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terça-feira, 30 de março de 2010

PASSEATA MOVIMENTO SUPERAÇÃO – PORTO ALEGRE

O Movimento SuperAção – Porto Alegre convida vossa instituição a apoiar a 1ª Passeata Movimento SuperAção – Porto Alegre, que acontecerá no dia 02 de maio de 2010, às 12h no Parque da Redenção.

O evento marcará a primeira edição da Passeata em Porto Alegre.

Desenvolvida anualmente em São Paulo, indo para sua sétima edição, celebra o “Dia Internacional da Pessoa com Deficiência” e a valorização da cidadania das pessoas com deficiência, tem como missão promover a acessibilidade plena e a inclusão social. Já contou com duas edições na Orla de Copacabana – Rio de Janeiro e em Santa Fé – Argentina.
O Movimento SuperAção foi criado por jovens com deficiência preocupados com a necessidade de serem reconhecidos enquanto cidadãos. Para tanto, promove ações e projetos culturais chamando atenção para a questão da acessibilidade e da inclusão das pessoas com deficiência em todos os espaços.
A caminhada conta com a participação de grupos sociais que representam a diversidade humana. São várias instituições e organizações que trabalham e apóiam pessoas com mobilidade reduzida, com deficiências sensoriais e intelectuais, simpatizantes e adeptos ao movimento, todos com o intuito de alertar a sociedade sobre a importância do reconhecimento e da inclusão das diferenças.
Com o intuito de informar as ações propostas bem como os detalhes do evento convidamos sua instituição para comparecer no dia 15 de março de 2010 às 10:30 na Sala Salzano Vieira, 3° andar, Prédio Principal da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Porto Alegre - RS.
Contamos com o apoio para tornar esse evento um sucesso!
Mais informações:
Juliana Carvalho, Apresentadora e Produtora do Programa “Faça a Diferença”
Fone: ( 51) 8121-1282
Marcia Gonçalves, Administradora Desenvolver Inclusão de Pcds
Fone: (51) 8203-4974; (51) 3431-2884

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)