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domingo, 29 de maio de 2011

Dicas de Inglês 2: InglÊs no vestibular

Não sei se todos aqui escolhem inglês no vestibular como língua estrangeira. Se você escolhe, você acha difícil entender o texto? E as questões? A dica de hoje serve tanto para vestibulandos quanto para quem quer melhorar a compreensão do inglês escrito.

Durante a prova do vestibular não há muito tempo para resolver as questões, então você não pode gastar todo o seu tempo somente no texto de inglês, porque você vai perder minutos preciosos que poderiam ser gastos em questões mais complicadas. Aqui vão algumas dicas de como interpretar um texto de forma rápida:

Compreensão Geral: Se você não sabe o significado de uma palavra, tente descobrir pelo contexto, em uma compreensão geral, ou tente descobrir através de uma dedução. Não gaste seu tempo tentando lembrar o que uma palavra isolada significa.

Cognatos: Os textos normalmente apresentam uma boa dose de cognatos, ou seja, aquelas palavras que são muito parecidas com as do nosso idioma. Os cognatos verdadeiros ajudam na compreensão do texto, mas é bom ficar atento para os Falsos Cognatos, é sempre bom conhecer aqueles mais comuns.

Scanning: Se você tiver tempo pode fazer um scanning, que consiste em ler o texto cuidadosamente, rastreando tudo que você acha que é importante, todo parágrafo ou linha.

Skimming: Se você não tiver com muito tempo, é conveniente só “passar o olho” pelo texto, identificando o tema e as principais palavras.

Palavras Repetidas: Algumas palavras aparecem muitas vezes no texto, se isso acontece é porque provavelmente ela é importante para a compreensão.

Informações Adicionais: Os dados contidos no texto são importantes. Dê atenção para os gráficos, datas, citações e períodos. Todos os elementos visuais e pistas tipográficas são úteis. Títulos, subtítulos, sempre mostram a proposta principal do texto.

Se você usar essas dicas terá mais chances de se dar bem em um vestibular ou na leitura diária. Textos em inglês não são nenhum bicho de sete cabeças, você não tem que entrar em pânico toda vez que encontra um.

Espero ter ajudado, bons estudos e até a próxima!

Sobre a Autora: Fernanda Castro tem 15 anos e ama o idioma inglês, ela acredita que é importante conhecer a língua inglesa para uma boa comunicação. Estuda inglês por conta própria.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)