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segunda-feira, 19 de abril de 2010

exercícios de concordância com gabarito

Assinale com “C “ as frases corretas quanto a concordância e com “ I ” as frases incorretas:

1) ( ) Falou o Ministro e todos os seus assessores.
2) ( ) Saiu agora mesmo daqui seu tio e suas primas.
3) ( ) Não só os alunos, como também o diretor faltou às aulas.
4) ( ) Fumar e beber faz muito mal à saúde.
5) ( ) O comer e o dormir engordam.
6) ( ) Não só eu, mas também meus filhos estão com gripe.
7) ( ) Bebida, festas, dinheiro, mulheres, nada o tornava alegre.
8) ( ) Céu, mar, terra, rios, sol planetas, animais tudo se constituem dos mesmos elementos.
9) ( ) Tanto o marido como a mulher mentiu.
10) ( ) Deverá viajar conosco Ademir e Adriana.
11) ( ) Deus e demônio, brancos e negros, crentes e ateus, mulheres e homens, ninguém o igualava em tragédias ou em comédias.
12) ( ) Tanto você quanto eu estou na mesma situação.
13) ( ) O burro, o asno e o preguiçoso, sem pancadas, nenhum se mexe.
14) ( ) Veio ao aeroporto Giovanna, Lucas, Gabriel e os primos.
15) ( ) Giovanni ou Otaviano dirigirão o automóvel.
16) ( ) Chegou uma carta e um telegrama para Vossa Excelência.
17) ( ) Perder e ganhar é do esporte.
18) ( ) Os Sertões foram publicados em 1902 e são de autoria de Euclides da Cunha.
19) ( ) Luís, bem como seus irmãos, virá comigo.
20) ( ) As estrelas parecem brilhar mais intensamente hoje
21) ( ) As estrelas parece brilharem mais intensamente hoje
22) ( ) As crianças parece estarem com fome.
23) ( ) Vossa Santidade estejais em paz, que cuidaremos da sua segurança.
24) ( ) Tudo parecem rosas na vida.
25) ( ) Aquilo parecem fogos de artifício.

Gabarito dos exercícios sobre concordância.1.C - 2.C - 3..I - 4.C- 5.C - 6.I - 7.C - 8.I - 9.I -10.C - 11.C -12.I - 13.C - 14.C - 15.I - 16.C - 17.I -18.C - 19.C - 20.C - 21.C - 22.C - 23.I - 24.C - 25.C

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)