Seguidores: é só clicar em seguir! Não precisa ter blog, só qualquer end. do Google.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ortografia para 5º e 6º anos/ folclore

Leia a lenda folclórica da região Norte do Brasil.
No total, há QUINZE erros de ortografia. Encontre todas as palavras com erros e circule-as e escreva a palavra corretamente no caderno.

Cobra Honorato

                  “Cobra Honorato é uma lemda conhecida do folclore amazônico. Conta a lenda que, em uma tribo, uma índia engravidou da Boiúna (sucuri) e deu à luz duas crianças gêmeas que, na vedade, eram  cobras.  O  menino recebeu o nome de Honorato e a menina foi  xamada de Maria Caninana.
           A índia consultou o pagé para saber se devia matá-los e decidil deixá-los à margem do rio Tocantins, onde ficaram ‘encantados’.
           Lá no rio eles se criaram sozinhos como cobras. Honorato era bom, mas sua irmã era muito perverça. Afogava banhistas, naufragava embarcações, asombrava viajantes e atacava animais. Eram tantas as maudades por ela praticadas, que Honorato acabou por matá-la para colocar um fim às perversidades.
          Honorato, em algumas noites de luar, perdia o encanto e adquiria a forma umana, transformando-se num belo rapas, deixando as águas para levar uma vida normal na terra. Ele adorava a danssa e aparecia sempre em bailes ribeirinhos, encantando a todos com sua elegância.
          Nas margens do rio ficava sua pele enorme de cobra, esperando por sua volta. O encanto só se quebraria se alguém tivesse coragem de derramar leite na boca da enorme cobra e fazer um ferimento na cabessa até sair sangue, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro.

                  Um dia, um soldado arojado do Pará conseguiu libertar Honorato da maldição. Colocou leite em sua boca e o feriu com um golpe de çabre. Honorato deixou de ser cobra d’água e pôde viver em terra, como um homem normau.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Loading...

professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)