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domingo, 27 de setembro de 2009

Resenhas para todas as séries

:: Expectativas de Aprendizagem:
Espera-se que os alunos:
a) Elaborem resenhas do livro indicado considerando o contexto de produção definido pelo professor e as especificidades do gênero.
b) Utilizem conhecimentos lingüísticos para produzir seus textos, de modo a garantir-lhes eficácia.
c) Planejem, redijam, revisem e reescrevam o texto considerando sua adequação ao contexto de produção definido.
(No que se refere aos alunos de 1ª a 4ª série, espera-se que produzam resenhas que contenham elementos que:- identifiquem e caracterizem a obra; - apresentem uma síntese do conteúdo da obra;- apresentem sua opinião sobre a obra.)

:: Organização da atividade
A atividade deverá ser organizada em três momentos:
a) Construir conceitos sobre o que é uma resenha.
b) Elaborar uma resenha a partir de uma obra lida pela classe.
c) Elaborar a resenha da obra lida nas atividades de leitura da escolha pessoal. Na primeira parte, o aluno deverá ser apresentado ao gênero. O professor deverá organizar uma seqüência didática que trabalhe, por comparação e análise, as características de uma resenha: - seu contexto histórico de produção; - suas características de composição estrutural;- os recursos estilísticos do gênero.
Nesse momento, é importante que sejam focalizadas ainda as características que assumem resenhas publicadas em diferentes portadores e que circulam em diferentes meios, analisando-se as interferências das condições de produção nos textos ; a progressão temática de resenhas diferentes, analisando-se o movimento utilizado pelo autor para organizar seu texto. Uma possibilidade é utilizar resenhas de livros, peças teatrais, filmes, publicadas nas próprias obras, em jornais, revistas para leitura e análise. Incluir nesse trabalho resenhas de capítulos de novelas ou programas de TV ou de rádio e compará-las estabelecendo semelhanças e diferenças em relação às anteriores.
Na segunda parte, deve-se elaborar individualmente uma resenha sobre uma obra lida por todos. É importante que seja uma obra que todos tenham realmente lido, pois isso permite que, na discussão coletiva, haja esclarecimentos a respeito dos aspectos que devem ser objeto de discussão, dos procedimentos a serem utilizados na elaboração, dos recursos estilísticos possíveis etc. Nessas classes iniciais, é importante que o professor reserve horários semanais para leitura em classe inclusive com leitura em voz alta feita pelo educador ou por alunos mais desenvoltos. As conversas sobre os textos podem também ter como objetivo a resenha. Por exemplo, se o professor estiver trabalhando com o gênero novela e lendo com eles um livro como: A árvore que dava dinheiro, de Domingos Pellegrini, parte do acervo do Biblioteca em minha casa MEC/PNBE/2001, pode a cada reinício de leitura conversar sobre o que já foi lido.
Na terceira parte, deve-se especificar o contexto de produção da resenha que cada um elaborará sobre a obra de sua escolha pessoal: - quem será o interlocutor (e quais suas características); - qual a finalidade do texto (informar leitores da biblioteca da escola sobre o conteúdo das obras, compondo um acervo de resenhas; informar leitores de um jornal da escola sobre lançamentos de livros, por exemplo);- de que lugar escreverão (como alunos da série tal, por exemplo); - em que portador será publicada a resenha (fichas, folhetos, jornal da escola etc.); - em que lugar circulará (na escola como um todo, na sala de leitura, na comunidade escolar ampliada, por exemplo). Depois disso, solicitar que os alunos planejem o seu texto, definindo o que escreverão em cada uma das partes da resenha, que recursos utilizarão, que aspectos focalizarão etc., em função das características do contexto de produção.
Finalmente, o texto deverá ser produzido, revisado e reescrito, considerando as especificações do contexto de produção e a correção dos recursos lingüísticos utilizados.
Embora a produção seja individual, é possível organizar os alunos em duplas de trabalho que cooperarão entre si no processo.

:: Avaliação
Neste momento, o professor deverá verificar se durante a realização das atividades e após sua conclusão as expectativas de aprendizagem foram atendidas, mediante auto-avaliação, avaliação coletiva e avaliação do professor.

Sugestão de ficha de auto-avaliação
Podem ser elaboradas duas versões da ficha abaixo: uma para ser utilizada pelo aluno na sua auto-avaliação, outra para ser utilizada pelo professor na avaliação final do trabalho. Os aspectos apontados devem ser adaptados de maneira a poder atender às demandas de cada um dos momentos. Além disso, cada professor deve adequar às especificidades de sua turma os aspectos textuais, gramaticais e notacionais apontados.

obs: Ver ficha de auto-avaliação no site abaixo.
:: FONTE: http://www.educarede.org.br/

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)