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domingo, 27 de outubro de 2013

Fallen too far - Paixão sem limites

Editora: Arqueiro
Título Original: Fallen Too Far
Páginas: 192
Formato: 16 x 23 cm
Peso:  250 g
Acabamento:  brochura
Lançamento:  05/11/2013

Sinopse
Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara.Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça.Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro a seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa.Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.Paixão sem limites – primeiro volume da trilogia Sem Limites, que vendeu mais de 500 mil exemplares como publicação independente – é um livro romântico, sexy e intenso, que vai conquistar os leitores e deixá-los ávidos pela sequência.

Resenha:
Paixão sem limites é o tipo de  livro que você não consegue parar de ler. Blaire precisa vender a casa onde morava com a mãe depois de pagar o tratamento por alguns anos antes da mãe falecer. Ela então pede ajuda ao pai, que as havia abandonado , e ele oferece um lugar. O que ela não imagina é que o pai morava em uma luxuosa mansão, mesmo que "de favor", já que seu "enteado" é filho de um famoso astro do rock. Quando ela chega está rolando uma festa, e ela descobre que o dono da casa (e da festa) é  lindo e cheio de "marra". Ele a recebe muito mal e ela tenta ir embora mas está sem combustível. Rush acaba deixando que ela fique em um quartinho embaixo da escada, o que a deixa bastante feliz. Ela começa a pegá-lo em diversas cenas "calientes" e com meninas diferentes e fica muito atraída, pois ele é lindo, charmoso e sexy, muito sexy! 
Blaire é uma mocinha inocente, mas com personalidade. Ela vai atrás do que quer, logo encontra emprego, tem iniciativa, não é uma boba. Ela também sabe o que quer, e ela quer Rush, não consegue resistir à ele. 
Ela não consegue entender as atitudes de Rush, que  mesmo demonstrando interesse, sempre a repele.
Blaire fica muito chocada quando descobre que Rush tem uma irmã, e que esta irmã a odeia. E parece que todos na cidade sabem o motivo deste ódio, mas ninguém tem coragem de contar. 
 Blaire e Rush  acabam não resistindo à forte atração e então as coisas saem do controle. Rush é possessivo, protetor, a relação dos dois é intensa e muito, muito quente. Mas quando o segredo é descoberto o mundo de Blaire vem abaixo e  Rush não sabe como remediar.

"Um gemido veio lá de fora, seguido por um barulho alto.
Fui até a janela, mas, assim que o luar iluminou a bunda nua de Rush,  congelei. Uma linda bunda nua. Linda mesmo. Embora eu nunca tivesse visto a bunda nua de homem nenhum. Subi os olhos pelas suas costas e as tatuagens que as cobriam me espantaram. Não soube dizer exatamente o que eram. A luz da lua não era forte o suficiente e ele estava se mexendo." pg 30

"– Fique longe de mim, Blaire. Você não vai querer chegar muito perto. 
Ontem à noite... – Ele engoliu em seco. – Não paro de pensar em ontem  à noite. Saber que você estava vendo me deixa louco. Então fique longe. Estou me esforçando ao máximo para ficar longe de você." pg 36


 Abbi me deixou agradavelmente surpresa com essa série, não tem como não se apaixonar por Rush ou torcer pela Blaire.  Ele erra muito, mas faz de tudo para se redimir. Ela não consegue resistir à ele, mas quem resistiria? Isso só faz a história mais verossímil.
 Claro que se você é do tipo "literária", não vai gostar. Mas para quem gosta de romance, é um prato cheio.

A editora Arqueiro disponibilizou o 1º capítulo:
http://editoraarqueiro.com.br/upload/pdf/PaixaoSemLimites_Trecho.pdf







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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)