadá
http://lashumanidades.com/conference-2012/

   XXVII ENANPOLL – Encontro da Associação Nacional Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística 19 a 22 de junho UFF – Niterói

ALL FOR PAPERS - 7th International Gender and Language Association Conference (IGALA 7) 20 a 22 de junho São Leopoldo, Brazil VII Congreso Internacional de Filosofía de la Educación 27 a 29 de junho Madrid


Julho

 XXVII Encontro Nacional da Anpoll- ENANPOLL
10 a 13 de julho Rio de Janeiro-RJ

18º Congresso de Leitura do Brasil (COLE) 16 a 20 de julho UNICAMP – Campinas, SP

64ª Reunião Anual da SBPC 22 a 27 de julho UFMA – São Luís – MA

XVI ENDIPE – Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino 23 a 26 de julho Campinas – SP IX

ANPED SUL – Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul 29 de julho a 01 de agosto Universidade de Caxias do Sul

Agosto 

 VII Encontro da Associação Brasileira de Estudos Crioulos e Similares (ABECS) e XIII Encontro da Associação dos Crioulos de Base Lexical Portuguesa e Espanhola (ACBLPE) 1 a 3 de agosto Universidade de São Paulo

IV Congresso Internacional Cotidiano Diálogos sobre Diálogos 6 a 9 de agosto Faculdade de Educação – UFF (Niterói – RJ)

VIII SELISIGNO Seminário de Estudos sobre Linguagem e Significação 22 a 24 de agosto

setembro

UEL Setembro X Colóquio sobre Questões Curriculares / VI Colóquio Luso Brasileiro de Currículo 4, 5 e 6 de setembro Faculdade de Educação da UFMG

II Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística (II CIDS) 24 a 27 de setembro Universidade Federal do Pará


Outubro

 I Colóquio Nacional: Diálogos entre Linguagem e Educação e VII Encontro de Estudos e Pesquisas em Língua e Literatura 3 a 5 de outubro Blumenau-SC

COLÓQUIO INTERNACIONAL ERIMIT (E.A. 4327) em homenagem ao centenário de nascimento de Jorge Amado (1912-2012) - O Brasil de Jorge Amado: perspectivas interculturais 11 a 13 de outubro Fundação Casa de Jorge Amado – Bahia

  III GELIC – Grupo de Estudos de Língua em Contato 15, 16 e 17 de outubro Faculdade de Letras –

UFJF IV Congresso Brasileiro de Formação de Professores: O Plano Nacional de Educação
 2011-2020 e a Formação de Professores 15, 16 e 17 de outubro Faculdade Cenecista de Campo Largo –FACECLA

35ª Reunião Anual da ANPED 21 a 24 de outubro Centro de Convenções do Hotel Armação, Porto de Galinhas – PE

  X CELSUL – Círculo de Estudos Linguísticos do Sul do Brasil 24 a 26 de outubro Universidade Estadual do Oeste do Paraná – campus de Cascavel

VII Seminário de Língua Estrangeiras- A Formação e a Prática de Professores de Línguas Estrangeiras 24 a 26 de outubro - Faculdade de Letras-UFG


 Novembro

IV CLAFPL – Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas 05 a 07 de novembro UnB – Universidade de Brasília

4° Colóquio de Semiótica Internacional (COLSEMI) 7 a 9 de novembro

UERJ III Congresso Ibero-Americano de Política e Administração da Educação 14 a 17 de novembro Zaragoza – Espanha http://www.anpae.org.br/website/

 I CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE LO FANTÁSTICO EN NARRATIVA, TEATRO, CINE, TELEVISIÓN, CÓMIC Y VIDEOJUEGOS 19, 20 y 21 de noviembre Universitat Autònoma de Barcelona www.lofantastico.com visionesdelofantastico.blogspot.com

3 de maio de 2012

26 de fevereiro de 2012

Dinâmicas para volta às aulas

QUE MÚSICA VOCÊ É?

Objetivo:

Propiciar a apresentação dos alunos de forma descontraída;
Levar os participantes a identificarem seus ritmos e gêneros musicas, assim como refletirem sobre a importância de respeitar as preferências alheias.

Procedimentos:
Solicitar aos alunos que escolham dentre as músicas que conhecem e gostam um trecho que, de alguma forma, o represente.
Cada um deve cantar o trecho escolhido para a turma.
O professor/dinamizador da atividade tem o papel de sondar se todos já ouviram aquela música, quem é o cantor(a), qual gênero musical, por que foi escolhida, se alguém não gosta, etc.
A regra é não repetir as músicas já apresentadas e respeitar as preferências dos colegas.
Com todos devidamente apresentados pedir que sistematizem no papel criando um cartaz de sua apresentação.
Com todos os cartazes prontos criar um painel para sala de aula: “Somos como músicas”.


ÁRVORE DOS SONHOS

Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. Em cima da árvore, escrever uma pergunta relacionada com o assunto (pode ser sobre questões ambientais, regras de convivência, o ambiente escolar etc) que será tratado durante o bimestre, trimestre... Ex.: Como gostaríamos que fosse...?
Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" para o assunto em questão. Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.

Obs: Esta atividade poderá ser retomada durante o período que for trabalhado o assunto, ou ao final do período para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar.

Fonte: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/volta01.htm

A VIAGEM
Objetivos:
Levantar as expectativas dos alunos em relação ao ano letivo;
Acolher o novo grupo;
Ornamentar a sala de aula de maneira significativa.
Procedimento:
O professor afixa na parede da sala um painel com uma paisagem de fundo. No mesmo deve estar escrito: Sejam bem-vindos a viagem do saber!
A paisagem de fundo pode ser: marítima, celeste, florestal, etc...
A proposta é construir o painel com o grupo.
Sendo paisagem marítima, propor que cada aluno faça a dobradura de um barco e imaginem a viagem decorando-o livremente e escrevendo uma palavra ou frase o que espera alcançar durante a mesma, ou seja, quais são suas expectativas em relação ao ano letivo.
Sendo celeste podem ser confeccionados pequenos aviões de papel.
O fundo florestal permite que cada um escolha um animal ou planta com o qual se identifica e construa da mesma forma: dobrando, recortando, colando...
O importante é que os alunos expressem seus sentimentos e desejos. Com tudo pronto oportunizar um momento agradável onde cada um prenderá o que construiu no painel de boas-vindas interativo, apresentando-se à turma.
]
TEIA DE ARANHA
Objetivo:
Estimular o entrosamento entre os alunos.

Procedimentos:
Propor que os alunos fiquem em pé, forando um círculo.
Entregar um rolo de barbante ou cordão.
Solicitar um voluntário para iniciar a tarefa sugerindo que o mesmo escolha um membro do grupo para entregar uma outra parte do cordão e receber uma mensagem sua.
Sucessivamente um vai abrindo o rolo e entregando a um colega até que todos tenham recebido a mensagem e o cordão, formando assim a teia de aranha.
Em um segundo momento, com todos sentados levantar a questão: O que pode e não pode ter em nossa teia? Listar as opiniões dos alunos para a confecção de um painel de combinados da classe.
Para encerrar permitir que os alunos ilustrem o painel através de uma técnica artística: desenho, recorte, colagem, dobradura, etc...


Balão dos sonhos

Objetivos: integrar o grupo e falar dos sonhos.

Descrição: entregar um balão colorido e um pedaço de papel para cada pessoa. Pedir para que anotem seu maior desejo para este ano e como pretendem realizá-lo. Colocar o papel dentro do balão, encher e amarrar. Fazer um círculo e, dois a dois, conversar sobre este sonho. Depois, ao som de uma música, soltar os balões para o alto, de modo que todos se envolvam na brincadeira. O animador vai motivando o grupo para não deixar cair ou perder nenhum dos sonhos; que o ar leve estas intenções para cima, para o mundo, e que sejam para melhorá-lo.

