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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Exercícios de gramática: classes de palavras

1) Assinale a alternativa em que as palavras são, normalmente, adjetivos.
a) azul, céu, mesa.
b) claro, azul, nobre.
c) nobreza, limpo, certo.
d) limpeza, nobre, azul.
e) oval, mesanino, verde.

2) Assinale a alternativa em que o verbo não esteja expressando fato certo, preciso, decidido.
a) Se eu cuidasse...
b) Estarei em Londres amanhã.
c) Falei com seus pais.
d) Estivera pensando muito.
e) Tem havido chuvas.

3) Assinale a allternativa em que só haja palavra que seja artigo.
a) do, se, pé, lá.
b) as, vê, um, xis.
c) o, as, uma, os.
d) já, o, as, umas
e) n.d.a

4) Assinale a alternativa em que a palavra só pode ser substantivo.
a) certo.
b) anulado
c) satisfeito
d) amplo
e) mesa

5) Assinale a alternativa em que a palavra foi substantivada.
a) o filho
b) o lago
c) a lâmpada
d) o viver
e) a estância

6) Sabe-se que os verbos expressam fatos ou estados num conceito de tempo (ontem, hoje ou amanhã). Isto aponta para os tempos presente, pretérito e futuro. Do texto seguinte, selecione a alternativa na qual os verbos estejam no presente, no pretérito ( = passado) e no futuro, respectivamente.
“Encontrei meus documentos. Estou muito mais tranqüilo. Meu problema é o medo que tenho de que alguém os use indevidamente. Tomarei muito mais cuidado com aquilo que parece importante para minha vida. Serei mais atencioso, não existe qualquer dúvida.
a) Encontrei, Tomarei, existe, parece.
b) use, Encontrei, Tomarei.
c) Tomarei, use, existe.
d) parece, serei, use.
e) tenho, serei, encontrei.

7) (FAAP 1996) - Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada,
entra, e sob este teto encontrarás carinho:
Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho.
Vives sozinha sempre e nunca foste amada.

A neve anda a branquear lividamente a estrada,
e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã quando a luz do sol dourar radiosa
essa estrada sem fim, deserta, horrenda e nua,
podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:
Há de ficar comigo uma saudade tua...
Hás de levar contigo uma saudade minha...
(Alceu Wamosy)

RICA é a rima que se processa entre palavras de classe gramatical diferente, como esta:
a) cansada / amada
b) estrada / alvorada
c) ninho / caminho
d) radiosa / formosa
e) sozinha / minha

8) (Ufrs 1996) - Dos anais da república:
- O senhor não tem medo de nada, presidente?
- Nada.
- Nem barata?
Pausa de segundos. Digo a verdade, ou minto para parecer mais humano? [...]
Não. Melhor ser curto e sincero.
- Nem barata.
(Veríssimo, L.F. Ortopterofobia. In: COMÉDIA DA VIDA PÚBLICA . Porto Alegre: L&PM, 1995. p.237)

Assinale a alternativa que apresenta duas palavras que NÃO sejam da mesma família.
a) anais (L. 1) - bianual
b) presidente (L. 2) - presidir
c) senhor (L. 2) - senhorio
d) minto (L. 5) - desmentido
e) curto (L. 7) - curtir

9) (Fei 1997) - "Não é o homem um mundo pequeno que está dentro do mundo grande, mas é um mundo grande que está dentro do pequeno. Baste por prova o coração humano, que sendo uma pequena parte do homem, excede na capacidade a toda a grandeza do mundo. (...) O mar, com ser um monstro indômito, chegando às areias, pára; as árvores, onde as põem, não se mudam; os peixes contentam-se com o mar, as aves com o ar, os outros animais com a terra. Pelo contrário, o homem, monstro ou quimera de todos os elementos, em nenhum lugar pára, com nenhuma fortuna se contenta, nenhuma ambição ou apetite o falta: tudo confunde e como é maior que o mundo, não cabe nele".

Observe as palavras indicadas no texto: "por" (ref. 1); "indômito" (ref. 2); "as" (ref. 3); "pára" (ref. 4). Assinale a alternativa que analise corretamente a classe gramatical destas palavras:
a) verbo - substantivo - pronome - preposição
b) preposição - substantivo - artigo - verbo
c) verbo - adjetivo - artigo - verbo
d) preposição - adjetivo - artigo - preposição
e) preposição - adjetivo - pronome - verbo

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)