Seguidores: é só clicar em seguir! Não precisa ter blog, só qualquer end. do Google.

Mostrando postagens com marcador Atividades de interpretação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atividades de interpretação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de julho de 2014

Texto, interpretação, produção

TEXTO 03

Nossos filhos namorando. Meu Deus!

  
Muitos pais se vêem em dificuldades quando os filhos pré-adolescentes começam a se interessar pelo sexo oposto. Como proceder? Desconhecer? Impor limites? Proibir? Como tudo na vida, o diálogo é fundamental. Tanto desconhecer, quanto proibir são faces de uma mesma moeda. São atitudes que podem ter consequências graves.
Fazer de conta que nada está acontecendo deixa o garoto ou a garota sem referências e a proibição estimula a busca do conhecimento sem controle. O melhor mesmo é a conversa franca, mas amigável. Não temos que estimular o interesse. Temos que estimular a conversa e estar atentos. Com o computador, o pré-adolescente estabeleceu um novo padrão de paquera e de abordagem ao sexo oposto, principalmente para os mais tímidos que, numa proporção considerável, deixaram de lado alguns goles para tomar coragem e se escondem atrás da máquina, permitindo se colocarem mais à vontade.
Desta paquera virtual podem surgir encontros, o ficar e o namoro. Até aí tudo Bem, não fosse a tentação do sexo, explicitado em toda a mídia. Nas novelas, nas propagandas, na música e no cinema. É nesta hora que o papel dos pais se torna ainda mais importante. Se o sexo foi banalizado pelos apelos comerciais, os segredos e os mistérios também precisam ser explicitados. O sexo não é somente prazer. É responsabilidade.
O adolescente precisa saber por intermédio dos pais o que significa o namoro e o sexo. Seus prazeres e dificuldades. Prevenir doenças. Saber da dor. A busca do sexo saudável, prazeroso. Enfim uma gama enorme de informações que vão balizar a decisão do garoto ou garota. Com uma postura de participação, interesse e sem grandes mistérios e segredos, o adolescente certamente vai encontrar tranquilidadee referência para decidir se chegou ou não a hora de praticar o sexo ou se o momento ainda é de paquerar, namorar de mãos dadas e trocar alguns beijos.
Tudo isso sem pressa e sem culpa. Sem culpa de ter cometido um grande erro de consequências imprevisíveis; sem culpa de ser diferente dos mais apressadinhos e líderes do grupo. Portanto, quanto menos mistérios, menos segredos, menos riscos de uma gravidez precoce ou pior de uma DST.

Ana Stuart
é psicóloga e terapeuta familiar

Com base na leitura e interpretação do texto  3 , “Nossos filhos namorando. Meu Deus!”, da psicóloga Ana Stuart, responda as questões abaixo:
01. Identifique o tema.
02. Quais são as ideias centrais do texto?
03. Há alguma informação implícita ? Qual ?
04. Estabeleça a relação de causa e consequência no texto.
05. Segundo a autora tanto não interferir como proibir trazem consequências graves. Qual seria o meio termo pra você ?
06. Qual deve ser, segundo o texto a orientação dos pais sobre namoro e sexo?
07. “ Portanto, quanto menos mistérios, menos segredos, menos riscos de uma gravidez precoce ou de uma DST.”
      O que ela propõe em suas palavras? Comente em torno de 10 linhas.