Finalizar: finalizar com um abraço, desejando boas vindas ao colega de turma

Desenrolar

1º Passo: O facilitador ( pode ser o(a) professor(a) ) entrega a cada partipante um balão, estipula um tempo e pede a todos que os encham.Caso a equipe não consiga realizar no tempo determinado, paga uma prenda, determinada anteriormente.


2º Passo: Um participante, segurando o balão, pega um crachá em cima da mesa,e, em seguida, lê o nome que está escrito nele. A pessoa cujo nome foi lido levanta a mão.

3º Passo: O participante que está com o crachá dirige-se rapidamente à pessoa que está com a mão levantada, coloca o crachá nela, pressiona o balão entre as duas e estoura-o.

4º Passo: A pessoa que recebeu o crachá corre até a mesa e segue os mesmos passos que o primeiro participante , e assim sucessivamente, até que todos recebam seu crachá.
Finalizando com uma salva de palmas para o animado grupo

Fonte: http://silylandia.blogspot.com/2009/01/dinmicas-volta-s-aulas.html

O LAGO DE LEITE
(Despertar no aluno o prazer do trabalho em conjunto e a importância da ação individual na contribuição com o todo.O professor poderá falar um pouco sobre o trabalho na série, para que as crianças entendam a importância do envolvimento de todos para a realização do mesmo).
Em um certo lugar no Oriente, um rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado. Ele quis criar um lago de leite, então pediu para que cada um dos residentes do local levassem apenas 1 copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido. O rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite. Mas, tal foi sua surpresa no outro dia, quando viu o lago cheio de água e não de leite. Em seguida, o rei consultou o seu conselheiro que o informou que as pessoas do povoado tiveram o mesmo pensamento: "No meio de tantos copos de leite se só o meu for de água ninguém vai notar..."
Questionar com as crianças: Que valor faltou para que a idéia do rei se completasse? Após a discussão é interessante que os alunos construam algo juntos, como por exemplo: o painel da sala. A sala pode ser decorada com um recorte que, depois de picotado, forma várias pessoas de mãos dadas, como uma corrente.


Dinâmica do Terremoto

É hora de fazer com que os membros de sua equipe, escola, empresa ou até mesmo de sua casa aprendam a trabalhar em equipe, deixem de lado o egoísmo e pensem coletivamente a fim de atingir um objetivo maior.

Materiais: Espaço livre para que as pessoas possam se movimentar, mas quanto menor o espaço mais trombadas.

Participantes: Devem ser múltiplos de três e sobrar um. Ex: 22 (7x3 = 21, sobra um) -Material: Para essa dinâmica só é necessário um espaço livre para que as pessoas possam se movimentar

Desenvolvimento: Dividir em grupos de três pessoas, lembre-se que deverá sobrar um. Cada grupo terá 2 paredes e 1 morador. As paredes deverão ficar de frente uma para a outra e dar as mãos (como no túnel da quadrilha da Festa Junina), o morador deverá ficar entre as duas paredes. A pessoa que sobrar deverá gritar uma das três opções abaixo:

1 - MORADOR!!! - Todos os moradores trocam de "paredes", devem sair de uma "casa" e ir para a outra. As paredes devem ficar no mesmo lugar e a pessoa do meio deve tentar entrar em alguma "casa", fazendo sobrar outra pessoa.

2 - PAREDE!!! - Dessa vez só as paredes trocam de lugar, os moradores ficam parados. Obs: As paredes devem trocar os pares. Assim como no anterior, a pessoa do meio tenta tomar o lugar de alguém.

3 - TERREMOTO!!! - Todos trocam de lugar, quem era parede pode virar morador e vice-versa. Obs: NUNCA dois moradores poderão ocupar a mesma casa, assim como uma casa também não pode ficar sem morador. Repetir isso até cansar...

Conclusão: Como se sentiram os que ficaram sem casa? Os que tinham casa pensaram em dar o lugar ao que estava no meio? Passar isso para a nossa vida: Nos sentimos excluídos no grupo? Na Escola? No Trabalho? Na Sociedade? Sugestão: Quanto menor o espaço melhor fica a dinâmica, já que isso propicia várias trombadas. É muito divertido!!!

Tempo de aplicação: 30 minutos
Número máximo de pessoas: 31
Número mínimo de pessoas: 4

13 de fevereiro de 2012

Miss Imperfeita

(Texto na Revista do Jornal O Globo)

(Martha Medeiros – Jornalista e escritora)
“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante”

11 de fevereiro de 2012

. O QUE É BULLYING?

O bullying é um termo ainda pouco conhecido do grande público. De origem
inglesa sem tradução ainda no Brasil, é utilizado para qualificar comportamentos
agressivos no âmbito escolar, praticados tanto por meninos quanto por meninas.
Os atos de violência (física ou não) ocorrem de forma intencional e repetitiva
contra um ou mais alunos que encontram impossibilitados de fazer frente às
agressões sofridas. Tais comportamentos não apresentam motivações
específicas ou justificáveis. Em última instância, significa dizer que, de forma
“natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão,
prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas
vítimas.

2. QUAIS SÃO AS FORMAS DE BULLYING? NORMALMENTE, EXISTEM
MAIS MENINOS OU MENINAS QUE COMETEM BULLYING ?
As formas de bullying são:
• Verbal (insultar, ofender, falar mal, colocar apelidos pejorativos, “ zoar”)
• Física e material (bater, empurrar, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences da vítima)
• Psicológica e moral (humilhar, excluir, discriminar, chantagear, intimidar, difamar)
• Sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar)
• Virtual ou Ciberbullying (bullying realizado por meio de ferramentas
tecnológicas: celulares, filmadoras, internet etc.)
Estudos revelam um pequeno predomínio dos meninos sobre as meninas. No
entanto, por serem mais agressivos e utilizarem a força física, as atitudes dos
meninos são mais visíveis. Já as meninas costumam praticar bullying mais na base
de intrigas, fofocas e isolamento das colegas. Podem, com isso, passar
despercebidas, tanto na escola quanto no ambiente doméstico.8

3. EXISTE ALGUMA FORMA DE BULLYING QUE SEJA MAIS MALÉFICA? O CIBERBULLYING É PIOR DO QUE O BULLYING TRADICIONAL?
Uma das formas mais agressivas de bullying, que ganha cada vez mais espaços sem
fronteiras é o ciberbullying ou bullying virtual. Os ataques ocorrem por meio de ferramentas tecnolOgicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vIdeos). Além de a propagação das difamações ser praticamente instantânea o efeito multiplicador do sofrimento das vItimas é imensurável.
O ciber-bullying extrapola, em muito, os muros das escolas e expõe a vItima ao escárnio público. Os praticantes desse modo de perversidade também se valem do anonimato e,
sem nenhum constrangimento, atingem a vItima da forma mais vil possIvel. Traumas e
consequências advindos do bullying virtual são dramáticos.

4. QUAL O CRITÉRIO ADOTADO PELOS AGRESSORES PARA A ESCOLHA DA VÍTIMA?
Os bullies (agressores) escolhem os alunos que estão em franca desigualdade de poder, seja por situação socioeconômica, situação de idade, de porte fIsico ou até porque numericamente estão desfavoráveis. Além disso, as vItimas, de forma geral, já apresentam algo que destoa do grupo (são tImidas, introspectivas, nerds, muito magras; são de credo, raça ou orientação sexual diferente etc.). Este fato por si sO já as torna pessoas com baixa autoestima e, portanto, são mais vulneráveis aos ofensores. Não há justificativas plausIveis para a escolha, mas certamente os alvos são aqueles que não conseguem fazer frente às agressões sofridas.
5. QUAIS AS PRINCIPAIS RAZÕES QUE LEVAM OS JOVENS A SEREM OS AGRESSORES?
É muito importante que os responsáveis pelos processos educacionais identifiquem com qual tipo de agressor estão lidando, uma vez que existem motivações diferenciadas:
1. Muitos se comportam assim por uma nItida falta de limites em seus processos educa-
cionais no contexto familiar.92. Outros carecem de um modelo de educação que seja capaz de associar a autorrealização com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Tais agressores procuram nas ações egoIstas e maldosas um meio de adquirir poder e status, e reproduzem os modelos domésticos na sociedade.
3. Existem ainda aqueles que vivenciam dificuldades momentâneas, como a separação
traumática dos pais, ausência de recursos financeiros, doenças na famIlia etc. A vio-
lência praticada por esses jovens é um fato novo em seu modo de agir e, portanto,
circunstancial.
4. E, por fim, nos deparamos com a minoria dos opressores, porém a mais perversa.
Trata-se de crianças ou adolescentes que apresentam a transgressão como base es-
trutural de suas personalidades. Falta-lhes o sentimento essencial para o exercIcio do altruIsmo: a empatia.

6. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE UMA VÍTIMA DE BULLYING PODE
ENFRENTAR NA ESCOLA E AO LONGO DA VIDA?
As consequências são as mais variadas possIveis e dependem muito de cada indivIduo,
da sua estrutura, de vivências, de predisposição genética, da forma e da intensidade das agressões. No entanto, todas as vItimas, sem exceção, sofrem com os ataques de bullying (em maior ou menor proporção). Muitas levarão marcas profundas provenientes das agressões para a vida adulta, e necessitarão de apoio psiquiátrico e/ou psicolOgico para a superação do problema.
Os problemas mais comuns são: desinteresse pela escola; problemas psicossomáticos;
problemas comportamentais e psIquicos como transtorno do pânico, depressão, anorexia
e bulimia, fobia escolar, fobia social, ansiedade generalizada, entre outros. O bullying também pode agravar problemas preexistentes, devido ao tempo prolongado de estresse a que a vItima é submetida. Em casos mais graves, podem-se observar quadros de esquizofrenia, homicIdio e suicIdio.10

7. COMO PERCEBER QUANDO UMA CRIANÇA OU ADOLESCENTE ESTÁ SOFRENDO
BULLYING? QUAL O COMPORTAMENTO TÍPICO DESSES JOVENS?
As informações sobre o comportamento das vItimas devem incluir os diversos ambientes
que elas frequentam. Nos casos de bullying é fundamental que os pais e os profissionais da escola atentem especialmente para os seguintes sinais:
Na Escola:
No recreio encontram-se isoladas do grupo, ou perto de alguns adultos que possam
protegê-las; na sala de aula apresentam postura retraIda, faltas frequentes às aulas, mostram-se comumente tristes, deprimidas ou aflitas; nos jogos ou atividades em grupo sempre são as últimas a serem escolhidas ou são excluIdas; aos poucos vão se desinteressando das atividades e tarefas escolares; e em casos mais dramáticos apresentam hematomas, arranhões, cortes, roupas danificadas ou rasgadas.
Em Casa:
Frequentemente se queixam de dores de cabeça, enjoo, dor de estômago, tonturas, vômi-
tos, perda de apetite, insônia. Todos esses sintomas tendem a ser mais intensos no perIodo que antecede o horário de as vItimas entrarem na escola. Mudanças frequentes e intensas de estado de humor, com explosões repentinas de irritação ou raiva. Geralmente elas não têm amigos ou, quando têm são bem poucos; existe uma escassez de telefonemas, e-mails, torpedos, convites para festas, passeios ou viagens com o grupo escolar. Passam a gastar mais dinheiro do que o habitual na cantina ou com a compra de objetos diversos com o intuito de presentear os outros. Apresentam diversas desculpas (inclusive doenças fIsicas) para faltar às aulas.11
8. E O CONTRÁRIO? O QUE SE PODE NOTAR NO COMPORTAMENTO DE UM PRATICANTE DE BULLYING?
Na escola os bullies (agressores) fazem brincadeiras de mau gosto, gozações, colocam
apelidos pejorativos, difamam, ameaçam, constrangem e menosprezam alguns alunos. Fur-
tam ou roubam dinheiro, lanches e pertences de outros estudantes. Costumam ser populares na escola e estão sempre enturmados. Divertem-se à custa do sofrimento alheio.
No ambiente doméstico, mantêm atitudes desafiadoras e agressivas em relação aos fami-
liares. São arrogantes no agir,no falar e no vestir, demonstrando superioridade. Manipulam
pessoas para se safar das confusões em que se envolveram. Costumam voltar da escola
com objetos ou dinheiro que não possuIam. Muitos agressores mentem, de forma convin-
cente, e negam as reclamações da escola, dos irmãos ou dos empregados domésticos.


9. O FENÔMENO BULLYING COMEÇA EM CASA?
Muitas vezes o fenômeno começa em casa. Entretanto, para que os filhos possam ser
mais empáticos e possam agir com respeito ao prOximo, é necessário primeiro a revisão do que ocorre dentro de casa. Os pais, muitas vezes, não questionam suas prOprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores. O exemplo dentro de casa é fundamental. O ensinamento de ética, solidariedade e altruIsmo inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.
10. O BULLYING EXISTE MAIS NAS ESCOLAS PÚBLICAS OU NAS PARTICULARES?
O bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de bullying. Por incrIvel que pareça os estudos apontam para uma postura mais efetiva contra o bullying entre as escolas públicas,que já contam com uma orientação mais padronizada perante os casos (acionamento dos Conselhos Tutelares, Delegacias da Criança e do Adolescente etc.).

11. O ALUNO VÍTIMA DE BULLYING NORMALMENTE CONTA AOS PAIS E
PROFESSORES O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
As vItimas de bullying se tornam reféns do jogo do poder instituIdo pelos agressores. Raramente elas pedem ajuda às autoridades escolares ou aos pais. Agem assim, dominadas pela falsa crença de que essa postura é capaz de evitar possIveis retaliações dos agressores e por acreditarem que, ao sofrerem sozinhos e calados, pouparão seus pais da decepção de ter um filho frágil, covarde e não popular na escola.

12. QUAL É O PAPEL DA ESCOLA PARA EVITAR O BULLYING ESCOLAR?
A escola é corresponsável nos casos de bullying, pois é lá onde os comportamentos
agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes. A direção da escola (como autoridade máxima da instituição) deve acionar os pais, os Conselhos Tutelares, os Orgãos de proteção à criança e ao adolescente etc. Caso não o faça poderá ser responsabilizada por omissão. Em situações que envolvam atos infracionais (ou ilIcitos) a escola também tem o dever de fazer a ocorrência policial. Dessa forma, os fatos podem ser devidamente apurados pelas autoridades competentes e os culpados responsabilizados. Tais procedimentos evitam a impunidade e inibem o crescimento da violência e da crimina- lidade infantojuvenil.

13. COMO É O BULLYING NAS ESCOLAS BRASILEIRAS, EM COMPARAÇÃO A OUTRAS, DOS ESTADOS UNIDOS OU DA EUROPA? ALGUMA CARACTERÍSTICA ESPECÍFICA?
Em linhas gerais o bullying é um fenômeno universal e democrático, pois acontece em
todas as partes do mundo onde existem relações humanas e onde a vida escolar faz parte do cotidiano dos jovens. Alguns paIses, no entanto, apresentam caracterIsticas peculiares na manifestação desse fenômeno: nos EUA, o bullying tende a apresentar-se de forma mais grave com casos de homicIdios coletivos, e isso se deve à infeliz facilidade que os jovens americanos possuem de terem acesso as armas de fogo. Nos paIses da Europa, o bullying tende a se manifestar na forma de segregação social a até da xenofobia. No Brasil,
observam-se manifestações semelhantes às dos demais paIses, mas com peculiaridades
locais: o uso de violência com armas brancas ainda é maior que a exercida com
armas de fogo, uma vez que o acesso a elas ainda é restrito a ambientes sociais
dominados pelo narcotráfico. A violência na forma de descriminação e segregação
aparece mais em escolas particulares de alto poder aquisitivo, onde os descendentes
nordestinos, ainda que economicamente favorecidos, costumam sofrer discriminação em
função de seus hábitos, sotaques ou expressões idiomáticas tIpicas. Por esses aspectos é necessário sempre anali- sar, de maneira individualizada, todos os comportamentos de bullying, pois as suas formas diversas podem sinalizar com mais precisão aspossIveis ações para a redução dessas variadas expressões da violência entre estudantes.

