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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Parlendas para alfabetização


PARLENDAS

UM, DOIS, TRÊS,
VOCÊ É MEU FREGUÊS,
SE NÃO ESCOLHER LOGO
VAI PERDER A VEZ.


SETE E SETE SÃO CATORZE
COM MAIS SETE, VINTE E UM.
TENHO SETE NAMORADOS,
MAS EU GOSTO SÓ DE UM.


PAPAGAIO COME MILHO
PERIQUITO LEVA A FAMA
CANTAM UNS E CHORAM OUTROS
TRISTE SINA É DE QUEM AMA.


JOÃO CORTA O PÃO
MARIA MEXE O ANGU
TERESA PÕE A MESA
PARA A FESTA DO TATU.


MANDEI FAZER UM BARQUINHO
DA CASCA DO CAMARÃO
O BARQUINHO SAIU PEQUENO
SÓ COUBE MEU CORAÇÂO.

SOU PEQUENINA
CRIANÇA MIMOSA
TRAGO NAS FACES
AS CORES DA ROSA.
QUEM QUISER SABER MEU NOME
DÊ UMA VOLTA NO JARDIM
QUE O MEU NOME ESTÁ ESCRITO
NUMA FOLHA DE JASMIM.

LÁ EM CIMA DAQUELE MORRO
TEM UM PÉ DE ABRICÓ
QUEM QUISER CASAR COMIGO
VAI PEDIR À MINHA AVÓ.

LARANJA BAIANA QUE VIRA EM PÓ
GALO QUE CANTA CORO, CÓ, CÓ
PINTO QUE PIA PIRI, PI, PI
MOÇA BONITA QUE SAIA DAQUI.

SOU PEQUENINA
DA PERNA GROSSA
VESTIDO CURTO
PAPAI NÃO GOSTA.

PINHEIRO DÁ-ME UMA PINHA.
ROSEIRA DÁ-ME UM BOTÃO
MORENA DÁ-ME UM ABRAÇO
QUE TE DOU MEU CORAÇÃO.

DANÇA MENINA
NÃO SEI DANÇAR
EU PEGO NO CHICOTE
VOCÊ DANÇA JÁ.


REI CAPITÃO
SOLDADO LADRÃO
MOÇA BONITA
DO MEU CORAÇÃO.
MEIO-DIA
MACACA SOFIA
FAZENDO CARETA
PRA DONA MARIA.

FUI PEDIR A SÃO JOÃO
QUE ME FIZESSE AMAR,
DEZ NOIVOS ME VIERAM
NENHUM DELES QUIS CASAR.

O DOCE PERGUNTOU PRO DOCE:
QUAL É O DOCE MAIS DOCE?
O DOCE RESPONDEU PRO DOCE:
O DOCE MAIS DOCE É O DOCE DE BATATA-DOCE.

MENINA DOS OLHOS DE FADA
DÁ-ME ÁGUA PRA BEBER.
NÃO É SEDE, NÃO É NADA,
È VONTADE DE TE VER.

UNI-DU-NI-TÊ
SALAMÊ-MINGUÊ
O SORVETE COLORÊ
O ESCOLHIDO FOI VOCÊ.

FUI À FEIRA COMPRAR UVA,
ENCONTREI UMA CORUJA.
EU PISEI NO RABO DELA,
ME CHAMOU DE CARA SUJA.

TIQUE-TAQUE,
CARAMBOLA,
ESTE DENTRO
E ESTE FORA!
CHUPEI UMA LARANJINHA,
A SEMENTE JOGUEI FORA,
DA CASCA FIZ UM BARQUINHO
PRA LEVAR MEU AMOR EMBORA.
A LUA VEM SAINDO,
REDONDA COMO UM BOTÃO,
CALÇANDO MEIA DE SEDA
E SAPATINHO DE ALGODÃO.

VOCÊ ME MANDOU CANTAR
ACHANDO QUE EU NÃO SABIA
POIS EU SOU QUE NEM, CIGARRA:
CANTO SEMPRE, TODO DIA

CANTIGAS

O MACACO FOI À FEIRA
NÃO TEVE O QUE COMPRAR
COMPROU UMA CADEIRA
PRA COMADRE SE SENTAR
A COMADRE SE SENTOU
A CADEIRA ESBORRACHOU
COITADA DA COMADRE
FOI PARAR NO CORREDOR. (CD CANTIGAS E CIRANDAS)

O TREM MALUCO
QUANDO SAI DE PERNAMBUCO
VAI FAZENDO CHIC, CHIC
ATÉ CHEGAR NO CEARÁ.
REBOLA, BOLA
VOCÊ DIZ QUE DÁ, QUE DÁ
VOCÊ DIZ QUE DÁ NA BOLA
NA BOLA VOCÊ NÃO DÁ. (CD CANTIGAS E CIRANDAS)
BOI, BOI, BOI
BOI DA CARA PRETA,
PEGA ESTE MENINO
QUE TEM MEDO DE CARETA.(CD CANTIGAS E CIRANDAS)