Textos, interpretação produção

 TEXTO 01

Começo por explicar o porquê da escolha desta imagem. Escolhi esta imagem pois, a mim, faz-me uma certa confusão o fato de existirem certas injustiças no mundo. Hoje em dia, não faltam pessoas que cometam injustiças. As injustiças sociais acontecem desde que o homem existe. Faz parte da natureza humana, há em todas as sociedades, o poderoso, ou os que se dizem poderosos, por terem dinheiro, e os inferiores, que deles dependem.
Posso exemplificar a temática da injustiça social com o trabalho infantil, cuja atividade ocorre em 61% na Ásia, 32% da África e o restante, espalhados pela América Latina. Desse número, 73% estão empregados nas piores formas de trabalho infantil, ou seja, 170 milhões ocupam-se em trabalhos perigosos. Cerca de 8 milhões de crianças são colocadas em formas degradantes e corruptas: o trabalho forçado ou escravo (5,7 milhões), conflito armado (0,3 milhão), prostituição e pornografia (1,8 milhões), tráfico de drogas (1,2 milhões) e outras atividades ilegais.
Infelizmente, nos dias de hoje, estes cenários ainda são visíveis. Não é propriamente a questão do trabalho que está em causa. Todos os trabalhos são dignos, mas não se no caso forem crianças a fazê-lo. O que está em causa é a humilhação a que algumas crianças, ainda hoje, são sujeitas. Ora imaginem a educação e saúde destas crianças - não existem  esse é o fato.
E, infelizmente, não estou convencida que, alguma vez, a injustiça social tenha fim. Não somos todos poderosos, por isso não somos todos ouvidos. "Num mundo onde há pouca justiça é perigoso ter razão."
                                                                           Rosa Fernandes
TEXTO 02
O mundo cruel faz de ti o que não és!

O mundo cruel faz de ti o que não és!
A tão jovem idade que se escapa,
Que se esconde por debaixo da capa
Não do como és, mas sim daquilo que és.

E tornas-te adulto mas não maturo
E é difícil ouvir tuas preces!
Tens o que te dão, não o que tu mereces!
Sorriso tão inocente, olhar tão puro!

Teu sorriso de mentiras repleto,
De contentos tua vida é movida,
Alegrias escuras são mentira

Um sorriso estanque de tão incompleto
Pôs-te alguém nos subúrbios da Vida?
Não! Mas também ninguém daí te tira!
                                                                                Marisa

Abordagem Textual
( leitura, compreensão, análise e produção)
Responda às questões  sobre os dois textos que retratam o trabalho infantil como injustiça social.
01. O que há em comum nos dois textos?
02. Por que a autora escolheu aquela imagem no primeiro texto?
03. Como se caracteriza a injustiça social no texto 1 ?
04. Explique o título do texto 2, “ O mundo cruel faz de ti o que não és!”
05. Retire do texto 2 um verso que caracteriza uma injustiça social.
06. Segundo a autora do primeiro texto, quais as consequências do trabalho infantil?
07. A que conclusão chega autora no segundo texto?
08. Olhando a imagem do primeiro texto que impressão nos causa?
09. Olhando a imagem do segundo texto que falsa aparência nos mostra?
10. O texto 2 está sob a forma de versos ( soneto = dois quartetos e dois tercetos). Reescreva-o sob a forma de prosa, ou seja, redija-o com suas palavras.
....................................................................................................................................................................





quarta-feira, 1 de junho de 2011

Atividades de interpretação

A ERA DO AUTOMÓVEL
(João do Rio, Vida vertiginosa)
E, subitamente, é a era do Automóvel. O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações. Quando os meus olhos se abriram para as agruras e também para os prazeres da vida, a cidade, toda estreita e toda de mau piso, eriçava o pedregulho contra o animal de lenda, que acabava de ser inventado em França. Só pelas ruas esguias dois pequenos e lamentáveis corredores tinham tido a ousadia de aparecer. Um, o primeiro, de Patrocínio, quando chegou, foi motivo de escandalosa atenção. Gente de guarda-chuva debaixo do braço parava estarrecida como se estivesse vendo um bicho de Marte ou um aparelho de morte imediata. Oito dias depois, o jornalista e alguns amigos, acreditando voar com três quilômetros por hora, rebentavam a máquina de encontro às árvores da rua da Passagem. O outro, tão lento e parado que mais parecia uma tartaruga bulhenta, deitava tanta fumaça que, ao vê-lo passar, várias damas sufocavam. A imprensa, arauto do progresso, e a elegância, modelo de esnobismo, eram os precursores da era automobilística. Mas ninguém adivinhava essa era. Quem poderia pensar na influência futura do automóvel diante da máquina quebrada de Patrocínio? Quem imaginaria velocidades enormes na carriola dificultosa que o conde Guerra Duval cedia aos clubes infantis como um brinco idêntico aos balanços e aos pôneis mansos? Ninguém! absolutamente ninguém.
- Ah! Um automóvel, aquela máquina que cheira mal?
- Pois viajei nele.
- Infeliz.
Para que ele se firmasse foi necessária a transfiguração da cidade. E a transfiguração se fez:ruas arrasaram-se, avenidas surgiram, os impostos aduaneiros caíram, e triunfal e desabrido o automóvel entrou, arrastando desvairadamente uma catadupa de automóveis. Agora, nós vivemos positivamente nos momentos do automóvel, em que o chofer é rei, é soberano, é tirano.