14. QUAL A INFLUÊNCIA DA SOCIEDADE ATUAL NESTE TIPO
DE COMPORTAMENTO?
O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, em que o ter é
muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vive-se em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites. Os pais passaram a ser permissivos em excesso e os filhos cada vez mais exigentes, egocêntricos. As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com os modelos domésticos. Muitos deles não se preocupam com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convIvio coletivo e, nem sequer se preocupam com as consequências dos seus atos transgressores. Cabe à sociedade como um todo transmitir às novas gerações valores educacionais mais éticos e responsáveis.Afinal, são estes jovens que estão delineando o que a sociedade será daqui em diante.Auxiliá-los e conduzi-los na construção de uma sociedade mais justa e menos violenta, é obrigação de todos.

COMO OS PAIS E PROFESSORES PODEM AJUDAR AS VÍTIMAS DE BULLYING A
SUPERAR O SOFRIMENTO?
A identificação precoce do bullying pelos responsáveis (pais e professores) é de suma importância. As crianças normalmente não relatam o sofrimento vivenciado na escola, por medo de represálias e por vergonha. A observação dos pais sobre o comportamento dos filhos é fundamental, bem como o diálogo franco entre eles. Os pais não devem hesitar em buscar ajuda de profissionais da área de saúde mental, para que seus filhos possam superar traumas e transtornos psIquicos.
Outro aspecto de valor inestimável é a percepção do talento inato desses jovens. Os adultos devem sempre estimulá-los e procurar métodos eficazes para que essas habilidades possam resgatar sua autoestima, bem como construir sua identidade social na forma de uma cidadania plena.
1 ESTE LIVRO ELETRONICO FOI BAIXADO DO SITE: WWW.CNJ.JUS.BRE

Dinâmica do Amor para volta às aulas

objetivo: Devemos desejar aos outros o que queremos para nós mesmos.

Procedimento:
Para início de ano Ler o texto ou contar a história do

"Coração partido"

Certo homem estava para ganhar o concurso do coração mais bonito. Seu coração era lindo, sem nenhuma ruga, sem nenhum estrago. Até que apareceu um velho e disse que seu coração era o mais bonito, pois nele havia amor. Houve vários comentários do tipo: "Como seu coração é o mais bonito, com tantas marcas?" O bom velhinho, então explicou que por isso mesmo seu coração era lindo. Aquelas marcas representavam sua vivência, as pessoas que ele amou e que o amaram. Finalmente todos concordaram, o coração do moço, apesar de lisinho, não tinha a experiência do velho."


Após contar o texto distribuir um recorte de coração (chamex dobrado ao meio e cortado em forma de coração), revistas, cola e tesoura. Os participantes deverão procurar figuras que poderiam estar dentro do coração de cada um. Fazer a colagem e apresentar ao grupo. Depois cada um vai receber um coração menor e será instruído que dentro dele deverá escrever o que quer para o seu coração (ou o que deseja para o ano escolar que se inicia). Ou o que quer que seu coração esteja cheio. O meu coração está cheio de... No final o instrutor deverá conduzir o grupo a trocar os corações, entregar o seu coração a outro. Fazer a troca de cartões com uma música apropriada, tipo: Coração de Estudante, Canção da América ou outra.

Há de se lutar pela mudança

*Paty Fonte

Finalmente as questões educacionais estão na mídia. Talvez o avanço tecnológico esteja ajudando, pois através da internet todos se expressam: professores, pais, alunos...
Como educadora, inquieta que sou, pensadora e pesquisadora dos temas ligados à educação, fico feliz com as discussões e debates. Acredito que não há mudança sem troca de experiências, sem reflexão, sem estímulo.
Li nas redes sociais depoimentos de alunos assim: “A escola emburrece. A parte ruim do sistema educacional não se resume à péssima equipe de professores, à péssima estrutura da escola e afins. Os adolescentes não gostam da escola porque ela obriga eles a serem assim. Não é preguiça, não é "falta de motivação por parte dos pais". Existe um sistema muito maior por trás disso tudo. A escola precisa de uma revolução TOTAL para passar a ser uma ótima instituição.”
“Professor é pago para ensinar ou para passar conteúdo? Existem professores que entram na sala de aula para passar lição e copiarmos,saindo da classe sem explicar absolutamente nada do tema que fora passado alegando que são pagos para passar 'conteúdo' , isto aconteceu comigo hoje após eu ter ido na coordenação reclamar.Eu achava que professores eram formados e remunerados para instruir os alunos,não deixá-los inferior ao que já estão achando que se recebe tudo de mão beijada,como o professor que é remunerado por escrever uma bíblia na lousa achando que todos entenderão.”


Muitos professores sentem-se desvalorizados, humilhados e injustiçados quando lêem algo do tipo. Afinal, são muitos os problemas educacionais como recentemente a Profª Amanda Gurgel, de forma corajosa e precisa transmitiu em rede nacional. Por outro lado, negar que há uma grande verdade nos depoimentos dos alunos é enganarmos a nós mesmos. Chega a ser hipocrisia.

Não podemos generalizar alegando que todos os professores são mal formados e realizam o trabalho de forma precária. Isso não! Todavia, existem aqueles que estão professores e não o são por vocação. É ainda bastante comum nas escolas a mera transmissão de conteúdos, prontos e acabados, desvinculados à vida real dos alunos, sem espaço para crítica. Há uma preocupação excessiva em preencher livros e cadernos com temas estanques, sem análise, sem debate, sem espaço para a fala do aluno, para a pesquisa, para a prática da descoberta.
Preocupa-me o fato de muitos profissionais acreditarem que essa é a melhor maneira de ensinar. E aqui não me refiro apenas a rede pública de ensino, mas também e, principalmente, a rede privada. Tantas vezes as escolas com muitos recursos financeiros pautam-se nesses e esquecem-se do seu papel social. Vejo claramente escolas com poucos recursos realizando trabalhos grandiosos, com profissionais engajados e preocupados.
É evidente que temos que lutar por todos os direitos, temos que garantir a melhor estrutura possível. É óbvio que os professores precisam ser bem remunerados e valorizados. Isso é indiscutível. Porém, não aceito discursos do tipo: “faço qualquer coisa, não sou paga para fazer melhor.” Assim, não há luta. Há comodismo. Tais falas e ações reforçam a desvalorização, passam a concretizar motivos de desrespeito e descrédito.
Na mesma rede social uma professora alega: “Com turmas de dez alunos as professoras de ensino fundamental da escola púbica poderemos ensinar habilidades de leitura, escrita e convívio social com mais eficiência. A escola como é organizada atualmente com excesso de alunos por sala explora as professoras acabando com nossa saúde.Nos doamos muito e temos pouco respeito da sociedade, além das agressões morais e psicológicas constantes.”
Perfeita colocação. Mas, eu presenciei várias escolas, da rede privada, com classes de 10 alunos, até menos, onde acontece exatamente o oposto. E aí, o que dizer?
Penso que são duas lutas distintas, mas ambas essenciais, de suma importância. Uma a de melhores condições e apoio do governo: como tem sido bem representada pela Profª Amanda Gurgel, outra a de mudança de postura dos professores.
Independente da metodologia, filosofia ou técnica de ensino vivemos na era da informação, do bombardeio dela inclusive. Vivemos na era do imediatismo, do consumismo, dos vícios, das famílias desestruturadas, da falta de valores, da correria, do stress. Paralelo a isso, hoje para se conseguir um bom emprego não basta ter cultura e conhecimento técnico, é preciso saber relacionar-se, respeitar as diferenças, argumentar na hora certa, saber ouvir e contra-argumentar, criar, inovar e sensibilizar.
Já ouvi de professores “pérolas” do tipo: “Interpretar textos em sala de aula é perda de tempo.” Também já ouvi relatos do tipo: “São os alunos que não querem aprender, são todos indisciplinados.”
O que é indisciplina? O que gera a desmotivação? Todos são indisciplinados?
Da mesma forma que nós professores nos desmotivamos com poucos recursos e baixos salários os alunos se desmotivam com aulas pautadas em monólogos, cópias e decorebas.
Precisamos aprender a lidar com essa nova geração, com o mundo atual e avançar. Isso implica em mudança de paradigmas, sobretudo implica em humildade. Por sermos professores não sabemos tudo, não temos receitas, não somos os donos da verdade. É preciso estar disposto a aprender tanto quanto a ensinar. É preciso a pesquisa, a observação, a reflexão. É fundamental o desejo de que a escola seja o verdadeiro espaço de aprendizagem.
Aprendizagem em conjunto. Juntos podemos buscar novos caminhos, vislumbrar possibilidades que atendam aos reais interesses da vida que temos a encarar.
Tudo isso implica em inteligência emocional. Não creio que seja fácil, mas creio que estamos no caminho e precisamos nos unir para reunir forças.
Aqueles que preferem parar no tempo, sem inovação, sem tentativa, sem ousadia, serão vencidos pelo cansaço de “dar murro em ponta de faca”. Serão tragados pelo infortúnio do passado que não retornará como um “passe de mágica.”

