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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PREPARANDO-SE PARA O RETORNO AS AULAS


SEI QUE AINDA TEM TEMPO PARA O RETORNO DAS AULAS MAIS OS PAIS TEM QUE SE PROGRAMAR PARA  COMEÇAR a incentivar os pequenos para o início do ano letivo. Especialistas em educação dão dicas para que o retorno seja tranquilo e para que os momentos de acordar cedo, de estudar e de voltar com as atividades extracurriculares não se tornem uma tortura.
Envolver a criança na compra e na organização do material escolar pode dar muito certo. O filho tende a ficar mais animado ao escolher alguns itens, além de ajudar a encapar livros e cadernos e participar da arrumação da mochila.
“São formas de estimular a criança. É importante, ainda, que os pais falem o que tem de bom na escola, os amiguinhos, os professores e as brincadeiras”, orienta a psicopedagoga Cybele Meyer.
Os irmãos João Lucas, 10, e Maria Cecília, 4, já estão contando os dias para o início das aulas. Para a menina, será um mundo novo, já que vai frequentar a escola pela primeira vez. “Ela não vê a hora de estrear o uniforme e a mochila nova. Fica provando a roupa o tempo todo”, conta a mãe, a fotógrafa Sabrina Viana Figueiredo Hoehene, 33.
João Lucas também fica empolgado para voltar para o colégio, principalmente por causa dos coleguinhas de turma. A mãe conta que os amigos se encontram durante as férias para dar continuidade a um rodízio de livros incentivado pela escola.
“São sete livros de uma coleção para a leitura durante as férias. Ele fica doido para encontrar com os colegas e isso estimula a vontade de voltar para a escola”, diz Sabrina.
PequeninosNo caso das crianças menores, em idade pré-escolar, Cybele Meyer diz que há três situações diferentes de adaptações: aquelas que desde o primeiro dia ficam resistentes, grudam no pescoço da mãe e choram durante uma semana até se adaptar; as crianças que não terão nenhum problema nesse sentido por causa da própria personalidade e relacionamento interpessoal muito aflorado; e, finalmente, os pequenos que frequentam a escola durante a primeira semana, exploram todas as novidades, mas depois se recusam a voltar pois preferem a rotina da própria casa. Essa última situação é a mais conflituosa, diz a psicopedagoga.
“É importante que os pais estejam preparados para insistir. Alguns pensam que pode ter acontecido algo na escola, porque o filho estava indo bem e, de repente, não quer mais voltar. Mas, nessa idade, é normal querer o novo e depois se cansar”, afirma a especialista. Portanto, nada de deixar a criança em casa por mais alguns dias ou trocar de escola, porque não está agradando logo de cara ao filho.
“Os pais precisam ser parceiros da escola, mesmo que a criança fique chorando, pois ela vai se adaptar. Se ela for transferida logo para outro colégio, o comportamento só será reforçado. Os estudantes nos primeiros anos do ensino fundamental também podem estranhar a rotina e usar outros pretextos, como dor de cabeça”, alerta Cybele Meyer. 
Tudo novo
Quando o filhote vai para outra escola ou se está começando a estudar, vale a pena chegar mais cedo no primeiro dia de aula ou até dias antes para que ele se acostume ao novo ambiente, sugere a pedagoga da Escola Ilha-Florescer, Patrícia Sabadini. “É importante a criança se familiarizar com o espaço para se sentir mais segura”.
Cybele Meyer acrescenta que “se o filho já tem um histórico de adaptação difícil, o melhor é a mãe ir com ele na escola para animá-lo a descobrir o que mudou no local, por exemplo”, diz.
Quanto mais nova a criança, mais dificuldade terá de entender a rotina. E o retorno se torna mais difícil se ela ficou mais tempo na companhia dos pais nas férias. Por isso, uma dica é dizer ao filho que está contente em voltar para o trabalho e que também vai ser bom rever os colegas.