1. “Para que ele se firmasse foi necessária a transfiguração da cidade”; a forma INADEQUADA da reescritura desse segmento do texto é:
A. Foi necessária a transfiguração da cidade para que ele se firmasse;
B. Para que ele se firmasse a transfiguração da cidade foi necessária;
C. A transfiguração da cidade foi necessária para que ele se firmasse;
D. Necessitou-se da transfiguração da cidade para que ele se firmasse;
E. Foi necessário, para que ele se firmasse, a transfiguração da cidade.

2. A frase que NÃO demonstra uma visão negativa do automóvel é:
A. “O monstro transformador irrompeu, bufando...”;
B. “...eriçava o pedregulho contra o animal de lenda”;
C. “parava estarrecida como se estivesse vendo um bicho de Marte”;
D. “rebentavam a máquina de encontro às árvores da Rua da Passagem”;
E. “aquela máquina que cheira mal?”.

3. “aspérrima educadora”; aqui temos uma forma erudita de superlativo do adjetivo “áspero”. O item abaixo que NÃO mostra uma forma superlativa é:
A. O automóvel é novo, novo, novo.
B. O automóvel é novo pra burro.
C. O automóvel foi bem rápido.
D. O automóvel é rapidão!
E. O automóvel teve novidades bastantes.

4. “O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha”; “Oito dias depois, o jornalista e alguns amigos, acreditando voar com três quilômetros por hora”. Os gerúndios sublinhados transmitem, respectivamente, idéias de:
A. modo e tempo;
B. tempo e causa;
C. causa e condição;
D. condição e meio;
E. meio e modo.

5. “aparências novas e novas aspirações”; a posição do adjetivo nesse segmento altera o seu significado. O mesmo pode ocorrer em:
A. cidade velha e velha cidade;
B. ruas esguias e esguias ruas;
C. lamentáveis corredores e corredores lamentáveis;
D. escandalosa atenção e atenção escandalosa;
E. morte imediata e imediata morte.

6. “Quando os meus olhos se abriram para as agruras e também para os prazeres da vida” apresenta uma antítese, ou seja, a presença de palavras de sentido oposto. O mesmo ocorre em:
A. “O outro, tão lento e parado que mais parecia uma tartaruga”;
B. “e triunfal e desabrido o automóvel entrou”;
C. “o chofer é rei, é soberano, é tirano”;
D. “Ruas arrasaram-se, avenidas surgiram”;
E. “A imprensa, arauto do progresso, e a elegância, modelo do esnobismo”.

7. “guarda-chuva” faz o plural da mesma forma que:
A. guarda-pó;
B. guarda-civil;
C. guarda-noturno;
D. guarda-costas;
E. guarda-livros.

8. “rebentavam a máquina de encontro às árvores”; a forma dessa mesma frase que ALTERA o seu sentido original é:
A. de encontro às arvores rebentavam a máquina;
B. rebentavam a máquina ao encontro das árvores;
C. a máquina era rebentada de encontro às árvores;
D. de encontro às árvores a máquina era rebentada;
E. rebentavam, de encontro às árvores, a máquina.

9. Os dois automóveis são citados no primeiro parágrafo do texto para:
A. mostrar a diferença entre os automóveis antigos e os modernos;
B. indicar a presença marcante do automóvel desde seu aparecimento;
C. demonstrar que o automóvel triunfou graças à imprensa;
D. revelar a pouca expectativa de futuro para o automóvel;
E. destacar as mudanças provocadas por eles no cenário urbano.

10. O autor do texto cita que “os impostos aduaneiros caíram” para indicar que:
A. os automóveis passaram a custar mais barato;
B. as pessoas deixaram de viajar de navio;
C. muitos automóveis chegavam aos portos;
D. não se cobravam impostos sobre automóveis;
E. o Brasil aboliu os impostos alfandegários.