O que constitui um bom ensino?

Alunos e professores reconhecem um bom ensino quando o experimentam, mas muitas vezes têm dificuldade de colocá-lo em prática.
São muitas as pesquisas sobre as diferentes abordagens de ensino.
Feldman, 1988 após inúmeros estudos e pesquisas listou as características fundamentais para um bom ensino. Nestas pesquisas estudantes e membros do corpo docente de várias instituições foram solicitados a descrever as atitudes ou práticas que consideram importantes para um bom ensino. Foi ainda solicitado aos entrevistados que caracterizassem o professor "melhor" ou "ideal ".
As sete categorias abaixo foram as mais citadas:

Sensibilidade e preocupação com nível e progresso do grupo:

O bom professor se comunica de forma eficaz e compreensível aos estudantes;
O livro didático contem graus de dificuldades adequados para os alunos;
O bom professor demonstra preocupação com o fato dos alunos aprenderem e utilizarem corretamente seus materiais;
O bom professor determina se o problema de um aluno é comum a outros;
O bom professor percebe quando os alunos estão entediados ou confusos.
Organização e preparação das aulas:

O bom professor está bem preparado para aula;
O bom professor organiza os conteúdos de maneira lógica;
A organização do curso auxilia os estudantes no desenvolvimento de conceitos básicos;
Novas informações são apresentadas de forma lógica e estão relacionadas às idéias já introduzidas;
Os alunos percebem o professor bem organizado;
As palestras dos bons professores são fáceis e compreensíveis.
Conhecimento do assunto:

O bom professor demonstra conhecimento abrangente sobre os temas que leciona;
O bom professor pesquisa e lê bastante sobre os temas de sua área;
O bom professor está sempre atualizado.
Entusiasmo (por assunto ou pelo ensino):

O bom professor demonstra interesse em ensinar;
O bom professor tem capacidade de transmitir interesse e entusiasmo pela matéria que ensina;
O bom professor é dinâmico e exigente.
Clareza e compreensão:

O bom professor explica de forma clara e tenta responder a todas as questões;
Os alunos seguem e compreendem as aulas dos bons professores;
O bom professor relaciona os conceitos de forma sistemática e auxilia os alunos para que compreendam;
O bom professor escolhe bons exemplos e esclarece dúvidas;
O bom professor resume os principais pontos;
O bom professor interpreta idéias abstratas e teorias de forma clara.
Disponibilidade:

O bom professor incentiva os alunos ao vê-los em dificuldade;
O bom professor está prontamente disponível para os alunos fora do horário da aula caso alguém o consulte;
O bom professor tem uma relação amigável e afetiva com os alunos;
Sessões de reforço são fornecidas para os alunos que dela necessitam;
O bom professor é consciente em manter os compromissos com os alunos;
O bom professor está disposto a dar assistência individual.
Avaliação imparcial dos alunos e qualidade nas avaliações:

Conceitos enfatizados em sala de aula são aqueles enfatizados também nas avaliações;
Bons professores exigem dos alunos interpretações e opiniões críticas acerca de temas reais;
As avaliações permitem que os alunos demonstrem adequadamente o que aprenderam;
Avaliações sintetizam os principais assuntos lecionados;
O bom professor diz aos alunos como eles serão avaliados no decorrer do curso;
As notas são baseadas em um justo equilíbrio de requisitos e conteúdos;
Os alunos ficam satisfeitos com a forma de avaliação;
Os alunos são freqüentemente questionados;
O bom professor anuncia a avaliação com antecedência;
O bom professor utiliza mais de um tipo de dispositivo de avaliação.
Estas frases são úteis para que o professor avalie sua práxis, resolvendo em tempo se pode melhorar.
Pedir aos alunos um feedback no final do ano ou do semestre é bastante útil para reflexão e aprimoramento constante.

Tradução e adaptação do texto de: Feldman, K.A. (1988) "Effective College Teaching from the Students' and Facultys' View: matched or mismatched priorities?" Research in Higher Education . 28 (4). 291-344.

A aventura de ensinar, criar e educar.

Madalena Freire

O educador lida com a arte de educar. O instrumento de sua arte é a pedagogia. Ciência da educação, do ensinar. É no seu ensinar que se dá seu aprendizado de artista. Toda pedagogia sedimenta –se num método. Maneira de ordenar, organizar com disciplina, a ação pedagógica segundo certos pressupostos teóricos. Toda pedagogia está sempre engajada a uma concepção de sociedade, política. É neste sentido que nesta concepção de educação de educação este educador faz arte, ciência e política. Faz política quando alicerça seu fazer pedagógico a favor ou contra uma classe social determinada. Faz ciência quando apoiado no método de investigação científica estrutura sua ação pedagógica. Faz arte porque cotidianamente enfrenta – se com o processo de criação na sua prática educativa, onde no dia – a - dia lida com o imaginário e o inusitado. A ação criadora envolve o estruturar, dar forma significativa ao conhecimento. Toda ação criadora consiste em transpor certas possibilidades latentes para o campo do possível, do real.

Assim, como o próprio viver, o cria é um processo existencial. Não lida apenas com pensamentos, nem somente com emoções, mas se origina nas profundezas de nosso ser, onde a emoção permeia os pensamentos ao mesmo tempo que a inteligência estrutura, organiza as emoções. A ação criadora dá forma, torna inteligível, compreensível o mundo das emoções. É nesta busca de significados que o educador estrutura, organiza a consciência de seu viver pedagógico.

O ato criador é o processo de dar forma, dar vida aos nossos desejos. Para isso, é necessário estar concentrado – como corpo e a mente presentes – para desenvolver o esforço na educação do desejo que traz o germe da paixão.

Paixão que precisa ser educada...

No exercício disciplinado de sua arte (mediado por seus instrumentos metodológicos), é que a paixão de educador é educada. Educador ensina a pensar, e enquanto ensina, sistematiza e apropria – se do seu pensar. Pensar é o eixo da aprendizagem. Para pensar e aprender tem – se perguntar. E para perguntar é necessário existir espaço de liberdade e abertura para o prazer e o sofrimento inerentes a todo processo de construção do conhecimento. A pergunta é um do sintomas do saber. Toda pergunta revela o nível da hipótese em que se encontra o pensamento e a construção do conhecimento. Revela também a intensidade da chama do desejo, da curiosidade de vida. Ansiedades, confusões e inseguranças são constitutivas do processo de pensar e aprender. Assim como também o imaginar, o fantasiar e o sonhar. Não existe pensamento criador sem estes ingredientes. Educador ensina a pensar. Mas somente pensar não basta. Educador ensina a pensar e a agir, segundo o que se pensa quando se faz. Nesta concepção de educação o educador é um leitor, escritor, pesquisador, que faz ciência da educação.

