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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Atividades para o Dia dos Pais – educação infantil e ensino fundamental I

O que esta data realmente representa?

Bem, no 2º domingo de agosto se comemora o dia dos pais, mas será que devemos encarar essa data apenas como a oportunidade de presentear os tão queridos pais? Acredito que é uma grande oportunidade de reconhecermos as pessoas que amamos, e o pai é uma delas. Sabemos que atualmente a família passou por transformações ao longo dos anos e muitas crianças até mesmo não têm essa figura tão importante em casa. Por esse motivo é importante fazer com que as crianças tenham conhecimento do que sentem de verdade pelas pessoas que convivem com ela. Assim ao oferecermos apenas atividades para colorir, pintar ou fazer diferentes artes para o papai, nosso trabalho fica restrito e não damos a possibilidade da criança perceber quem ele é de verdade e qual a importância que tem em sua vida.
Agora sim, após ter trabalhado essa questão afetiva com as crianças, devemos nos esbaldar em confeccionar lindos e criativos trabalhinhos que sabemos muito bem fazer. Mãos a obra!!!!

Aqui vão algumas sugestões para se trabalhar a questão afetiva com as crianças:

* A roda é uma grande possibilidade para boas conversas, utilize-a sempre que possível em suas aulas. Converse com as crianças sobre como é gostoso ficar pertinho das pessoas que amamos. Dê oportunidade para que elas falem sobre seus amores e porque têm esse sentimento por eles. Essa atividade fará com que comecem a pensar sobre seus sentimentos.
* Conte a elas sobre as datas que existem para podermos homenagear essas pessoas, aniversário, datas comemorativas em geral. Conte também sobre a expectativa do Dia dos Pais e deixe cada uma contar sobre o seu pai, levando em consideração que pode-se homenagear uma outra figura querida.
*A criança poderá fazer uma entrevista com perguntas desse tipo:

Conhecendo um pouco mais a pessoa que tanto amo

- Nome do entrevistado
- O que mais gosta de fazer? Porquê?
- O que menos gosta de fazer? Porquê?
- Qual a sua comida preferida?
- O que menos gosta de comer?
- Qual sua cor preferida?
- O que mais deseja realizar na vida?

E tantas outras que poderão ser construídas com as crianças.

* A criança poderá construir um albinho a partir dessa entrevista contando como é a pessoa entrevistada. Título: Quem é a pessoa que tanto amo!

* As inúmeras atividades que normalmente confeccionamos com as crianças nesta data, poderão ser feitas com o intuito de deixar feliz quem amamos.


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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)