Seguidores: é só clicar em seguir! Não precisa ter blog, só qualquer end. do Google.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Texto, interpretação, pontuação

Elefantes

Os elefantes são os maiores dentre os animais terrestres. Há duas espécies de elefantes: o elefante africano e o asiático.
Os elefantes vivem em pequenas famílias chamadas de clã. Cada clã tem algumas fêmeas adultas, com suas crias e outros elefantes ainda jovens. A fêmea maior e mais velha é quer-n dirige o clã. Os elefantes machos vivem sozinhos ou têm seus grupos separados. Juntam-se às fêmeas na época do cio.
Depois de dar à luz, a mamãe elefante alimenta seu bebê com seu leite várias vezes ao dia. Este se mantém sempre junto dela durante os primeiros meses de vida, andando quase sempre por entre as duas patas da mãe para maior proteção.
A alimentação do elefante adulto é composta por aproximada- mente 250 a 320 quilos de folhas, frutos e raízes. Essa quantidade de alimentos corresponde a mais ou menos um quilômetro quadrado de vegetação raia. Além disso, precisam beber 110 a 190 litros de água por dia, sem falar na água do banho.
É por isso que, para não dizimar a vegetação de um lugar, os elefantes estão sempre viajando.
Os elefantes mais velhos e doentes, geralmente, retiram-se do grupo principal e formam sua própria manada. Com eles vão alguns elefantes jovens, que lhes fornecem ajuda para procurar comida e proteção contra outros animais.
Quando estão quase à morte, esses elefantes velhos e doentes procuram lugares calmos onde possam conseguir agia e comida com mais facilidade. Os mortos ficam por ali, o que deu a falsa impressão de que existiriam “cemitérios de elefantes.”
Os elefantes jamais morrem por ataque de outros animais, sendo o homem o seu maior inimigo.
(COMO vivem os animais.São Paulo: Abril: [s/d.]. p. 3-4.)

1- Quais são as principais informações que o texto nos traz sobre os elefantes?
2- Quais são as espécies de elefantes que existem?
3- Existem realmente cemitérios de elefantes? Comente, com base nas informações trazidas pelo texto.
4- De que modo os elefantes demonstram que respeitam a natureza?
5- Você já viu algum elefante pessoalmente ou só por imagens? Comente.

6- Na linha 2, os dois pontos estão sendo usados para:
( ) introduzir uma fala de personagem.
( ) introduzir uma explicação.

7- Pontue as frases a seguir, usando os dois pontos, com o mesmo objetivo apontado no item 6, onde for necessário:
a) As famílias de elefantes são formadas por estes componentes algumas fêmeas adultas, suas crias e outros elefantes ainda jovens.
b) A alimentação do elefante adulto é composta por três elementos básicos folhas, frutos e raízes.
c) Há bandos de elefantes formados por outros elementos três elefantes mais velhos e doentes e elefantes mais jovens.

8 - Observe bem as frases a seguir:
Depois de dar à luz, a mamãe elefante alimenta seu bebê com seu leite várias vezes ao dia.
Várias vezes ao dia, a mamãe elefante alimenta seu bebê seu leite depois de dar à luz.
Agora responda.
8.1 As expressões sublinhadas dão idéia de lugar ou de tempo?
8.2 O que você pôde perceber que aconteceu com o uso da vírgula nas duas frases? Tem algo a ver com a posição em que as expressões sublinhadas se encontram? Comente.
8.3 - Use a vírgula nas frases a seguir, quando se fizer necessária.
a) Os elefantes machos adultos juntam-se às fêmeas na época do cio.
b) Na época do cio os elefantes machos adultos juntam-se às fêmeas.
c) Durante o período de um dia um elefante precisa beber de 110 a 190 litros de água.
d) Um elefante precisa beber de 110 a 190 litros de água durante o período de um dia.

9- Agora observe estas frases:
Para não dizimar a vegetação de um lugar, os elefantes estão sempre viajando.
Os elefantes, para não dizimar a vegetação de um lugar, estão sempre viajando.
Os elefantes estão sempre viajando para não dizimar a vegetação de um lugar.
Quando estão quase à morte, esses elefantes velhos e doentes procuram lugares calmos onde possam conseguir água e comida com mais facilidade.
Esses elefantes velhos e doentes, quando estão quase à morte, procuram lugares calmos onde possam conseguir água e comida com mais facilidade.
Esses elefantes procuram lugares calmos onde possam conseguir água e comida com mais facilidade quando estão quase à morte.
Agora responda:
O que você pôde perceber com relação ao uso da vírgula nessas frases? Tem algo a ver de novo com a posição de certas expressões na frase? Comente, procurando dizer que tipos de idéias são por elas expressas.

10- Reescreva as frases a seguir, trocando de posição os elementos possíveis e pontuando com vírgula onde for preciso. Procure tomar como base as frases do item 9.
a) O bebê elefante anda quase sempre por entre as patas da mãe para que fique mais protegido.
b) Os elefantes retiram-se do grupo principal e formam sua própria manada quando ficam mais velhos e doentes.

11- Procure saber mais sobre o elefante africano e o asiático. Escreva um texto mostrando o resultado de sua pesquisa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Loading...

professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)