Graduada em Pedagogia pela USP Madalena Freire dedica-se desde 1981 à formação de educadores com grupos de reflexão e estudo.

A paixão de conhecer o mundo. São Paulo: Paz e Terra, 2003 (16ª edição).

Valores nas instituições escolares: ensino ou formação?

*Marcos Cordiolli

A resposta mais direta poderia ser: os professores formam valores quando transformam pessoas. Mas creio que só isto não basta. Por outro lado, também penso que não se faça possível uma demarcação clara entre uma coisa e outra.
A insistência em separar ensino de formação não se constitui num mero artefato teórico, mas retoma a necessidade de compreender as diferenças entre estas duas dimensões do processo educativo na organização do trabalho pedagógico, mesmo que muitas vezes caminhem juntas no cotidiano das instituições escolares. Mas, há situações em se conformam dois campos de ações pedagógicas distintas, que podem se desenvolver simultaneamente. Eu penso que são processo com identidades distintas, que, no limite, altera a identidade de todo o processo pedagógico.

A minha provocação, deve-se a práticas que vejo em muitas escolas nas quais as pessoas tende a incluir os valores e padrões de conduta como “mais alguns conteúdos” e com a natureza não distinta dos demais.

Esta visão inclusive está presente na tradição curricular brasileira, pois desde de 1925 os valores e condutas constituíam uma disciplina a parte e geralmente associada ou articulada ao civismo (a antiga Educação Moral e Cívica).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para o Ensino Fundamental, de certa forma, romperam esta tradição. A primeira versão dos PCNs, apresentou um documento denominado “Ética e convívio social”, distinto dos Blocos de Conteúdos (Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, Ensino da Arte, Educação Física, Ciências Naturais e História). Nas versões mais recentes, inclusive na definitiva foram nomeados de “Temas Transversais”. Portanto, os PCNs para o Ensino Fundamental apresentam dois programas, um de ensino (os Blocos de Conteúdos) e outro de formação de valores e condutas (os Temas Transversais).

A escola brasileira, no entanto, lidou mal com isto. Numa primeira fase, não foram poucas as escolas que incluíram disciplinas com a mesma denominação dos Temas Transversais (principalmente Ética, Meio Ambiente, Saúde e Orientação Sexual). Depois, ao perceberem que não se tratava de disciplinas passam a organizar os Blocos de Conteúdos através de temas geradores com os mesmo títulos dos Temas Transversais, organizando as atividades e seqüências didáticas com base nos temas da Ética, da
Orientação Sexual etc.

As instituições escolares produzem belos trabalhos sobre orientação sexual, mas que tratam apenas do aparelho reprodutor humano, das formas de prevenção da gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis. Estudam as diferentes formas de reciclagem do lixo ou apresentam instigativas propostas para resolução de problemas sociais.

Estas questões são importantes, mas pertencem ao domínio da disciplina de Ciências Naturais ou de Geografia. O seu estudo, sem dúvida, ajuda a formar valores ou a mudar condutas, mas não havendo ações dirigidas para isto, continuamos a ensinar, portanto no campo dos blocos de conteúdos e não a formar valores.

As ações transversais precisariam se constituir de ações dirigidas com objetivos permanentes e reincidentes para que de fatos os alunos e alunas mudem posturas. Como no caso da orientação sexual, não se trata apenas de “relações sexuais”, mas das formas como os alunos representam as questões sexuais e com se relacionam entre si, não no sentido estritamente sexual do termo. Os processos pedagógicos devem promover tanto apresentação de informações como também em constituir uma noção de prazer, de relacionamento entre pessoas, de concepção de afetividade etc.

As atividades de tipo “ensino” podem reforçar ou “abrir caminho”, mas não garantem isoladamente a formação de valores. Uma aluna, do curso de pedagogia, certa vez comentou que ao ensinar sobre valores para os seus alunos de primeira série ela ficava bastante frustrada, pois estas crianças respondiam corretamente (nas atividades por escrito e oral) o que eram os valores. No entanto ela percebia que estes alunos não praticavam estes (ou alguns destes) mesmos valores.

Cabe então perguntar: em que medida determinada atividade consegue atingir os alunos e como podemos avaliar estas mudanças? Em muitos casos, penso eu, os alunos aprendem a responder o que o professor deseja ou espera. Assim parece-me comum às situações em que alunos concordam com as posições dos professores, mas não chegam a internaliza-las.
Certa vez eu fui encarregado pelos colegas de submeter os alunos e alunas do colégio, em que trabalhava, a um questionário sobre participação em movimentos sociais.

Por engano entreguei os questionários ao professor de geografia e de história de uma mesma turma da oitava série. Por alguma razão eles não avisaram o professor que já haviam respondido o questionário e tornaram a fazê-lo.

Isto não me pareceu grave pelo contrário vi nisto até uma boa situação, pois poderia excluir os questionários respondidos de forma insatisfatória.

Mas fiquei muito surpreso ao perceber que a maioria da turma adotava dois discursos distintos, um para cada professor. Para um dos professores afirmavam que as pessoas deveriam ir a luta, recusarem-se a ser exploradas etc. Para o outro as respostas estavam associadas à responsabilidade, a ordem, a legalidade. Em ambos os casos pareciam (e de fato o eram) que os professores falavam pelo texto dos alunos. Aqui está um caso em que os alunos “aprenderam” sobre valores mas não os internalizaram.

Mas isto não significa que não devemos falar sobre ou ensinar valores. Precisamos compreender que este processo tem um alcance formativo limitado, podendo evidentemente contribuir com os alunos que potencialmente tendem para aquele valor, em função de suas próprias concepções.

Vou propor algo um tanto perigoso – vamos ensaiar uma pequena tipologia para o ensino e/ou formação de valores:

[a] o professor trata de valores em sala de aula, mas os alunos não refletem estes valores;
[b] os alunos dizem concordar com as posições do professor, mas este percebe que isto não ocorre de fato;
[c] os alunos ficam sensibilizados, mas passando um certo tempo distanciam dos valores e condutas “aprendidos”; e
[d] alunos que já estavam sensibilizados ou que o são fortemente influenciada pela atividade dirigida pelo professor internalizam o valor ou a conduta.

As atividades de tipo ensino – com explanação, análise critica, exames de metáforas, por exemplo –, sobre valores até alteraram o comportamento imediato dos alunos, mas estas mudanças podem não se sustentar. Mas esta sensibilização pode vir a se constituir num processo formativo caso seja potencializado por outras atividades permanentes e reincidentes. Com isto refiro-me a atividades dirigidas pelos professores que visam desestabilizar certos valores ou condutas ou então reforçar outros que ocorrem ao longo do processo escolar – daí o conceito de transversalidade. Muitas vezes não são atividades explicitas, mas indiretas, como atividades cooperativas. Outras vezes são atividades mobilizadoras como, por exemplo, a organização de campanhas para que as comunidades ou a escola passem a separar o lixo.

Ainda temos que examinar a situação de justaposições entre pontos dos blocos de conteúdos (ou disciplinas escolares) com itens dos Temas Transversais. Por exemplo, é comum ensinar sobre o sistema reprodutivo humano achando que está praticando o tema de orientação sexual; ensinar sobre preconceito em situações históricas como se tratasse da multiculturalidade. Embora as estas informações sejam importante para o tema transversal elas estão ligadas à disciplina de Ciências da Natureza ou de História, respectivamente. O referido tema transversal requer a problematização das condutas e valores sobre sexualidade e discriminação, que pode necessitar dos pontos de disciplinas. Mas os resultados são distintos, pois aprender sobre o sistema reprodutivo não garante que as pessoas vão internalizar certos valores e condutas sobre a sexualidade. Já o processo formativo (e neste sentido transversal) para mudar valores pode requerer que se ensine sobre o sistema reprodutivo humano. Ainda um outro exemplo: ensinar sobre a Amazônia, poluição,desmatamento etc, não muda a cultura das pessoas para uma atuação preservacionista e não predatória da natureza e pode sensibilizar, mas efetivamente pode não formar valores ambientalistas.

