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sábado, 11 de julho de 2009

Substantivos

Determinante do substantivo são palavras que antecedem o substantivo determinando, por exemplo, o gênero e número do substantivo.
Determinante é o nome dado às palavras adjetivas – palavras que são, geralmente, colocadas antes de um substantivo e servem para especificar ou determinar seu significado.
O determinante pode também acrescentar informações ao substantivo.teu sorvete - esse sorvete - três sorvetes.
Os determinantes modificaram o significado do substantivo sorvete: teu indica posse; esse faz referência ao lugar (ou à proximidade do sorvete) e três assinala a quantidade de sorvetes.O determinante concorda com o substantivo em gênero e número.Existem diversos tipos de determinantes e são classificados em função da significação que dão ao substantivo.

- Artigos definidos e indefinidos
Os artigos funcionam sempre como determinantes.
Exemplo: A mamãe ganhou uma rosa.-

Numerais
Classificam-se como determinantes os numerais que modificam o substantivo. Também são chamados de numerais adjetivos:
Numeral cardinal: Três batidas foram ouvidas.
Numeral ordinal: A terceira batida acordou-me.
Numeral multiplicativo: Este festa me dá uma dupla satisfação.
Numeral fracionário: Comi meio chocolate.
Observação: há numerais que funcionam como substantivos. São os numerais substantivos, que podem ou não vir antecedidos por determinantes:Oito é o dobro de quatro. (oito é numeral substantivo.)

- Pronomes
São classificados como determinantes os pronomes que modificam o substantivo. Chamados também de pronomes adjetivos:
Pronomes possessivos: Adoro meus colegas.
Pronomes demonstrativos: Só convidei estes colegas.
Pronomes indefinidos: Tenho muitos colegas.
Pronomes interrogativos: Quantos colegas virão?Pronomes relativos: Aqui está meu colega, em cuja opinião eu confio!
Observação: não são determinantes os pronomes que desempenham a função de substantivo:Aquilo me alegrou.
Quem tudo quer nada tem.-
Determinante complexo É o determinante formado por mais de um elemento, assim como
:Os meus dois colegas chegaram.
No exemplo acima, o determinante é composto por um artigo (os), um pronome (meus) e um numeral (dois).

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)