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segunda-feira, 19 de abril de 2010

atividade com texto- Marina Colasanti

Um desejo e dois irmãos
Maria Colasanti
Seqüência 1
Dois Príncipes, um louro, e um moreno. Irmãos, mas os olhos de um azuis, e os do outro verdes. E tão diferente nos gostos e nos sorrisos, que ninguém os diria filhos do mesmo pai, rei que igualmente os amava.
Uma coisa, porém tinham em comum: cada um deles queria ser outro. Nos jogos, nas poses, diante do espelho, tudo o que um queria era aquilo que o outro tinha. E de alma sempre cravada nesse desejo insatisfeito, esqueciam-se de olhar para si, de serem felizes.
Sofria o pai com o sofrimento dos filhos. Querendo ajudá-los, pensou um dia que melhor seria dividir o reino, para que não viessem a lutar depois da sua morte. De tudo o que tinha, deu o céu para seu filho louro, que governasse junto ao sol brilhante como seus cabelos. E entregou-lhe pelas rédeas um cavalo alado. Ao moreno coube o verde mar, reflexo de seus olhos. E um cavalo-marinho.
O primeiro filho montou na garupa lisa, entre as asas brancas. O segundo filho firmou-se nas costas ásperas do hipocampo. A cada um, seu reino.
Parte I
1. A história começa mostrando diferenças entre os dois príncipes. Mas os dois irmãos também tinham coisas comuns, isto é, semelhanças. Em que eram parecidos?
2.Por que o rei resolveu dividir seu reino?
3. O rei tinha preferência por um dos filhos? Comprove sua resposta com elementos do texto.
4. Os príncipes não eram felizes com o que receberam do pai. Por quê?
Parte II
1. Retire os adjuntos adnominais das orações abaixo:
a) Um desejo e dois irmãos
b) O primeiro filho montou na garupa lisa, entre as asas brancas.
c) O segundo filho firmou-se nas costas ásperas do hipocampo.
d) Ao moreno coube o verde mar, reflexo de seus olhos.
e) E de alma sempre cravada nesse desejo insatisfeito, esqueciam-se de olhar para si.
2. Retire do texto:
a) dois substantivos b) dois adjetivos
c) dois advérbios d) dois verbos
3. Sublinhe e classifique (1) objeto indireto; (2) complemento nominal:
( ) Tinha ódio às injustiças.
( ) Nada sei relativamente a este assunto.
( ) Não duvides nunca de mim.
( ) A notícia do acidente espalhou se por todo o bairro.
( ) Não depende de nós a aprovação unânime.
4. Indique a função sintática dos termos assinalados, colocando: ( 1 ) aposto, 2 ) vocativo.
( ) Aonde vais, meu mestre, a estas horas?
( ) Ofereci lhe tudo: dinheiro, afeto e prestígio.
( ) Carlinhos, você é ainda um menino.
( ) 0 comandante Paulo embarcou para a Europa.
( ) Deseja alguma coisa, senhor?
( ) Automóveis, iates, apartamentos, tudo foi vendido no leilão.
( ) Haverá, no domingo, campeonato de remo na Lagoa Rodrigo Freitas.
5. Circular os adjuntos adnominais das orações abaixo
a) Você é um ser humano muito desalmado.
b) Estava saborosa a sopa de legumes.
c) Ninguém queria aquele cachorro triste e doente.
d) O padrinho e as meninas saíram alegres do circo.
e) Os parentes e os amigos fizeram festa surpresa para ele naquele clube

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)