A formação de valores e condutas se constitui num importante dilema pedagógico, pois está na essência de todo processo educativo. Portanto é necessário examiná- lo com intensidade pois sem ele não se produz os processos educativos.

Marcos Cordiolli - é historiador (UFPR) mestre em educação (PUCSP).
Professor e conferencista. É produtor de cinema e estuda fotografia.

Contatos com o autor:
E-mail: marcos.cordiolli@gmail.com

Construtivismo e Educação

INTRODUÇÃO

Quando começou a falar em construtivismo pensava-se que era apenas mais uma teoria de educação que estavam inventando, com o passar dos anos foi ficando claro a proposta do construtivismo como uma nova forma de pensar e re-estrutura a educação. A partir deste momento começou a pensar a criança de outra forma, não mais como um papel, onde podem escrever um monte de informação, sem que este questione o que esta recebendo, mesmo porque nossas crianças de hoje não aceitam mais nada que venha sob imposição. Os meios de comunicação e a própria sociedade moderna contribui para esta mudança, bom ou ruim não se sabe, mas ajudou.

A qualidade do ensino de uma instituição não é garantida pela adoção de uma determinada teoria pedagógica. Podem existir escolas que em seu discurso demonstrem estar afinadas com as mais modernas propostas pedagógicas e que, na prática, deixem a desejar na formação de seus alunos. Ao mesmo tempo, estabelecimentos tradicionais, que utilizam uma metodologia mais conservadora, podem ter êxito em seus objetivos.

Entre as teorias de aprendizagem, o construtivismo é a que goza de maior aceitação no momento. Pode-se dizer até que nove entre dez escolas se apresentam como construtivistas. Baseado em estudos do suíço Jean Piaget sobre o desenvolvimento do processo de aprendizagem das crianças, o construtivismo proposto pela psicóloga Argentina Emilia Ferreiro. Neste trabalho será descrito o que se pensa sobre Construtivismo e Educação sendo mostrado a posição de alguns estudiosos sobre o assunto, de modo geral.

CONSTRUTIVISMO E EDUCAÇÃO

Construtivismo encontra as suas bases nas pesquisas de Jean Piaget sobre a construção do conhecimento (Epistemologia genética), afirmando que este é o resultado da construção do próprio indivíduo. Essas conclusões são derivadas das suas pesquisas sobre "a origem e evolução da inteligência" que também se constrói na interação do sujeito com o mundo, considerando os fatores biológicos (maturação do sistema nervoso), experiências físicas, a troca social, e os processos de equilíbrio e desequilíbrio nessa construção. Nesse processo, o indivíduo é o motor ativo e coordenador do seu próprio desenvolvimento.

Quando se fala em construtivismo dentro da educação, muitas pessoas pensam que é uma teoria educacional, no entanto, nada mais é que uma teoria sobre o conhecimento, este assunto é bem visto por uns, mal vistos por outros, e ainda existem aqueles que não sabem o que isto significa. Fazendo uma análise sobre os anos que se passa dentro das escolas, talvez não se tenha boa recordação do passado, tanto quanto aos conteúdos estudados, quanto a nossa formação como indivíduos realizados intelectualmente. Continuando análise, pensa-se agora no ensino que as escolas estão fornecendo atualmente. Que tipo de cidadão a escola visa formar?As escolas realmente tem tido esta preocupação com o tipo de cidadão que pretendem formar ou apenas preocupam-se em manter o sistema já pré-estabelecido?

São estas e outras perguntas que nos deixam cada vez mais intrigados sobre o nosso futuro, futuro destas crianças que poderão tornar-se até mesmo governantes de nossa cidade, nosso estado ou país. Será que essas crianças estarão preparadas psicologicamente para encararem o futuro? Será que conseguirão introduzir em suas vidas os conteúdos programados que as escolas introduziram em seus anos escolares? Ou os mesmos não servirão para nada?

A maioria dos educadores visa formar indivíduos críticos, autônomos, confiantes de si mesmos, etc. Porém, na prática escolar o que proporcionam para desenvolverem estas habilidades em seus alunos?

O Construtivismo (vale a pena lembrar que não é um método), de certa forma "surge" como uma forma de re-estruturar a educação, baseado na teoria de Jean Piaget, acredita-se que o conhecimento do indivíduo é construído por si mesmo e não transmitido por alguém. Trata-se principalmente, de desenvolver a mente, pois isso contribuirá para que aprenda com menos dificuldade. Além disso, um bom desenvolvimento intelectual, contribui para que compreenda melhor o mundo em que vive e se torne mais livre. Compreendendo essa situação e sabendo qual seu papel no mundo, o indivíduo poderá fazer suas próprias escolhas.

A educação nos permite contribuir para o desenvolvimento da mente dos indivíduos, mas para isso, precisamos saber como se produz esse conhecimento, e suas leis, e contribuir para estimulá-lo colocando as pessoas em situações que o favoreçam. É importante que estejamos cientes que a inteligência não se desenvolve através de fórmulas ou técnicas transmitidas, a inteligência somente é desenvolvida exercitando-a e não ensinando a ser inteligente.

Um dos fatores que dificultam o progresso de muitos indivíduos na escola é o fato de não entenderem qual é a natureza do conhecimento e o que estão aprendendo na escola. De certa forma, este fato contribui para a indisciplina que cresce gradualmente dentro das escolas, sabemos que a criança tem muito a oferecer, sabem sobre os mais diversos assuntos, entretanto, o planejamento escolar já foi programado e seus conhecimentos talvez não poderão ser expressados em determinados momentos.

A aprendizagem deve começar pelos acontecimentos em que os alunos estão envolvidos (suas "crenças" prévias) e cujo significado procuram construir. Para se poder ensinar bem é necessário conhecer os modelos mentais que os alunos utilizam na compreensão do mundo que os rodeia, e os pressupostos que suportam esses modelos. Aprender é construir o seu próprio significado e não encontrar as "respostas certas" dadas por alguém.

Além de Piaget, outros estudiosos importantes para a educação, como o russo Lev Semynovitch Vygostky (1896-1934) e o francês Henry Wallon (1879-1962), também são construtivistas. Temos ao nível de Rio Grande do Sul, o GEEMPA, que é um grupo de pessoas que estudam o construtivismo e divulgam-no com a ajuda da Esther Pillar Grossi e outros colaboradores. Temos também a Argentina Emilia Ferreiro como outra estudiosa do Construtivismo.

Outro pensador que influencia a prática das escolas é o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934), que preconizava que o sujeito não nasce pronto nem é resultado exclusivo da ação do ambiente externo. Para ele, o desenvolvimento do indivíduo era resultado de uma interação permanente entre os processos internos e as influências do mundo exterior. Seu pensamento ficou sendo conhecido como sociointeracionismo.

A aprendizagem da criança começa muito antes da aprendizagem escolar que nunca parte do zero. Toda aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história. Atividade criadora é uma manifestação exclusiva do ser humano, pois só este tem a capacidade de criar algo novo a partir do que já existe. Através da memória, o homem pode imaginar situações futuras e formar outras imagens. Sendo assim, a ação criadora reside no fato da não-adaptação do ser, isto é, de não estar acomodado e conformado com uma situação, buscando através do imaginário e da fantasia, um equilíbrio, bem como a construção de algo novo.

O papel da escola, para este autor é de fazer a criança progredir em sua compreensão do mundo a partir de seu desenvolvimento já construído e tendo como fim etapas posteriores ainda não obtidas. Cabe ao professor interferir na zona de desenvolvimento proximal dos alunos a fim de que esse se sinta intrigado a procurar saber cada vez mais, fato esse não acontece ao aluno se não for provocado. É mister salientar que esta interferência pode acontecer entre pares, ou seja, uma criança que já sabe as regras de um jogo ajudar aos colegas que não sabem a entende-las, também, mesmo porque as crianças têm uma linguagem comum, pois se compreendem muito bem.

