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terça-feira, 8 de julho de 2014

Atividades de exploração da escrita 1


ATIVIDADE 01

· O dinamizador divide a turma em grupos e espalha gravuras desconexas (de 05 a 08 gravuras) e solicita a formação de uma sequência. Posteriormente, oralmente ou por escrito, o grupo forma uma história e lê para os outros companheiros.

ATIVIDADE 02

· Distribuir folhas para todos. Cada um deverá produzir uma palavra gráfica; prender no quadro para que cada companheiro observe a produção dos outros. Em seguida, dividir a turma em grupos e, a partir das palavras obtidas, deverá ser formado um texto.


ATIVIDADE 03

Brincando com a palavra

· Material: folha de papel grande e caneta.

· Divididos em grupos, os alunos pensam numa palavra muito importante para cada um e escrevem-na num papel;

· Todos leem, em voz alta, as palavras escritas e, em comum acordo, cada grupo seleciona uma delas para usar na atividade;

· O dinamizador pede que escrevam em maiúsculas e no centro da folha o tema escolhido. Um tempo é estabelecido (15 a 20 minutos) para que os componentes registrem, sob forma de diagrama, o maior número de palavras que mantenham relações de sentido com aquela que foi escolhida. Ganha o jogo o grupo que apresentar o maior número de palavras.


ATIVIDADE 04

Inventando propagandas

· Anunciando sabonete – cada grupo deverá criar um pequeno texto comercial, promovendo a venda de sabonete, mas sem usar as seguintes palavras (nem sinônimos e derivados): banho, suave, higiene, sabonete, beleza, espuma, perfume, corpo, limpeza, fragrância.

· Anunciando xampu: como no anterior, o grupo não poderá usar as seguintes palavras: cabelo, macio, água, banho, chuveiro, condicionador, xampu.

· Anunciando pasta de dentes: como no anterior, o grupo não poderá usar as seguintes palavras: dentes, hálito, pasta, refeições, refrescante, cáries, dentrifício, boca, sabor, flúor, escova, dia.

Obs.: Conforme o número de participantes, o dinamizador poderá sugerir outros produtos ou permitir que mais de um grupo escolha o mesmo produto.

ATIVIDADE 05

Brincando com os provérbios – esta atividade pode ser feita em pequenos grupos ou individualmente. Os participantes deverão fazer adaptações criativas e cômicas dos provérbios sugeridos:

1. Quem rir por último, rir melhor.
2. Quem não tem cão, caça com gato.
3. Águas passadas não movem moinho.
4. Quem vê cara, não vê coração.
5. Quem dá aos pobres, empresta a Deus.
6. Os últimos serão os primeiros.
7. Devagar se vai ao longe.
8. Depois da tempestade vem a bonança.
9. Quem tudo quer, tudo perde.
10. Em terra de cego, quem tem um olho é rei.
11. Quem ama o feio, bonito lhe parece.
12. Alegria de pobre dura pouco.
13. Gato escaldado tem medo de água fria.
14. Em boca fechada não entra mosquito.
15. O pior cego é aquele que não quer ver.
16. Há males que vêm pra bem.
17. Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
18. Quem tem boca vai a Roma.
19. Antes tarde do que nunca.
20. Deus ajuda quem cedo madruga.
21. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
22. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé.
23. Quando um não quer dois não brigam.
24. Quem canta seus males espanta.
25. Devo, não nego, pago quando puder.
26. A pressa é inimiga da perfeição.
27. Cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça.
28. Amigado com fé casado é.
29. Um olho no padre, outro na missa.
30. Quem espera sempre alcança.
31. Diga-me com quem andas e te direi quem és.
32. Quem com porcos se mistura, farelo come.
33. Pra quem sabe ler um pingo é letra.
34. A cavalo dado não se olha os dentes.
35. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
36. Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.
37. Cachorro que ladra não morde.
38. Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
39. É melhor um pássaro na mão do que dois voando.
40. Onde come um comem dois.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)