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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Paródia musical: o gênero favorito da garotada!


Não dá para negar que a paródia é uma atividade didática popular entre alunos e professores das mais variadas disciplinas. Sendo assim, resolvi disponibilizar algumas dicas que possam auxiliar na preparação e apresentação deste tipo de atividade.

Primeiramente, é importante saber que a paródia - imitação, na maioria das vezes cômica, de uma composição literária - não está restrita apenas às músicas. O prof. Roberto Lima, ao escrever sobre tipos de paródia, distingue quatro tipos principais que podem ser utilizados em sala de aula. Confira abaixo!

Estes diferentes tipos de paródia oferecem bastante opções para que o professor possa utilizar com seus alunos. Em História, especificamente, muita coisa pode ser explorada.

Por exemplo, na paródia dramática, pode-se utilizar fatos históricos e modificá-los de maneira cômica; na paródia poética, pode-se utilizar textos ou poemas preexistentes e modificá-los de acordo com o contexto histórico ou tema estudado; na paródia gráfica, enfim, pode-se pegar uma história em quadrinhos ou tirinha, retirar os balões e recriar a história baseada em temas diversos.
Por ora, vou me deter nas dicas sobre Paródias Musicais, pois sou músico e tenho feito algumas experiências com este modelo em sala de aula.

1- Escolha músicas legais: Parece básico, mas nem sempre as músicas escolhidas ficam bacanas em uma paródia. Dê preferência a baladas do tipo pop ou rock, que todos conhecem e são fáceis de cantar, tocar e assimilar.
2- Defina o uso ou não de instrumentos: A paródia musical pode ser feita sem instrumentos, usando apenas o gogó. Instrumentos musicais tornam a experiência mais divertida. Se for usá-los, dê uma maneirada no barulho e cuidado para não abafar a letra da música.
3- Distribua cópias da letra: O objetivo de uma paródia não é revelar artistas, ainda que muitos talentos musicais se sobressaiam nesta atividade. É bom distribuir cópias da letra para que os outros alunos possam acompanhar e, quem sabe, até cantar junto.
4- Contextualize a música e o tema: Faça uma introdução, explicando o motivo da escolha desta ou daquela música. Da mesma forma, fale do conteúdo e da forma que ele foi abordado na paródia. O professor pode, inclusive, fazer uma discussão posterior.
5- Seja criativo!: Apesar de uma paródia ter apelo cômico, o humor não precisa ser o requisito básico. Porém, criatividade é sempre fundamental. Se possível, surpreenda seus professores e colegas.
disponível em: http://webdigitaleducator.blogspot.com/2009/03/profmichel.html

Um comentário:

  1. Gostei muito das explicações.
    Sexta-feira (01/07/2011) minhas turmas de sexto ano do ensino fundamental apresentaram na sala de artes da escola as criaçoes de suas paródias.
    Todas estas dicas foram usadas como critério para o andamento do projeto e eu não tinha visto este blog. Quem for aplicar em sala de aula pode ter certeza que é sucesso garantido e muito ganho na aprendizagem dos alunos.
    Sou psicóloga há 26 anos e acabei de me formar em Artes visuais. Simplesmente amo minhas profissões e identifico-me com o texto a seguir, pois sou uma professora apaixonada.
    Mari.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)