Como confirma Palangana (2001,160) ao escrever: "É nesse ambiente social e historicamente organizado que o sujeito se insere e se constitui enquanto tal".

Emilia Ferreiro, também, prega que o aluno precisa construir o próprio conhecimento. O pressuposto básico é que o processo de aprendizagem concretiza-se em situações de interação entre aluno, colegas e educadores, assegurando a construção de significados a partir de relações entre o que eles já conhecem e o que estão aprendendo de novo. Ao contrário do que acontece na escola tradicional, em que o professor ensina e o aluno escuta, o construtivismo pressupõe uma parceria e uma troca de informações entre as duas partes envolvidas. Como mediador, o professor precisa conhecer de perto os alunos para elaborar hipóteses que os ajudem a se desenvolver. Os materiais didáticos são produzidos segundo as necessidades da turma. Como as aulas não se repetem de um ano para o outro, é preciso haver uma colaboração estreita entre os mestres e a coordenação. Sem o investimento em muitas horas de reunião, é difícil ser fiel ao ideal construtivista.

A autora Emilia Ferreiro ainda vai mais longe afirmando que temos que alfabetizar para dar ao homem do povo sua palavra, para que ele possa escrevê-la, para ajudá-lo a não destruir seu discurso em troca de um discurso escolar estereotipado. Concorda-se com a mesma, quando diz que a criança deve ser ajudada a escrever, não apenas, necessariamente, de maneira correta, mas que esta ortografia não limite, não destrua, nem mate a língua escrita que ela pode produzir através de sua construção própria e livre de estereótipos escolares.

E ainda tivemos a colaboração de Henri Wallon para ele o fator importante na compreensão do desenvolvimento é entender os processos interativos existentes na relação do homem com seu meio físico e social. O homem e o meio estão vinculados como processos contínuos e interdependentes, e o elemento que estabelece este vínculo é a emoção. Através da emoção, a criança adquire seqüências de ações diferenciadas e instrumentos fundamental para distinguir, classificar e se sobrepor à realidade, num lance de conhecimentos dela própria, dos outros sociais e dos objetos de seu mundo.

Segundo o autor é baseada nas emoções e interesse que a criança construirá melhor seu conhecimento e o tipo de relação que terá com o meio social. Portanto, conclui-se que o professor só poderá ter seus alunos em aula, para aprenderem se seus anseios aí estiverem. Desta forma conforme o construtivismo, provoca-se esta falta, mediante um problema que toque realmente cada aluno.

No entanto, o professor não conseguirá ensinar por exposições ou explicações dos conteúdos logicamente já estruturados para depois se propor aplicações destes problemas, ao contrário o professor deve ensinar pela proposição inicial de resolução de problemas, pois eles são os únicos a provocar uma falta para a inteligência. Sendo assim, como o desejo é algo inteiramente pessoal, provavelmente um só problema não atingira todos os alunos de uma sala de aula, portanto as propostas didáticas, só serão efetivadas se contemplarem um espaço de problemas. No momento em que o aluno resolver um problema é que vai organizar os elementos teóricos que entram nesta tarefa e dar-se –á conta de novas necessidades, cabendo ai ao professor encaminhar o modo de atendê-las, não pela doação de matéria, como tradicionalmente se fala, mas exatamente proporcionando que os alunos construam as originalmente suas soluções.

Após analise destes autores observa-se à preocupação que o professor deve ter no momento de planejar o seu trabalho, o qual deverá levar em conta a bagagem cultural e emocional trazida pela criança, pois só assim terá condições de realizar um trabalho baseado no Construtivismo, porque dentro desta proposta o professor é visto como um mediador e não como quem determina previamente o que será trabalhado pelos alunos. Desta forma só com muito conhecimento da realidade em que ir atuar é que o professor pode aplicar esta proposta de trabalho pedagógico.


CONCLUSÃO

Talvez esteja na hora de pensarmos sobre os indivíduos que realmente desejamos formar, pensar em nossa forma de agir perante estas crianças que conosco estão hoje. O Construtivismo vem ao encontro das nossas necessidades, a única forma de desenvolvermos a autonomia moral e intelectual em nossos alunos é fazendo com que os mesmos se sintam seguros para tomarem decisões em suas vidas (nem sempre serão as mais acertadas), é nesta parte que nós, pais e educadores devem estar bem atentos; as crianças somente serão responsáveis por decisões tomadas por ela mesma, pois, enquanto as decisões forem tomadas por outras pessoas, ela poderá somente obedecer, perdendo desta forma a oportunidade de se tornar responsável, confiante e autônoma.

Ao trabalhar-se com o Construtivismo podemos formar sujeitos conscientes de sua função social, moral e intelectual, não meras pessoas que sejam manipuladas e ludibriadas diariamente, sem darem-se por conta do que estão passando, continuão a submeter-se a decisões de pessoas que não as conhecem, as quais o fazem a respeito das decisões sobre como deve ser a educação no país. Portanto, cabe a nós professores, estudar sempre e optar por uma educação onde os nossos alunos possam ter um futuro melhor, utilizando uma proposta de trabalho onde possamos oferecer esta oportunidade a eles desde seu início na vida escolar.

Dentro do construtivismo o professor deve ter uma mentalidade aberta, atitude investigativa, desprendimento intelectual, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinado com iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para aceitar a si mesma em processo de mudança contínua.Ela precisa dar mais de si e precisa estar o tempo todo se renovando, para sustentar uma relação com os alunos que não se baseia na autoridade, mas na qualidade. A professora precisa de uma orientadora pedagógica para servir de interlocutora com quem ela possa refletir sobre sua prática.

A vantagem do construtivismo sobre outras linhas de ensino é procurar formar pessoas de espírito inquisitivo, participativo e cooperativo, com mais desembaraço na elaboração do próprio conhecimento.Além disso, o construtivismo cria condições para um contato mais intenso e prazeroso com o universo da leitura e da escrita. Mesmo, muitos reclamando do construtivismo por não oferecer à professora instrumentos tão seguros e precisos com respeito ao seu trabalho diário.

Porém, em nível de conhecimento o construtivismo pode formar bem melhor o aluno quanto à qualidade do conhecimento, pois desperta no aluno um senso de autonomia e participação que não é comum em outras linhas pedagógicas. Uma das linhas mestras do construtivismo repousa justamente nos cooperação entre seus pares, investindo no desafio pessoal, como motivação para a criança ir sempre avante nas trilhas do conhecimento.

Outro fator importante a ser levado em consideração é o construtivismo ser uma teoria do conhecimento baseada numa filosofia materialista-histórica, o que vai de encontro com o atual sistema que mantém a maioria das escolas (públicas) brasileiras, imagina-se existir ai, mais uma dificuldade, para bom emprego desta nova forma de pensar a educação, porque será colocar água dentro de um copo de azeite, "desculpa o pequeno devaneio".

OBRAS CONSULTADAS:

COLL.César (org). O construtivismo na sala de aula. Traduzido por Cláudia Schilling. 6ªed. São Paulo: Ática , [s.d.]:
FRANCO.Sérgio Roberto Kieling. O construtivismo e educação . 4ªed. Porto Alegre: Mediação, 1995.
FURASTÉ , Pedro Augusto .Normas Técnicas para Trabalho Cientifico. 11ªed. Porto Alegre: [s.ed.] . 2002.
LOPES, Josiane.Jean Piaget: A lógica própria da criança como base do ensino REVISTA NOVA ESCOLA, São Paulo, Fundação Victor Civita, n.95, anoXI, agosto 1996.
OLIVEIRA.Marta Kohl de. Vygotsky; aprendizagem e desenvolvimento um processo sócio-histórico. 3ªed. São Paulo: Scipione, 1995.
PALANGANA , Isilda Campaner . Desenvolvimento e Aprendizagem em Piaget e Vygotsky . 3ªed. São Paulo: Summus, 2001.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)