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sábado, 27 de outubro de 2012


01. Quero saber por que estou assim. (pergunta indireta)
02. Foi reprovado e não sabe por quê. (por qual motivo)
03. Por que você está tão aborrecida? (pergunta direta)
04. Não vais à aula por quê (razão)?
05. Paulo não veio à aula porque (pois = explicação) não tem caderno.
06. Ignora-se o porquê (substantivo) da sua renúncia.
07. São ásperos os caminhos por que (pelo quais) passei.
08. Não veio à aula porque não tem caderno? (perg. propondo resp.)
09. Não foi ao baile, porque (pois) não tinha roupa.
10. Não se sabe por que (por qual coisa) estavas interessado.
11. Quero saber por que foste reprovado. (pergunta indireta)
12. Por que os países vivem em guerra? (pergunta direta)
13. Quero saber o porquê (substantivo) de sua decisão.
14. Por que (por quais) sinais o reconheceram? (pergunta direta)
15. Não sei por que (por qual) motivo ele deixou o emprego.
16. Ele não viajou por quê? (frase interrogativa)
17. Eram os nomes de solteiras por que (pelos quais) as havia chamado.
18. Eis por que (por qual razão) o trânsito está congestionado.
19. Ele viajou porque (uma vez que) foi chamado para a reunião.
20. Lutamos porque (para que) haja maior justiça social.
21. Ele deve estar em casa porque (pois) a luz está acesa.
22. Estávamos ansiosos porque (para que) ela voltasse.
23. Este é o caminho por que (pelo qual) seguiu.
24. A professora quer um porquê (substantivo) para tudo isso.
25. Mataram a cobra porque (pelo qual) a criança fora picada.
26. Estava triste sem saber por quê. (por qual motivo)
27. Paulo não veio à aula porque (pois) não tem caderno.
28. O diretor nos advertiu e perguntamos por quê. (por qual motivo)
29. Muitos protestaram, mas não havia por quê. (motivo)
30. Vocês brigaram, meu Deus, por quê? (pergunta direta)
31. Chegue cedo (pois) porque o estádio vai ficar lotado.
32. O espetáculo foi cancelado porque (uma vez que) chovia muito.
33. É um drama por que (pelo qual) muitos estão passando.
34. Ele não foi porque (pois) estava doente.
35. Abra a janela porque (pois) o calor está insuportável.
36. Parou por quê? (frase interrogativa)
37. Se ele mentiu, eu queria saber por quê? (por qual motivo)
38. Por que você não foi? (frase interrogativa)
39. Gostaria de saber por que você não foi. (pergunta indireta)
40. Só eu sei as esquinas por que (pelas quais) passei.
41. A situação se agravou porque (já que) muita gente se omitiu.
42. Dê-me ao menos um porquê (substantivo) para sua atitude.
43. Você tem coragem de perguntar por quê?! (pergunta direta)
44. Por que você agiu daquela maneira. (pergunta indireta)
45. Indaguei o porquê (substantivo) do seu mau humor.
46. Não se sabe por que (por qual razão) tomaram tal decisão.
47. Não sei por quê? (frase interrogativa)
48. Não julgues porque (para que) não te julgues.
49. Creio que os porquês (substantivo) mais uma vez não vieram à luz.
50. Não é fácil encontrar o porquê (o motivo) de toda essa confusão.
51. Por que (motivo) ninguém apareceu até agora?
52. Lutamos porque (para que) um dia este país seja melhor.
53. O túnel por que (pelo qual) deveríamos passar desabou ontem.
54. Claro. Por quê? (frase interrogativa)
55. Não sei o porquê! (substantivo)
56. Por que (por qual motivo) há poucas escolas no país?
57. Não sei por que (por qual motivo) há poucas escolas no país.
58. A chance por que (pela qual) esperava é essa.
59. O avião não decolou por quê? (por qual razão) 

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)