BORBOLETINHA TÁ NA COZINHA
FAZENDO CHOCOLATE
PARA A MADRINHA
POTI-POTI, PERNA DE PAU
OLHO DE VIDRO
E NARIZ DE PICA-PAU, PAU, PAU. (CONSTRUINDO DIA-A-DIA)


OLÊ! MULHER RENDEIRA,
OLÊ! MULHER RENDÁ,
TU ME ENSINAS A FAZER RENDA
QUE EU TE ENSINO A NAMORAR. (CD CANTIGAS E CIRANDAS)


SE ESTA RUA,
SE ESTA RUA FOSSE MINHA
EU MANDAVA
EU MANDAVA LADRILHAR
COM PEDRINHAS
COM PEDRINHAS DE BRILHANTES
PARA O MEU
PARA O MEU AMOR PASSAR. (CD CANTIGAS E CIRANDAS)



ALECRIM, ALECRIM DOURADO
QUE NASCEU NO CAMPO
SEM SER SEMEADO.
FOI MEU AMOR
QUEM ME DISSE ASSIM
QUE A FLOR DO CAMPO
É O ALECRIM. (CD CANTIGAS E CIRANDAS E CDTECA-CD 3 A CANOA VIROU)

FUI MORAR NUMA CASINHA-NHA
INFESTADA DE CUPIM-PIM-PIM
SAIU DE LÁ-LÁ-LÁ UMA LAGARTIXA-XA
OLHOU PRA MIM OLHOU PRA MIM
E FEZ ASSIM: HUM! HUM! (CD CONSTRUINDO DIA-A-DIA)


O SAPO, O SAPO
NA BEIRA DA LAGOA
NÃO TEM, NÃO TEM
RABINHO E NEM ORELHA
UÁ – QUÁ - QUÁ
UÁ – QUÁ - QUÁ
UÁ – QUÁ – QUÁ – QUÁ – QUÁ (CDTECA-CD 3 A CANOA VIROU)


SAMBA LELÊ TÁ DOENTE
TÁ COM A CABEÇA QUEBRADA.
SAMBA LELÊ PRECISAVA
É DE UMAS BOAS PALMADAS
SAMBA, SAMBA, SAMBA, Ô LELÊ!
SAMBA, SAMBA, SAMBA, Ô LALÁ! (CD FOLCLORE BRASILEIRO-INFANTIL)
O CRAVO BRIGOU COM A ROSA
DEBAIXO DE UMA SACADA.
O CRAVO SAIU FERIDO
E A ROSA DESPEDAÇADA.
O CRAVO FICOU DOENTE,
A ROSA FOI VISITAR
O CRAVO TEVE UM DESMAIO,
A ROSA PÔS-SE A CHORAR (CD CANTIGAS E CIRANDAS E CDTECA-CD 8 O CRAVO E A ROSA)

CAPELINHA DE MELÃO
É DE SÃO JOÃO.
É DE CRAVO, É DE ROSA
É DE MANJERICÃO.
SÃO JOÃO ESTÁ DORMINDO
NÃO ME OUVE, NÃO
ACORDAI, ACORDAI,
ACORDAI, JOÃO. (CD ALEGRIA, ALEGRIA PAG. 27)

Ô PIÃO ENTROU NA RODA
Ô PIÃO
Ô PIÃO ENTROU NA RODA
Ô PIÃO
RODA PIÃO, BAMBEIA PIÃO
RODA PIÃO, BAMBEIA PIÃO

ESCRAVOS DE JÓ,
JOGAVAM O CAXANGÁ.
TIRA, BOTA, DEIXA FICAR.
GUERREIROS COM GUERREIROS
FAZEM ZIG, ZIG, ZÁ
GUERREIROS COM GUERREIROS
FAZEM ZIG, ZIG, ZÁ
PIRULITO QUE BATE, BATE
PIRULITO QUE JÁ BATEU
QUEM GOSTA DE MIM É ELA
QUEM GOSTA DELA, SOU EU.


A ARANHA SUBIU PELA PAREDE
VEIO A CHUVA FORTE E A DERRUBOU
JÁ PASSOU A CHUVA E O SOL JÁ VEM SAINDO
E A DONA ARANHA TORNOU A SUBIR.
ELA É TEIMOSA E DESOBEDIENTE
SOBE, SOBE, SOBE E NUNCA ESTÁ CONTENTE.(CD CONSTRUINDO DIA-A-DIA)


CAI, CAI, BALÃO!
CAI, CAI, BALÃO!
NA RUA DO SABÃO.
NÃO CAI, NÃO! NÃO CAI, NÃO! NÃO CAI, NÃO!
CAI AQUI NA MINHA MÃO


FORMIGUINHA DA ROÇA
ENDOIDECEU
COM UMA DOR DE CABEÇA
QUE LHE DEU
AI, POBRE!
AI! POBRE FORMIGUINHA!
PÕE A MÃO NA CABEÇA
E FAZ ASSIM... E FAZ ASSIM...


FUI À ESPANHA,
BUSCAR O MEU CHAPÉU,
AZUL E BRANCO,
DA COR DAQUELE CÉU.(CD FOLCLORE BRASILEIRO

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)