Seguidores: é só clicar em seguir! Não precisa ter blog, só qualquer end. do Google.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Agressividade na escola! o que fazer?

AGRESSIVIDADE; Algumas considerações:
P/pais e professores
Todos os seres humanos e também os animais têm um impulso agressivo.Trata-se de um comportamento emocional, portanto é algo natural.Quando falamos que uma criança agressiva muitas das vezes estamos errados.Geralmente, esses atos querem nos mostrar que alguma coisa está errada na sua vida, devido não saber lidar com sentimentos tais como: mágoa, insegurança, etc. Ela se expressa através de atos agressivos.
E´muito importante que pais e professores imponham limites as crianças desde cedo,pois a agressividade está diretamente ligada a questão de limites.Se a criança não tem limites, tende a se tornar agressiva quando estes são impostos. Principalmente se isto lhe é imposto por alguém de fora do convívio familiar( escola).

COMO OS PAIS E OS PROFESSORES PODEM AJUDAR AS CRIANÇAS:

ATÉ 3 ANOS: A agressividade nesta idade é considerada natural,uma manifestação de desejos que a criança não sabe expressar em palavras.Sem gritar, brigar os pais e professores devem impedir que as crianças machuquem os colegas.Basta ensinar a criança, de maneira firme e objetiva que ela não pode morder ou bater nos amigos, dizendo Não pode!
DE 3 A 7 ANOS : Nesta fase,a criança precisa de limites básicos e pode reagir de forma agressiva ao deparar-se com eles.O caminho é impor limites sem ameaças ou surras ou violências que causam mais raiva e ressentimentos.Nesta idade a criança precisa de educação e, principalmente de carinho.Se ela se jogar no chão de birra, cuspirmos pais,professores ou ameaçar esbofeteá-los,os pais e professores devem impedi-la com um sonoro Não, e ficar sério, dizendo que não gosta desta atitude.Não dê assistência ao “espetáculo teatral da birra”.Sem assistência tudo melhora.
COMO AGIR
• Brincadeiras com materiais de texturas pastosas (massa, argila, areia) ajudam a aliviar a tensão infantil.Utilize o teatro com fantoches ou histórias reais.
• Dar limites.Sempre que necessário diga não.Mas tente uma explicação breve. Em alguns casos o “não pode porque não é certo, ou porque não quero é inevitável. Não se sinta constrangido em impor sua autoridade.
• Perguntar o motivo de uma agressão.Mesmo que a criança não responda,ela vai pensar.Faça-o pedir desculpas à criança agredida.
• Seja paciente. Repita todas as vezes que o ato agressivo se repetir.
• Propicie um ambiente calmo.Ter um momento de calma e relaxamento.

Teresinha Centena – psicóloga

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Loading...

professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)