GABARITO.
1: E. 2: D. 3: E. 4: A. 5: A. 6: D. 7: A. 8: B. 9: D. 10: A.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

modelo prova português 5º/6º ano - com gabarito

I- LEITURA

Texto I

A FLORESTA DO CONTRÁRIO

Todas as florestas existem antes dos homens. Elas estão lá e então o homem chega, vai destruindo, derruba as árvores, começa a construir prédios, casas, tudo com muito tijolo e concreto.E poluição também. Mas esta floresta aconteceu o contrário. O que havia antes era uma cidade dos homens, dessas bem poluídas, feia, suja, meio neurótica. Então as árvores foram chegando, ocupando novamente o espaço, conseguiram explusar toda aquela sujeira e se instalaram no lugar. É o que poderia se chamar de vingança da natureza- foi assim que terminou o seu relato o amigo beija-flor. Por isso ele estava tão feliz, beijocando todas as flores- aliás, um colibri bem assanhado, passava flor por ali, ele já sapecava um beijão. Agora o Nan havia entendido por que uma ou outra árvore tinha parede por dentro, e ele achou bem melhor assim. Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras. Era um lugar muito bonito, gostoso de se ficar. Só que o Nan não podia, precisava partir sem demora. Foi se despedir do colibri, mas ele já estava namorando apertado uma outra florzinha, era melhor não atrapalhar.

(Fragmento do livro “Em busca do tesouro de Magritte.)


Texto II CIMENTO ARMADO

Batem estacas no terreno morto.
No terreno morto surge vida nova.
As goiabeiras do velho parque
E os roseirais, abandonados,
Serão cortados
E derrubados.
Um prédio novo de dez andares,
Frio e cinzento,
Terá seu corpo de cimento armado
Enraizado no velho parque
De goiabeiras
De roseirais.

Batem estacas no terreno morto.
Século vinte...
Vida de aço...
Cimento armado!
Batem estacas
No prédio novo de dez andares,
Terraços tristes
Pássaros presos,
Rosas suspensas
Flores da vida,
Rosas de dor

*****************************************************************

INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

1) Assinale a opção correta.

a) Os autores dos dois textos falam sobre o mesmo assunto. O assunto abordado nos dois textos é:
(x ) A devastação e destruição da natureza causada pelo homem.
( ) A preservação dos recursos naturais.
( ) Nenhuma das alternativas anteriores.

b) Apesar de abordarem o mesmo assunto, os resultados são diferentes em cada texto, porque:
(x ) no primeiro texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no segundo texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.
( ) no segundo texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no primeiro texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.

c) Para “expulsar toda aquela sujeira” e se instalarem no seu lugar, as árvores tiveram que lutar. A parte do texto que confirma o fato de certas árvores conservarem os sinais de sua luta é :

( ) “ Todas as florestas existem antes dos homens.”
(x ) “ Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras, por isso uma ou outra árvore tinha parede por dentro.”

d) No texto II o poeta fala do prédio como se ele fosse uma pessoa em :

( ) ” Um prédio de dez andares.”

(x ) “ Terá seu corpo de cimento armado.”

e) O poeta se refere a pássaros presos, terraços tristes, porque :

( ) os terraços são pintados de preto e cinza.
( x) os terraços ocuparam o espaço da vegetação, a alegria dos animais e com o agravante de que nas cidades, as pessoas costumam prender os pássaros em gaiolas.

2) Escreva certo ou errado de acordo com os textos:

a) No texto II o autor utiliza a palavra “enraizado” como se o prédio fosse uma árvore. (certo)

b) As goiabeiras e os roseiras foram conservadas após a construção do novo prédio. (errado)

c) No texto I a história é fato real, enquanto que no texto II é imaginário, pois jamais destruiriam a natureza para construir um prédio. (errado)

d) No texto I, ao tomar a cidade e devolver a vida aos seres da floresta, as árvores consideraram uma vingança da natureza. (certo)

e)Os pássaros do Texto II eram tão felizes quanto os pássaros do texto I. (errado)


**********************************************************

III- GRAMÁTICA Valor: 10,0 ( 20 ac x0,5) Nota :

1. Em que conjunto a letra x representa o mesmo fonema?

a) tóxico - taxativo
b) enxame - inexaurível
c) intoxicado - exceto
d) têxtil – êxtase x

