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domingo, 17 de julho de 2011

Atividades com textos: Chapeuzinho Vermelho

Atividade 1
Em uma roda, a professora mostrará as imagens da história de “Chapeuzinho Vermelho” e pedirá aos alunos para ajudá-la a contar a história, tendo como base os desenhos.
O professor poderá xerocar as ilustrações de forma ampliada e afixá-las no quadro.





Atividade 2
Depois de relembrada a história, o professor deverá conversar com os alunos. Para tanto, poderá ter como base as seguintes questões:
1. Vocês já imaginaram uma “Chapeuzinho” diferente?
2. Como ela seria? Vermelha?
3. Onde ela moraria?
4. Seria uma boa menina?
5. Teria uma vovó?
6. Morreria de medo do lobo?
Importante: estes questionamentos servem para o professor aguçar a criatividade dos alunos quanto à nova história que apresentará. Por isso, é importante deixar os alunos à vontade para usarem a criatividade.

Atividade 3
Neste momento, o professor falará aos alunos que conhece uma história um pouco diferente da história da “Chapeuzinho Vermelho”. É uma história que tem uma “Chapeuzinho”, no entanto, ela não é “Vermelha”; é “Amarela”. Logo, indagará:
• “Será por que a história que eu vou contar a vocês tem uma “Chapeuzinho Amarelo”?
Apresentar o livro.
Pode ser o ebook disponível em: http://blog.mafaldacrescida.com.br/?p=30 Acesso em 16/10/09

Chapeuzinho Amarelo

Era a chapeuzinho amarelo.
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa não aparecia.
Não subia escada,
Nem descia.,
Não estava resfriada,
mas tossia.
Ouvia conto de fada e estremecia.
Não brincava mais de nada,
nem amarelinha.
Tinha medo de trovão.
Minhoca,pra ela,era cobra.
E nunca apanhava sol,
porque tinha medo de sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada,
deitada ,mas sem dormir,
com medo de pesadelo.
Era a chapeuzinho amarelo.
(...)
Amarelo de medo.
Chico Buarque de Holanda.

Atividade 4
Conhecida a história da “nova Chapeuzinho”, o professor pedirá aos alunos que ilustrem as partes da narrativa assim como ele mostrou no início da aula, com a história da “Chapeuzinho Vermelho”.
Importante: o professor pode determinar junto com os alunos quantas e quais as partes seriam interessantes ilustrar. Depois, daria uma folha A4 para cada parte. Assim, se definirem 5 cenas, teriam os alunos 5 folhas ilustradas que, posteriormente, poderiam ser transformadas em um pequeno livro e disponibilizado na biblioteca da escola para outras turmas.

Aula 2
Atividade 1

Nessa aula, a professora levantará diferenças e semelhanças entre as duas histórias: “Chapeuzinho Vermelho” e “Chapeuzinho Amarelo”. Para tanto, deverá propor a elaboração de proposições e dividir a turma em dois grupos para responder as assertivas em verdadeiras ou falsas. Exemplo:
• Sobre a história da “Chapeuzinho Vermelho”:
( ) O lobo come a vovó da Chapeuzinho.
( ) A Chapeuzinho sonhava com o lobo?
( ) Chapeuzinho vai levar picolés à vovó?
( ) Chapeuzinho encontrou com o lobo a caminho da casa da vovó.
( ) O lobo é muito sabido.
( ) O lobo se disfarçou de vovó da Chapeuzinho.
( ) A vovó foi resgatada pelo Corpo de Bombeiro.
( ) Chapeuzinho era uma menina muito sabida e não tinha medo do lobo.
( ) O lobo insiste com Chapeuzinho que é um lobo para ela ficar com medo dele.
( ) A Chapeuzinho é uma menina muito custosa.
• Sobre a história da “Chapeuzinho Amarelo”:
( ) O maior medo da Chapeuzinho era o lobo.
( ) A Chapeuzinho foi levar doces para sua vovó.
( ) O lobo morava num buraco da França.
( ) Não se sabe como Chapeuzinho encontrou com o lobo.
( ) A boca do lobo era muito grande.
( ) Assim que Chapeuzinho encontrou o lobo, foi perdendo o medo.
( ) O lobo gostou de saber que Chapeuzinho não tinha medo dele.
( ) O lobo da Chapeuzinho acabou se transformando num bolo.
( ) Chapeuzinho deixou de ter medo do lobo depois que encontrou com uma lebre.
( ) A vovó de Chapeuzinho foi engolida pelo lobo.

Atividade 2
Terminado o jogo, o professor pedirá aos alunos para escreverem uma história. Para tanto deverão se colocar no lugar da Chapeuzinho Amarelo e relatar os medos que teriam. Esta história pode ser escrita em prosa ou em forma de poema e deverá passar por reescritas até ser postada no mural da escola.

Importante: o professor incentivará os alunos a relatarem seus medos e anseios. Assim, poderá contribuir para uma produção detalhada e cheia de sentimentos.

Recursos complementares: Filme: “Deu a louca na Chapeuzinho” e “A garota da capa vermelha”.

Essa atividade é interessante, porque o professor poderá explicar aos alunos que muitas outras releituras podem ser feitas a partir de uma história. Poderá confirmar essa afirmação por meio da narrativa que os próprios alunos criarão acerca da Chapeuzinho Amarelo. Logo, esta atividade propicia o início do trabalho com o intertexto.

Avaliação
Os alunos serão avaliados conforme sua contribuição no momento em que o professor requisita: a contagem da história do “Chapeuzinho Vermelho”; o levantamento de hipóteses sobre a “Chapeuzinho Amarelo”; a ilustração da história de Chico Buarque e o momento do jogo sobre as duas histórias. Na avaliação serão então privilegiados: o raciocínio cronológico para contar a história bem como a presença dos elementos que compõem a narrativa (narrador, espaço, tempo, personagens, lugar); a capacidade criativa para elaborar hipóteses; o empenho na composição dos desenhos e a habilidade para comparar os dois enredos.

Um comentário:

  1. por favor poderia me mandar por email que versão é essa? com título, editora e ano do livro em que essas imagens estão. cacaistz@hotmail.com. muito obrigada desde já!

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)