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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Abertas inscrições para 1º Prêmio Inovação em Educação SINEPE/RS

Para reconhecer iniciativas inovadoras no ensino privado gaúcho e disseminá-las às demais instituições, o Sindicato do Ensino Privado do RS – SINEPE/RS promove o 1º Prêmio Inovação em Educação. A iniciativa, inédita no Rio Grande do Sul, irá reconhecer projetos realizados por educadores de faculdades e universidades voltados à prática pedagógica que resulte em melhoria na qualidade do ensino. As inscrições estão abertas até 03/09 e podem ser feitas no site www.sinepe-rs.org.br/premios.
As instituições podem se inscrever em duas categorias: Área Fim, cujo foco são ações dirigidas aos alunos através do processo de ensino-aprendizagem, e Gestão Pedagógica, que engloba projetos com o objetivo de capacitar os profissionais da educação e/ou sistemas que impulsionem o processo de ensino-aprendizagem.

Comunicação e Responsabilidade Social
Também estão abertas até o dia 03/09 as inscrições para o 8º Prêmio Destaque em Comunicação e o 5º Prêmio de Responsabilidade Social. Na área de comunicação, serão reconhecidos os melhores trabalhos em Gestão de Comunicação e Relacionamento, assim como as produções em Mídias (impressa, digital e eletrônica). Já o Prêmio de Responsabilidade Social destacará os trabalhos desenvolvidos na área de Preservação Ambiental, Participação Comunitária, Desenvolvimento Cultural e Público Interno. Ambas as premiações também possuem categorias voltadas ao Ensino Superior.

Outras informações podem ser obtidas no site www.sinepe-rs.org.br ou no fone (51) 3213 9090.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)