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domingo, 17 de julho de 2011

TEXTOS: Sugestões de atividades variadas

• Levar a turma para visitar a biblioteca- ou levar a “biblioteca” até eles (sacolas de livros, caixas, etc.) e estimulá-los a procurar os livros que mais chamam atenção.
• Convidar cada um a escolher o livro preferido.
• Reunir em grupo e fazer com que apresentem seus livros e digam por que os escolheram.
• Além de estimular a oralidade e provocar a curiosidade, você terá um perfil literário!
• Ler diariamente um texto (conto, notícia, lenda, poesia, etc. para os alunos). Pode ser combinado que cada
dia um aluno diferente trará e lerá.
• Escrever o título no quadro e questionar: sobre o que será o assunto?
• Anotar as respostas e ao final da leitura verificar se estavam corretas.
• Escolher um personagem e caracterizá-lo por escrito: (pode-se aproveitar para comentar sobre adjetivos...)
• Propor a reescrita individual de um conto ou fábula.
• Pode-se criar um livro coletivo ou individual.
• Comparar diversas versões do mesmo texto. Ex.: Conto - “Chapeuzinho Vermelho” (várias versões), filme: “Deu a louca na Chapeuzinho”, “Chapeuzinho Amarelo”-Chico Buarque, etc.

• Ilustrar poesias.
• Escrever poemas conhecidos e afixar nos corredores da escola.
• Criar um varal de poesias, conhecidos ou criados e “estender” pela sala de aula.
• Escolher um poema com rimas e retirar algumas palavras. Pedir que os alunos completem.
• Texto coletivo a partir de recortes de revistas ou jornais.
• Selecione algumas piadas de salão e, em duas colunas, divida as piadas ao meio: o início da piada na primeira coluna e na outra - de forma desencontrada- o final das piadas. Os alunos deverão ler e montar.

Quadrinhos:
Recorte algumas tiras de histórias em quadrinhos.
Cole-as em uma folha com as partes desencontradas.
Os alunos deverão lê-las e reorganizá-las de forma apropriada.
Recorte novas tiras de histórias em quadrinhos e cole em uma folha, porém na ordem certa.
Com o corretivo, apague as falas.
Peça que os alunos completem da melhor maneira possível de forma que a história tenha coerência. Esse trabalho poderá ser feito em duplas.

Textos em tiras ou embaralhados:
escolher um texto curto e escrever em tiras de papel pardo. Cada frase ou parte do texto deverá estar escrito em uma tira.
Divida a turma em grupos.
Distribua uma ou mais tiras para cada elemento do grupo -de forma desordenada- e peça para que o grupo o reconstrua no chão, de preferência no corredor ou pátio da escola. Essa atividade é sócio-interativa e promove a participação de todos na reorganização do texto. Também é uma forma de tirá-los das cadeiras e mudar o ambiente de aprendizagem.

Horóscopo:
a) Selecione do jornal os horóscopos de todos os signos. Pode ser um da semana passada, ninguém vai perceber.
Pegue o corretivo e, aleatoriamente, dê umas pinceladas nele. Cuide para que haja um apagamento em cada signo.
Tire o xerox e dê para cada dupla recompor os textos que foram apagados. Poderá, antes, fazer um aquecimento, perguntando quem acredita em horóscopo, quando costuma lê-lo, se alguma vez já deu certo a previsão feita pelo horoscopista...

Ache a foto da notícia
Recorte várias notícias com fotos do jornal. Elimine as legendas.
Separe as fotos das notícias.
Desafie o grupo a encontrar o par (notícia + foto).
A Notícia Completa
Recorte várias notícias de jornal que tenham as quatro partes fundamentais: título/manchete, lead, corpo, e foto com legenda.
Desmembre as notícias, recortando as partes de cada uma.
Embaralhe tudinho e peça ao grupo para reorganizá-las novamente.



Lendo figuras
Selecione figuras - pode ser de jornal também- que apresentem uma situação passível de se criar um enredo. Explique que uma boa história deve, necessariamente, ter um conflito, senão não é uma história.
Peça para que cada um faça a sua leitura do texto extra-verbal silenciosamente.
Solicite que, nesse segundo momento, contem para o colega do lado que leitura fizeram e como resolveram o conflito que imaginaram para aquela figura . É importante que cada um fale; não ligue se gerar tumulto na aula, já que isso "faz parte", como diria o Ban-ban .

Textos fatiados
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O cachorro e sua sombra
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Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne, ao cruzar uma ponte sobre um riacho, vê sua imagem refletida na água. Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.
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Então, ele deixa cair no riacho o pedaço que carrega, e ferozmente se lança sobre o animal refletido na água, para tomar a porção de carne que julga ser maior que a sua.
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Agindo assim ele perdeu a ambos
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Aquele que tentou pegar na água, por se tratar de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza levou para longe.
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Autor: Esopo
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Moral da História: É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo duvidoso.
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O Boi e a Rã
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Um Boi, indo beber água num charco, acidentalmente pisa numa ninhada de rãs e esmaga uma delas.
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A mãe das Rãs, ao dar pela falta de um dos seus filhotes, pergunta aos seus irmãos o que aconteceu com ele.
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Ele foi morto! Há poucos minutos atrás, uma grande Besta, com quatro enormes patas rachadas ao meio, veio até a lagoa e pisou em cima dele.
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A mãe começa a inchar e pergunta:
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A besta era maior do que eu estou agora?
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Pare mãe, pare de inchar - Pede seu filho - não se aborreça, mas eu lhe asseguro, por mais que tente, você explodiria antes de conseguir imitar o tamanho daquele Monstro.
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Autor: Esopo
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Moral da História:
Na maioria das vezes, as coisas insignificantes desviam nossa atenção do verdadeiro problema.
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Texto coletivo a partir de recortes de revistas ou jornais

Objetivo
Produzir textos coletivos a partir de recortes de revistas ou jornais.
Estratégias
1) Criar um texto a partir das palavras dos recortes, para verificar sua estrutura, coesão e coerência.
2) Dividir os alunos em duplas.

Atividades
1) Distribuir os recortes de revista para cada uma das duplas.
2) Estabelecer um tema a partir da coletânea de recortes.
3) Pedir para cada dupla construir frases com as palavras dos recortes e escrevê-la no caderno, formando uma redação.
4) Ler o texto de cada dupla em voz alta em conjunto com a classe.
5) Corrigir os problemas ortográficos que encontrar e sugerir alterações.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)