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domingo, 16 de dezembro de 2012

Combinados para a sala de aula



Apesar de estarmos de férias, percebo que muitos professores estão como loucos atrás de atividades e dicas preciosas para as suas aulas, preparando combinados e atividades para a primeira semana de aula.
Bom, como já falei em outro post, acho que a dica mais importante é relaxar e curtir a família. É isso que estou fazendo, assistindo Friends, estudando inglês, lendo dicas para aprimorar meu vocabulário, brincando de Letroca, assim, como não tive “money “ para viajar, faço coisas boas e sinto que realmente estou de férias.
Gostaria de contribuir um pouco com quem está nessa correria e deixar uma reflexão.
Na pós graduação, quando estava trabalhando com grupo de pais, estudamos com a psicóloga Conceição Reis sobre terapia comportamental. Nas sessões com os pais, percebi que o quanto eles estão preocupados com o que os filhos fazem de errado, não conseguem elogiar, aliás, muitos não sabem elogiar e, ao transferir isso para a sala de aula, vemos que o mesmo acontece conosco.
A nossa sociedade é uma sociedade muito punitiva. Estamos muito acostumados a olhar o que o outro faz de errado e com isso vivemos com nosso olhar naquele aluno indisciplinado, o tempo todo corrigindo-o. Segundo pesquisas, essa atitude reforça o comportamento inadequado.
Quando uma criança se comporta de forma inadequada, na realidade está fazendo coisas para chamar a atenção, ninguém gosta de ser ignorado, principalmente as crianças, esse é o motivo pelo qual devemos elogiar seus comportamentos positivos e ignorar, na medida do possível, seus maus comportamentos.
Assim como os comportamentos de birra das crianças, tomo por exemplo uma cena que todos conhecem: a criança vai ao mercado com a mãe, quer algo e, se a mãe não der, se não for atendida, joga-se no chão esperneando-se. Se ela conseguir o que quer com esse comportamento, é exatamente assim que ela irá se comportar sempre que for com a mãe ao mercado e quiser alguma coisa, com o agravante que pode transferir esse tipo de comportamento para tudo o que ela quiser.
Teremos resultados melhores através da educação positiva do que pela repressiva. É importante não começar pelos erros, mas pelo positivo, pelo incentivo, pelo elogio. Por exemplo: Se um aluno fica o tempo todo em pé e o professor, todas as vezes que ele ficar em pé, fala que ele deve sentar, estará sem perceber reforçando esse comportamento, pois essa é uma atitude da criança para chamar a atenção do professor. O ideal é que o professor peça ao aluno que sente e, quando ele sentar, ir até ele e elogiá-lo pelo comportamento correto.
Falando não parece tão difícil, ops.. lendo, mas faça, pra você ver o quanto estamos despreparados para esse tipo de atitude, exige treino, eu apliquei em minha sala de aula e o resultado foi muito satisfatório. Vale a pena tentar! A utilização do elogio, após um comportamento adequado do aluno, é uma excelente forma de criar relações bem sucedidas.
Então, faça um novo combinado esse ano, use elogios!
Susana Sol
Owner do Grupo Professores Solidários

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)