2.Não são paroxítonas as palavras:

a) salada - varanda - tarde d) amanhã - última - perdão x
b) leite - escada - senhora e) verdade - presença - janela
c) violetas - brigas – mesa

3.Aponte o único conjunto onde há erro de divisão silábica:

a) flui-do, sa-guão, dig-no
b) cir-cuns-cre-ver, trans-cen-den-tal, trans-pa-ren-te
c) con-vic-ção, subma-ri-no, rit-mo x
d) ins-tru-ir, an-te-pas-sa-do, se-cre-ta-ri-a
e) co-o-pe-rar, dis-tân-cia, bi-sa-vô

4.Assinalar a alternativa em que todas as palavras estão separadas corretamente:

a) mas-sa, i-gu-al, miú-da
b) cons-truir, igual, cri-ei
c) cri-ei, as-pec-to, mi-ú-da x
d) me-da-lhões, pás-sa-ros, es-ta-çõ-es

5.De acordo com a separação silábica, qual o grupo de palavras abaixo está totalmente correto?

a) as-si-na-da, chei-ro, ma-de-i-ra
b) ex-ces-so, cac-to, des-cer x
c) avi-so, per-spi-caz, em-pa-pa-da, pa-i-nei-ra
d) extra-or-di-ná-rio, ve-lha, fel-ds-pa-tomi-nha, in-fân-cia

6.Classificou-se, corretamente, o grupo vocálico da palavra dada em:

a) caótico - ditongo nasal
b) série - ditongo decrescente
c) estóico - ditongo crescente
d) viúva - hiato x
e) pequei - tritongo

7.Devem ser acentuadas todas as palavras da opção:
a) taxi - juri - gas x
b) ritmo - amor - lapis
c) chines - ruim - jovem
d) juriti - gratis - traz
e) açucar - abacaxi – molestia

8.A única alternativa em que nenhuma palavra deve ser acentuada graficamente é:
a)preto - orgão - seres
b)atras - medo - garoa
c)item - nuvem - erro x
d)juri - governo -odio
e)tatu - cores – carater

9.Em que conjunto todas as palavras são oxítonas?
a)exame- xale- exceção
b)chapa- cachecol - próximo
c)nariz- bombom – urubu - x
d)caju- caderno- lápis
e)trouxe- texto- léxico

10. Assinale a alternativa em que há erro de acentuação gráfica de acordo com a nova ortografia:
a)café – baú – ônibus
b)Coréia - idéia - enjôo x
c)relâmpago - egoísta - contêm
d)órgão - lápis - saúva
e)concluí - além-túmulo – médium

11) São todos considerados epicenos os substantivos:
a)cobra- jacaré- pernilongo x
b)leão- onça- girafa
c)gato- coelho- cachorro
d)avestruz- cavalo- boi
e)sabiá- coruja- bode

12) Assinale o conjunto em que todas as palavras não são substantivos comuns de dois gêneros:
a)estudante, dentista, motorista
b)cadáver, mulher, sabiá x
c)indígena, colega, pianista
d)jornalista, estudante, artista

13) São sobrecomuns apenas os substantivos:
a)dentista-colega-jornalista
b)testemunha-indivíduo-vítima x
c)cliente-artista-aranha
d)estudante-indígena-professor

14) Assinale a sentença verdadeira:
a)Todas as proparoxítonas são acentuadas. x
b)As oxítonas terminadas em i ou u que não sejam acompanhadas de hiato são acentuadas.
c)As paroxítonas terminadas em a , e ou o são acentuadas.
d)As oxítonas terminadas em i,u, is, iz ou us são acentuadas .
e)Nem todas as proparoxítonas são acentuadas.

15) Complete as frases com por quê, por que, porque ou porquê:
___ ____________ não foi à faculdade? Por que
Não fui à faculdade ________________ não quis. porque
Eu queria saber o _______________de você faltar tanto às aulas. porquê
___ Você está gritando _________________? por quê
___Eu me proecupo com você. ___________________, não posso? por que
___ Não se preocupe tanto, ____________________ já sou um homem capaz e reponsável.porque

****************************************************

IV-ORTOGRAFIA

1) Escreva no quadro as mudanças feitas em nosso vocabulário conforme o acordo ortográfico:

Norma atual Acordo ortográfico
anti-religioso antirreligioso
fim-de-semana fim de semana
lêem leem
dêem
vêem
pára (verbo parar) apóio jóia microondas arquiinimigo

2) Complete as palavras com esa ou eza :

a) chin.............. b) limp............ c) nobr...........

