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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Reflexão: Faço na prática o que prometo?

Fábio Torres

Talvez você se lembre de alguém que prometeu algo e nada fez para cumprir o acordado, promessas que, por falta de planejamento e foco no resultado, passam a ficar somente no discurso. Há pessoas que prometem muito, mas que esquecem o que foi acordado – estudantes que prometem melhores notas; gerentes e supervisores que prometem melhorar o ambiente de trabalho; profissionais que, na sexta-feira, ao terminar o expediente, assumem o compromisso de chegarem mais motivados na segunda-feira, mas esquecem o que prometeram. Para não ser uma dessas pessoas, veja, a seguir, as dicas do palestrante motivacional Dalmir Sant’Anna, autor dos livros Oportunidades e Menos pode ser Mais (Editora Odorizzi) e do DVD com o tema “Comprometimento como Fator de Diferenciação”.

Por que cumprir
Quando um profissional demonstra ser comprometido com suas atribuições, busca a melhoria contínua no trabalho e também com os compromissos assumidos. A falta de dedicação com suas metas resulta em prometer e nada fazer acontecer.

Como agir
Faça uma lista de prioridades. Ela pode ser escrita à mão, impressa, disponibilizada no seu computador ou no próprio celular. O importante é que esteja em um local de rápido acesso e que permita monitorar seu desempenho. Siga estes passos: escreva uma lista das atividades que você quer realizar; em seguida, estabeleça prioridades de acordo com cada dia ou semana; finalmente, busque cumprir cada meta estabelecida.

Monitore sempre
Lembre de colocar em prática o que prometeu e realize o exercício de monitorar sua evolução, pois, desta forma, você irá perceber que evitou atropelos e conseguiu cumprir com organização e perseverança as promessas feitas.

Motive-se para evoluir
Para ser um profissional de sucesso, é imprescindível intensificar o desejo de fazer a diferença, permanecer atento às informações e oportunidades a sua volta e investir em renovação tecnológica, desenvolvimento de competências, administração do tempo, além de exercitar sua visão de futuro.

Prometa menos e faça mais
Note que antes de prometer algo, você tem o livre-arbítrio de dizer sim ou não. Perceba que pessoas que prometem e nada fazem somente contam com uma palavra para justificar sua falha: desculpas.
Texto publicado originalmente na edição de setembro de 2011 da revista Profissão Mestre.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)