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terça-feira, 15 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO INFANTIL: PROJETOS INTEGRADOS


Os projetos integrados, levam em conta os objetivos e critérios selecionados por faixa etária. Tais projetos investem em temas diferenciados, que contribuem para a interpretação e a expressão de nossos alunos, sendo um elemento muito motivador para o aprendizado. Toda a estrutura de conteúdo por área e temas é baseada nos referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil propostos pelo M.E.C.

Formação pessoal e social
Através de projetos interdisciplinares envolvendo histórias e contos, são trabalhadas muitas atividades envolvendo atitudes, sentimentos, expressões e valores.

Linguagem oral e escrita, através de rodas de histórias e incentivo à leitura
As práticas de leitura são constantes em toda a rotina da pré-escola. As rodas de história, as dramatizações, os saraus literários e as visitas à biblioteca fazem parte dessa vivência, que tem como objetivo o despertar prazeroso para a leitura.

Conhecimento de mundo, vida em sociedade, a riqueza e a diversidade cultural
Conhecer a sua cultura, os elementos do folclore, os costumes e as regras sociais permitem que nossas crianças possam estabelecer comparações e ampliar o seu repertório, através do conhecimento de outras culturas e outros povos. Os projetos interdisciplinares também favorecem o desenvolvimento nessa área.

A Matemática do cotidiano
Através de situações concretas de manipulação de quantidade, associadas ao conceito de número, nossas crianças vão sendo introduzidas no universo da lógica e do raciocínio. A leitura de receitas culinárias que apresentam porções e medidas também ampliam a habilidade e o entendimento de quantidade. A resolução de problemas de forma concreta e lúdica também permite a apropriação de muitos conceitos matemáticos.

Movimento/Psicomotricidade - Jogos Motores e práticas esportivas
Ter consciência das possibilidades e do potencial do seu corpo é um objetivo a ser introduzido na Educação Infantil através de vivências corporais e explorações sensoriais. Com uma orientação adequada, nossas crianças traduzem em expressão muitas habilidades corporais e são iniciadas em algumas práticas esportivas utilizando recursos como: bola, bambolê, pneu, corda, colchonetes, bastões, entre tantos outros.

A Música e a Arte como forma de expressão
A Arte agrega várias formas de expressão e, entre elas, as artes visuais e a música, duas áreas fortemente engajadas ao nosso trabalho. Através da música trabalhamos a diversidade sonora e cultural e, através da artes visuais, possibilitamos que as crianças se expressem em diferentes estilos e técnicas, a partir da observação e apreciação de obras de arte de diferentes artistas nacionais e do mundo, para que possam ter seu próprio estilo e dar vazão ao seu processo criativo. A vernissage dos alunos de 5 anos é o trabalho que fecha com chave de ouro o percurso das artes na Educação Infantil.

A ecologia e o funcionamento da natureza
A natureza está em toda parte e sentir-se parte dela é o primeiro passo como seres humanos e seres vivos que somos. Desenvolvemos nas crianças um posicionamento consciente em relação à natureza, aguçando entre elas a questão da preservação, intimamente ligada à continuação da vida. Experiências de acompanhamento de ciclo de vida de pequenos animais e plantas exemplificam a rotina nessa área. Estudos de meio planejados com a finalidade de incrementar os conceitos das ciências naturais são inseridos em todas as faixas etárias da Educação Infantil.

Teatro e jogos dramáticos
Dramatizar a realidade é apropriar-se dela para poder entender a vida, os diferentes papéis sociais e as relações entre eles. O teatro na Educação Infantil trata-se mais de um grande jogo dramático, onde brincando exercitam outros tons de voz, testam a autoridade ou a submissão, a coragem e o medo. Fantoches, marionetes, fantasias e maquiagens contribuem para esse exercício de faz de conta e também compõem esse delicioso cenário.

Culinária
“Vamos fazer o bolo da Galinha RUIVA?” A resposta da turma do nível 1 foi unânime: SIM! A culinária pode surgir em vários contextos. Quer seja a partir de uma história, quer seja a partir do conhecimento de outras culturas e seus alimentos, quer seja a partir de um projeto que enfoque a preferência culinária de cada elemento da turma.

Oficinas
São momentos muito ricos de troca e interação, envolvendo atividades concretas relacionadas a diferentes temas. É o momento de “fazer junto”, de construir alguma coisa utilizando divisões de tarefas, resultando num objeto final que foi fruto dessa fusão de individualidades. Oficina de cartões, oficina de brinquedos em sucata, oficina de sabonete, oficina para fazer livrinhos

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)