3) Complete com izar ou isar :

a) civil.......... b) al.......... c) revi.......... d) valor.............

4)Complete com ex ou es :

a)t.....to b) ............cola c) ........periência d) ..........plosão

5)Apenas uma entre as demais palavras de cada grupo está escrita de forma incorreta. Identifique-a e escreva da forma correta:

a)estádio- escola- estração -------------------------------extração
b)péssimo-vasoura- assunto-----------------------------vassoura
c)desca-cresça-aparesça---------------------------------apareça
d)excelente-excepcional-excência------------------------essência

sábado, 28 de agosto de 2010

texto, interpretação e produção textual

SARA E RANULFO

Ela era miudinha, os cabelos bem apertados em duas tranças com laços de fita bem engomados.
A professora a colocou na primeira fileira do meio para que ela pudesse enxergar bem as lições no quadro.
Seu nome era Sara e era nova na escola, pois tinha vindo de uma cidade que ficava muito longe. No primeiro dia que respondeu à chamada com sua vozinha apagada e aos pulinhos __ Sara __ todo mundo riu do seu jeito acanhado. Além do mais ela tinha pintinhas na ponta do nariz e por isso Sara ficava sempre quietinha, e trazia seus cadernos bem limpinhos e arrumadinhos para que a professora não a chamasse na hora da leitura do dia.
Ele era o mais forte dos garotos da classe e, embora lhe faltassem na frente dois dentes que atrasavam em aparecer, se fazia de muito grande, não ligando que a camiseta ficasse sempre amassada e as pontas do tênis estouradas de tanto chutar bola.
Era tão levado que a professora o colocou na última cadeira da última fila para que não atrapalhasse quando ela escrevia as lições no quadro. De lá, pelo menos era mais difícil atirar bolinhas de papel em suas costas.
Seu nome era Ranulfo, e como se não bastasse, tinha os cabelos vermelhos e as mesmas pintinhas na ponta do nariz. Por isso, antes que alguém se atrevesse a rir dele, ia logo distribuindo umas caras de “quem é mais forte aqui sou eu, viu?” e incluía nisso até a pobre da professora.

VIEIRA, Regina. In: PERSHUN, Janice Janet. Linguagem vivenciada – 4 série. São Paulo: Ed. do Brasil, s. d., p. 36-37.

DANDO OPINIÃO
1. De quem você gostou mais: de Sara ou de Ranulfo? Por quê?
2. O nome “Ranulfo” é comum?
3. O que você acha desse nome?
4. Se você fizesse parte da turma em que Sara estudava, também riria dela no seu primeiro dia de aula? Por quê?

VENDO COMO O TEXTO FOI ESCRITO

1. Como é Sara fisicamente?
2. Como é o jeito de sara?
3. Como Sara se comporta?
4. Como Ranulfo fisicamente?
5. Como Ranulfo se comporta?

ESCREVENDO OUTRO TEXTO
Responda:

a) Como você se chama?
b) Quantos anos você tem?
c) Em que escola você estuda e em que série está?
d) Você é alto (a) ou baixinho (a)?
e) Qual é a cor da sua pele?
f) Qual é a cor de seus cabelos?
g) Seus cabelos são curtos ou compridos, lisos ou encaracolados?
h) Qual é a cor de seus olhos?
i) Você é quieto (a) ou agitado (a)?
j) Como você se comporta na sala de aula?
k) Como é seu relacionamento com seus colegas?
l) Quais são as coisas que você mais gosta de fazer?
m) Que outras coisas mais você acha interessante falar sobre você?


Aproveite as respostas que você deu e faça um texto. As respostas de a até c devem estar num parágrafo; as de d a h, em outro; as de i a k, em outro; em outro ainda as de l; e, por último, a resposta do item m deve ficar em mais um parágrafo.
Um detalhe importante: o fato de aproveitar suas respostas não quer dizer simplesmente coloca-las uma depois da outra, só tirando as perguntas. Elas apenas serão um apoio para você escrever seu texto.

E atenção: não se esqueça de colocar um título em seu texto

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)