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sábado, 27 de novembro de 2010

Atividade com adjetivos e locuções adjetivas

Nesta história você vai poder participar, fazendo as personagens serem do jeito que você quiser. O Príncipe e a Princesa podem ser heróicos, chatos, atrapalhados, bravos, engraçados, românticos... Você decide!
Leia a história e pense em palavras adequadas ao sentido dela. Escreva-a nos espaços vazios e divirta-se!! Preste atenção, pois você deve escrever só adjetivos ou locuções adjetivas nas lacunas!!!
______________________________________________

Era uma vez um Príncipe _____________________e ________________ que morava num país ___________,às margens de um rio ________________.
Do outro lado do rio eram as terras de outro país que não era tão ______________. Lá morava uma princesa que era tão __________ quanto _____________. O ___________ amigo do Príncipe era um Dragão _________ que morava na floresta mais _____________ ____ do lugar, que também ficava às margens do rio. Todos os dias
o Príncipe se banhava nele; ele era um ______________________ nadador. E todos os dias a Princesa tomava sol na margem oposta, sem nunca se encontrarem porque as margens eram muito _______________________.
Um dia o Príncipe decidiu atravessar o rio nadando para conhecer a ____________________Princesa. Pediu
ao seu amigo Dragão que o ajudasse na travessia, nadando por baixo da água para que ele não afundasse, caso se cansasse. E assim foram. Acontece que lá pelo meio do caminho o ____________________ Príncipe, de tão cansado, começou a engolir água e quase se afogou. O _____________________ Dragão, pensando em ajudá-lo subiu à tona e nesse instante foi visto pela Princesa, que pensou que um monstro _______________ estava atacando o _____________ Príncipe. Imediatamente mandou seus guardas capturarem o Dragão e levaram-no para uma caverna _____________________, mantendo-o preso. ____________________ Dragão!
O _________________ Príncipe teve que explicar tudinho para esclarecer a confusão.
O Príncipe ficou ____________________ e a Princesa ____________________________, mas no final acabaram se entendo. O Dragão nem ligou e dormiu preguiçosamente lá na _____________ caverna esperando tudo passar.
Assim eles se tornaram _________________ amigos e passaram muitos dias __________________ fazendo coisas juntos e se divertindo a valer, tanto que acabaram até esquecendo essa história ____________________.
O Dragão?! Bem, o Dragão só acordou depois de muuuuito tempo e ficou _______________, sem entender nada. Ele achou essa história muito ____________ e começou a gritar: Me tirem daquiiiiiiii!!!!!!! Que Dragão mais _________________, vocês não acham?



1. Que “estilo” você decidiu dar à sua história? Leia-a para sua classe e escute a de outros colegas.
2. Escreva por que os adjetivos são tão importantes nos textos.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)