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sábado, 27 de novembro de 2010

atividade com verbos no infinitivo

Você encontrará a seguir um quadro com verbos no infinitivo, todos retirados do texto “Menos Miséria”. Leia-o atentamente e substitua os espaços em branco pelos verbos do quadro, flexionando-os de forma apropriada.

calcular necessitar ter prestar comprar
descartar apresentar estar cadastrar conduzir
limpar ficar viver ganhar voltar
ultrapassar pedir correr Juntar entender
destinar incluir Ser passar


MENOS MISÉRIA
Prefeitura de Campinas implanta projeto de renda mínima e beneficia centenas de famílias carentes
Gleides Pamplona

Não faz muito, a rotina de Lara Regina Sampaio, 26 anos, não .............. diferente daquela vivida pela maior parte dos moradores da favela Jardim Conceição, na zona leste de Campinas (SP). Depois de acordar cedo e preparar o café para os quatros filhos, lara ............. a prole e .............. até o centro da cidade, onde .............. esmolas aos motoristas que paravam no sinal vermelho. Em dia de sorte, ela ............. para casa com R$ 5. No mês passado, porém, ao abordar um carro, em vez de cara amarrada ou alguns trocados, lara ............. a chance de mudar de vida. O veículo era da prefeitura e ............. a mulher e as crianças à Secretaria de ação Social , onde o clã ............. no Programa de garantia de Renda Familiar Mínima, implantado em Janeiro deste ano. Inédito no país, o projeto pretende beneficiar cerca de três famílias carentes com crianças menores de 14 anos, desnutridas ou que perambulam na rua “Em vez de sofrer nas esquinas, os meninos hoje ............ o dia no colégio”, diz lara.
Inspirada numa idéia do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o projeto do prefeito José Roberto Magalhães Teixeira (PSDB) reserva às famílias carentes 1% do orçamento anual de Campinas, fixado em R$ 280 milhões. “Se metade das famílias atendidas escapar da miséria, poderemos considerar o projeto vitorioso”, afirma ele Teixeira .............. que fugir da condição de miserabilidade absoluta, uma família ............. de renda mínima de R$35 por pessoa. A família de lara, por exemplo composta de seis pessoas, ............. como renda apenas o salário de R$ 70 de seu companheiro, Jerônimo. Nesse caso, a prefeitura ofereceu um complemento de R$ 140. Totalizando R$ 210 por mês. Além de se comprometer a manter os filhos na escola, os pais beneficiados são obrigados a comparecer a reunião mensais na Secretaria de Ação Social, onde .............. conta dos gastos. “Vamos promover socialmente essas pessoas”, garante Teixeira. Quem ............... bem o recado do prefeito foi a dona de casa Dorcília de Aguiar Barcelos, 35 anos, casada e mãe de sete filhos, cuja família também ............ no programa da prefeitura. Impedida de fazer serviços pesados por conta da diabete, ela ............. os recursos recebidos ao pagamento das prestações da compra de um tanquinho de lavar roupa. “Estou rindo à toa. Agora posso trabalhar e ajudar a sustentar a casa. Já tenho dois clientes. Cada um paga R$ 10 por tarefa”, diz Dorcília. Mais do que colaborar para elevar a renda familiar, que antes nunca ................ R$ 120 mensais, ela está feliz por ver dois de seus filhos – Tiago, 10 anos, e Peterson, 13 – longe das ruas. Antes eles .............. em encrencas. Tiago chegou a se envolver com drogas. Muitas vezes, .............. até dez dias na rua sem dar notícia. Peterson ................ pára-brisas nas esquinas da cidade. Hoje, os dois ............... na escola.
Até agora, 108 família já foram cadastradas em Campinas. A idéia do prefeito é “explorar” o programa para outras cidades brasileiras. Na Assembléia Legislativa paulista, o deputado Paulo Teixeira (PT) ............. Projeto propondo a adoção da idéia em todo o Estado. Satisfeito com a repercussão, o prefeito de Campinas não ............... a possibilidade de mau uso do dinheiro entregue às famílias. “Não posso evitar que alguém .............. bebidas com o benefício , por exemplo. Mas não vamos sacrificar a maioria honesta por culpar de uma minoria desleal.”

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)