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terça-feira, 30 de março de 2010

2º PRÊMIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), em parceria com Ministério da Educação e a Organização de Estados Iberoamericanos (OEI), lançaram nesta quinta feira (11), às 11h30, em Brasília (DF), o 2º Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos. Os objetivos são fortalecer as práticas educacionais existentes no país, além de promover ações e instrumentos que contribuam com a construção de uma cultura universal dos Direitos Humanos, uma das diretrizes do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. O lançamento é parte das atividades da reunião ordinária do Cômite Nacional de Educação em Direitos Humanos.

“O prêmio é importante pois temos a possibilidade de localizar experiências diversas no campo da Educação em Direitos Humanos, na área escolar com educação básica e superior e na área não formal com experiências educativas fora das experiências escolares” contou o professor Erasto Mendonça, coordenador-geral de Educação em Direitos Humanos da SEDH, explicando que ONGs, entidades civis, instituições sociais, empresas públicas e privadas e setores de educação e cultura também poderão se inscrever nesta 2° edição.

O Prêmio foi criado nas comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, com mais de 350 projetos inscritos, foram premiadas dez secretarias de educação, escolas e universidades públicas e privadas. Neste ano os vencedores receberão um total de R$ 100 mil em prêmios. As inscrições estão abertas de 1º de março a 2 de julho de 2010.

O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, lançado em 2003, trata da efetivação da Educação em Direitos Humanos enquanto política pública, incorporando aspectos dos principais documentos internacionais, estabelecidos no Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos da ONU.

Mais informações:
Site: http://www.educacaoemdireitoshumanos.org.br/

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)