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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

História do Halloween

Halloween

História do Halloween e porque há tanta polêmica sobre deixar ou não que a data seja celebrada na escola.

Muitas pessoas acreditam que o Halloween seja somente uma festa em comemoração ao Dia das Bruxas, uma festa macabra ligada a personagens estranhos, tais como fantasmas, monstros, abóboras e animais pegajosos.
É por falta de conhecimento histórico e cultural a respeito do tema que, por muitas vezes, esta data é marcada pelo preconceito e medo por parte de professores, pais, alunos e diretores de escolas. Existem escolas que até proíbem as manifestações artísticas dos alunos e professores de inglês, impossibilitando a expansão e o contato dos alunos brasileiros com a cultura de outros povos.
Assim como existem as comemorações típicas no Brasil, tal como o carnaval e as festas juninas, é importante que exista, dentro do ensino de línguas nas escolas, a divulgação e a troca cultural entre as comemorações e os eventos que acontecem em outros países, tais como Valentine’s Day, Thanksgiving Day, Halloween, entre outros.
Segundo a origem do Halloween, entre os anos de 600 a.C. e 800 d.C., esta data não tinha relação com bruxas, abóboras e fantasmas. Na verdade era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain*, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro, que marcava o fim do verão.
Para os celtas, o fim do verão era considerado como a virada do ano novo, porém com um sentido mais sagrado, pois durante este período eles consideravam que o "véu" entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue.
O Samhain era comemorado por volta do dia 1º de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses, pois para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Trick or treat?
* Samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta.
Após conhecer o histórico do Halloween, algumas dúvidas entram em questão:
1 - Se o Halloween nada tinha a ver com o dia das bruxas e tinha o nome de Samhain, como ele passou a se chamar Halloween?
Existem algumas hipóteses destacadas pelo site Wikipedia:
a) O Samhain era comemorado na noite de 31 de outubro para 1º de novembro, ou seja, a noite sagrada para os celtas ocorria neste período. Em inglês, “noite sagrada” significa hallow evening, mas com o tempo este termo sofrendo alterações, até se chegar ao nome atual: Hallow Evening -> Hallowe`en -> Halloween.
b) Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhaininstituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows` Eve.
2 - Como um festival que marcava o fim do verão, passou a ser relacionado com bruxas e afins?
Segundo o site do Wikipedia, a relação da comemoração do Halloween com as bruxas propriamente ditas, teria começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.
Essa designação se perpetuou e a comemoração do Halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no Século XIX, ficou assim conhecida como "Dia das Bruxas", dando origem ao dia da bruxa ficando assim como uma lenda histórica.
Os cristãos mais fiéis reprovam as comemorações. Os católicos consideram o Halloweeninclusive como uma afronta ao Dia de Todos-os-Santos, portanto resistem ao evento relacionando-o aos modismos provenientes da cultura consumista norte-americana.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)