Entrar nos eixosNa última semana de férias, para que o sono também volte ao ritmo e horário normal, é importante levar os baixinhos para a cama mais cedo. Isso vai evitar um impacto muito grande na volta às aulas.
A psicóloga e diretora da Escola Monteiro Lobato, Ana Rita Costa Gomes, diz que a retomada da rotina escolar não pode ser feita de um dia para o outro. “Para quem está viajando com a família, não é recomendado voltar no mesmo dia do início das aulas, por exemplo. Os pais também podem diminuir o ritmo da criança, que geralmente está muito agitada nas férias”, destaca a psicóloga.
Incentive a leitura, que ajuda a desacelerar. A volta à vida escolar também é prejudicada quando as crianças passam muitas horas das férias vendo televisão ou usando o computador, o que torna a readaptação mais complicada.
As escolas também costumam preparar várias atividades e gincanas na primeira semana de aula para ajudar na apdatação dos alunos e dar as boas-vindas para os estudantes recém-chegados. “O lanche servido também costuma agradar bastante, com pipoca, gelatina e sorvete”, completa Ana Rita.
O incentivo de que ele precisa
Material escolar
Leve o filho junto: Quem ainda não comprou o material deve dar uma chance ao filho para que ele escolha pelo menos alguns itens. Isso anima o pequeno e enfatiza a ideia de que ele tem que voltar a estudar. Vocês também podem dar folhear os livros para ver o que será tratado nas aulas durante o ano
Conversas
Incentivo: Outra forma de motivar a criança é conversar bastante sobre o quanto é bacana voltar às aulas. Fale sobre as novidades que estão sendo preparadas na escola, o reencontro com os coleguinhas e todos os pontos que o filho mais gosta
Escola é legal: 
Para ajudar, os pais não devem se referir à escola como um lugar ruim, ou o quanto não gostavam de determinada disciplina. É preciso enfatizar os aspectos positivos da escola na volta às aulas, principalmente no caso das crianças que estão iniciando a vida escolar 
Visitar a escola
Antes das aulas: Dar um pulo na escola antes do primeiro dia de aula pode ser positivo para a criança que está começando o ano letivo em outra escola ou que vai mudar de sala e de ambiente. Mostre onde vai ser a sala, esclareça dúvidas sobre quem é o professor, quantos colegas têm na turma, onde é o banheiro, etc.
De volta à rotina 
Uma semana antes: 
Se ela for à escola de manhã, comece a despertar a criança em horários próximos aos da aula, pelo menos uma semana antes. E também antecipe o horário de dormir. Aos poucos, ela vai se acostumar. Se estuda no período vespertino, veja se vai ser preciso alterar o horário do almoço e do banho 
Perto do dia “D”
Revisão: Verifique com seu filho se o material escolar está em ordem e veja se há alguma tarefa para o retorno. Fazer isso junto com o pequeno e relembrar as coisas legais que ele produziu ao longo do semestre anterior é bom para entrar no clima de volta às aulas
Insista
Nos primeiros dias: Se a criança fizer birra e não quiser ir à escola, seja firme, mas carinhoso. E não permita que ela falte ao primeiro dia de aula. O importante é explicar que é natural sentir preguiça – mas, sem deixar de motivá-la – e expor os ganhos que ela teria se estivesse com os colegas nos primeiros dias de aula
Pré-escolar
Aos poucos: No começo, leve o filhote por algumas horas e, pouco a pouco, vá aumentando o horário da permanência dele na creche/escola. O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente
É bom você levar: 
É importante que a mãe ou o pai leve e traga a criança, mas não prolongue as despedidas. Você tem que passar segurança à criança de que o que está fazendo é o melhor para ela
Estimule em casa: 
Pergunte a professora sobre as atividades que estão sendo desenvolvidas na sala de aula e anime seu filho a compartilhar com você as experiências que aprende. Demonstre alegria e entusiasmo por seus progressos.
Fonte: http://gazetaonline.globo.com

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)