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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Desafios lúdicos para estimular a leitura e a escrita

Leitura de Letras

1. Bingo de Letras
Materiais: lápis, papel e cartões com as letras do alfabeto.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel e escreve uma das palavras da lista trabalhada. O professor passa a sortear as letras, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a letra sorteada em sua cartela deverá marcá-la. Vence aquele que marcar, primeiro, todas as letras da cartela.

Leitura de Palavras:
1.Bingo de Leitura
Materiais: lápis, papel e fichas com as figuras correspondentes as palavras da lista trabalhada.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel, escolhe quatro palavras da lista e as escreve. O professor passa a sortear as fichas, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a palavra correspondente em sua cartela deverá marcá-la. Vence aquele que marcar, primeiro, todas as palavras da cartela.

2. Preguicinha
Materiais: envelopes de colorset com abertura nas duas extremidades, cartões com palavras de uma lista já trabalhada
Procedimento: Esconder o cartão no envelope e propor a adivinhação da palavra, mostrando lentamente ora a letra inicial, ora a letra final até que as crianças descubram a palavra escondida.

3. Memória coletiva
Materiais: Quadro de cinco pregas; seis pares de cartões com as palavras da lista e as figuras correspondentes; cartões numerados de 01 a 04 e cartões com as letras A, B, C e D.
Procedimento: Dividir a turma em pequenos grupos. Organizar na primeira linha do quadro de pregas os cartões numerados e na primeira coluna os cartões com letras. Completar as linhas e colunas com os cartões de figuras e de palavras embaralhados e voltados para trás. Cada grupo, na sua vez de jogar escolhe um par ordenado. O grupo que encontrar mais pares vence a partida.

4. Certo ou errado?
Materiais: Quadro de várias pregas; 02 cartões com os títulos das categorias de listas trabalhadas em sala de aula e cartões com as palavras destas listas.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar os cartões de acordo com a categoria. A conferência deve ser feita coletivamente.

5. Passa ou repassa
Materiais: Cartões com palavras de várias categorias de listas trabalhadas em sala de aula.
Procedimento: A turma deverá ser organizada em dois grupos. Cada grupo indica um participante, que deverá se posicionar de frente para seu oponente, em volta de uma mesa e com as mãos na cabeça. O professor sorteia uma categoria e mostra a primeira palavra. Ao seu comando os jogadores devem bater na mesa o mais rápido que conseguirem. Aquele que bater primeiro terá o direito de fazer a leitura da palavra. Se estiver certo, marca ponto para o grupo e desafia outro oponente. O jogo segue até que todos tenham participado.

Leitura de frases:

1. Frases embaralhadas
Materiais: Quadro de 01 prega; tiras com palavras que possibilitem a formação de frases.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar uma frase. O sentido da frase é conferido coletivamente.

Leitura de Texto:
1. Texto fatiado
Materiais: Quadro de várias pregas; tiras de cartões com frases que compõe um pequeno texto conhecido de memória.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar o texto. A conferência deve ser feita coletivamente.

2. Leitura Explosiva
Materiais: Quadro de 01 prega; envelopes com adivinhas; cartões com as respostas correspondentes às adivinhas e balões coloridos
Procedimento: Cada grupo elege um representante que receberá uma das bolas de aniversário e funcionará como cronômetro para um grupo adversário. Na sua vez de jogar, o grupo recebe um envelope com uma adivinha que deverá ser lida para todos. O grupo se põe a procurar a resposta entre os cartões que deverão estar espalhados sobre a mesa, enquanto o representante do outro grupo se põe a assoprar a bola. Assim que encontrar a palavra deverá colocá-la no quadro de pregas. Se o grupo demorar a encontrar a resposta e a bola estourar, perde a rodada. Se errar a palavra pode fazer mais duas tentativas enquanto a bola não estoura. Se acertar a palavra, o adversário deverá segurar a bola, sem esvaziá-la, aguardando a nova partida para continuar a assoprá-la.

Atividades criadas por:
Monica Valéria Pinheiro é licenciada em Pedagoga pela UERJ e Especialista em Supervisão Educacional pela FIJ. Atualmente é Supervisora Educacional da rede FAETEC e professora Alfabetizadora da rede Municipal de Nova Iguaçu. Também atua como formadora de Alfabetização e Linguagem nos cursos de Formação Continuada para Séries Iniciais no município de Mesquita

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)