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sábado, 11 de fevereiro de 2012

texto, interpretação, pronomes

Revista CHC | Edição 167 – Revista Ciências Hoje da Criança

Por que o girassol gira com a luz do Sol?
Esse movimento permite à flor capturar mais luz para realizar a fotossíntese
Por: Roberto Lourenço Esteves, Departamento de Biologia Vegetal, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Publicado em 22/04/2006 | Atualizado em 02/08/2010

Antigamente, um dos quesitos que diferenciava o reino animal do vegetal era a presença de movimento. Assim: caso se mexesse por iniciativa própria, era animal; se não se mexesse, vegetal. Essa forma de diferenciação foi abandonada porque hoje sabemos que muitas plantas são capazes de se movimentar inteiramente ou apenas algumas de suas estruturas, como as folhas e as flores. Um exemplo bem bonito desse bailado é o que faz a flor do girassol. O girassol se mexe estimulado pela luz solar. Esse fenômeno é chamado heliotropismo ou rastreamento solar, o que significa dizer: orientado pelo curso do Sol. O fenômeno é classificado como positivo quando o vegetal busca a luz e negativo quando foge dela. No caso do girassol, você já deve ter notado, é positivo. Para ele, quanto mais luz melhor!
Só tem um detalhe, girassol é flor e flor não faz fotossíntese. Então, por que essa planta se movimenta em busca da luz solar? Pois bem: o girassol não é apenas uma flor, mas a união de várias flores, cujo conjunto recebe o nome de capítulo. Essas flores são sustentadas por um cabo (ou pedúnculo) e este sim é o responsável pelo movimento do girassol. Numa plantação de girassóis, à medida que o sol segue seu curso, do nascimento até se pôr, vemos a flor se movimentar. Agora sabemos que é o pedúnculo que está seguindo na direção dos raios solares. Ele é quem precisa da luz para melhor aproveitar a energia na realização da fotossíntese, além de suas folhas. Esse movimento é temporário e reversível: quando cessa a luz do sol, a planta volta à sua posição original porque suas células deixam de receber o estímulo luminoso que provoca o movimento. Com esse fenômeno, o girassol assegura a maturação dos frutos, que vão gerar novas plantas. Assim como o girassol, outras plantas se movimentam de maneira diferente e por estímulos também diversos. A “dormideira”, por exemplo, se fecha quando é estimulada pelo toque. Mas esta é outra conversa... Preste mais atenção nas plantas. Você vai se surpreender!

Roberto Lourenço Esteves,
Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes,
Departamento de Biologia Vegetal,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

1- Responda:

a) Quem é o autor do texto?
b) Onde o texto foi publicado originalmente?
c) De acordo com o texto acima, o que significa capítulo?
d) No texto, aparece a palavra fotossíntese, assunto que estudamos durante esse ano. Escreva o que você lembra sobre isto.

2) Marque as respostas corretas com um X:
O girassol:
( ) é um vegetal ( ) é um animal
( ) é capaz de se movimentar ( ) não é capaz de se movimentar
( ) é apenas uma flor ( ) é a união de várias flores

3) Complete as frases de acordo com o texto:
a) O __________________ é o responsável pelo movimento do girassol.
b) Heliotropismo ________________ é o movimento da planta em busca do Sol.
c) Heliotropismo ________________ é o movimento da planta para fugir do Sol.

4) Substitua as palavras em destaque pelo pronome adequado: (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas.)
a) O girassol procura o Sol.
b) As flores são sustentadas pelo pedúnculo.
c) – Quanto mais luz, melhor! – disse o girassol.

5) Sublinhe no texto a explicação da palavra “pendúculo”.
6) Pinte de amarelo no texto, a explicação para “rastreamento solar”.

6) Assinale a resposta correta.
a) A diretora deu-lhe uma pasta.
O pronome “lhe” refere-se a:
( ) eu ( )tu () ele/ela ( ) nós () vós ( ) eles/elas
b) Isis estudou comigo.
O pronome “comigo” refere-se a:
( ) com eu ( ) com tu ( ) com ele/ela

c) Paula chegou conosco.
O pronome “conosco” refere-se a:
( ) com nós ( ) com vós

d) João e Marcela a abraçaram.
O pronome “a” refere-se a:
() eu () tu () ela


Texto 2

Girassóis

Girassóis Girassóis Para a sorte
Olham para Adoram De todos
O sol O sol Nós,
Em busca Porque ele Existem
De luz. Os seduz. Os girassóis.

Lalau, Girassóis. São Paulo: Companhia da Letrinhas, 2007. p.6

1) Pinte de amarelo, todos os verbos que aparecem no texto acima.
2) Reescreva, no verso da folha, o texto “Girassóis”, no singular.
3) Que tipo de substantivo é a palavra girassol?
( )concreto ( )abstrato ( )simples ( )composto
4) Sublinhe o sujeito nas frases abaixo e circule o predicado:
a) Ana e Larissa foram assistir ao show do Luan Santana.
b) Luis adora escutar a música “Girassol”.
c) O quadro Girassóis, de Van Gogh, é muito valioso.

...“Como eu sou um girassol, você é meu sol!”...

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)