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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mosaico de casca de ovo para o Dia da Bandeira

Dia 19 de novembro é o Dia da Bandeira. Que tal uma atividade manual com seus alunos? Que tal fazer uma bandeira com a técnica do mosaico? Só que esse é um mosaico diferente, feito com cascas de ovos. A idéia é do pessoal da Editora Informal. Visite o site deles e você encontrará outras sugestões de jogos e atividades interativas.
O mosaico foi uma forma de expressão artística importante no Império Bizantino. Na Itália ele foi muito utilizado nas construções religiosas, em paredes, teto e pisos de muitas igrejas. No Brasil, Portinari foi um artista que utilizou muito mosaico em suas obras.
É muito difícil repetir as formas do mosaico, pois seus pedaços são todos diferentes, o que faz com que cada objeto feito em mosaico se torne único.

Como fazer:

Inicialmente, faça o desenho da bandeira do Brasil.
Pegue casca de ovos (aproximadamente de 6 a 10, depende do tamanho dos pedaços que irá quebrar) e as lave antes de usar.
Separe tinta guache das cores verde, amarelo e azul. Eventualmente branca, se a casca for marrom, se for branca usamos com a cor natural.
Com um pincel ou até mesmo com o dedo pinte umas 2 a 4 cascas de verde, outras 2 a 4 de amarelo, 2 de azul e 1 de branco.
Após a casca estar pintada e seca, quebre-a em pedacinhos, separando as cores em diferentes potes (use um copo plástico de café descartável).
Passe cola branca na bandeira pouco a pouco e cole os pedacinhos, deixando o mínimo de espaços entre eles
Pronto, sua bandeira brasileira feita de mosaico de casca de ovos está pronta! Pesquise também um pouco sobre a história do mosaico e sua repercussão na arte para explicar aos seus alunos um estilo de arte que eles estão reproduzindo.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)