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domingo, 19 de agosto de 2012

técnica de leitura: pausa protocolada


B) O Galo e a Raposa .
Faixa etária da Turma - Atividade destinada a alunos de 10/11 anos.
Eixos – Leitura e Oralidade.
Capacidades – Compreensão leitora: antecipação de conteúdos e forma do texto.
                        Desenvolver a escuta atenta e a compreensão.
Atividade – Pausa Protocolada (atividade que pode ser explorada com criança a partir dos 6 anos. Os textos devem ser escolhidos de acordo com o nível dos alunos.)
Duração – 30 minutos.
Número de etapas – 01.
Modos de agrupamentos – discussão em grande grupo, sobre orientação do professor.
Materiais necessários – texto em data show, texto em folha avulsa.

ATIVIDADE

O texto que leremos hoje é uma FÁBULA. Quem sabe o que é uma fábula? Que tipo de personagens encontraremos nesse texto?
O título do texto que leremos é O GALO E A RAPOSA. Seu autor é JEAN DE LA FONTAINE, um francês escritor de poemas e fábulas, que viveu entre os anos de 1621 a 1695.
Você conhece um galo? Se não conhece, você imagina como é um galo?

                                 

Você conhece uma raposa? Se não conhece, você imagina como é uma raposa?
     O que você acredita que pode ser tratado numa fábula com esse título?


1ª parte

Num galho, empoleirado, estava, atento e alerta, um galo vivido e sagaz.
__ Irmão __ diz com voz meiga uma raposa esperta

·        Você sabe o que significa “sagaz e vivido”?
·        O que a raposa perguntará para o galo?


2ª parte
__ Não sabe que estamos em paz?
É o fim daquela vida incerta de lutas e de medo. Enfim: trégua geral!
·        Você sabe o que significa a palavra “trégua”? Porque era que a raposa está propondo trégua?
·        O que a raposa vai pedir ao galo?

3ª parte
Vem dar-me um beijo fraternal. Vem logo, o tempo é curto. E quanto aos outros galos, incumbo a ti de ir avisá-los. Deixe de lado os medos vãos, pois agora somos...

·        Agora o galo e a raposa são o que?
·        Por que vocês acham isso?

4ª parte

Agora somos irmãos. É tempo de festa e de dança!
__ Desce com toda confiança, quero dar-te...

·        O que a raposa quer dar ao dar ao galo?

5ª parte

Quero dar-te um beijo na testa.
__ “Minha amiga” __ responde o galo...

·        O que o galo responderá para a raposa?
·        Será que o galo acreditará na raposa?
·        Baseado em que vocês acreditam que sim/não?
·        Aconteceu o que vocês imaginaram?
                                                            
6ª parte

Eu não podia imaginar notícia mais feliz do que esta!  Que festa! Que alegria! E que satisfação por ver que chegaste primeiro com esta boa nova. Teremos em breve uma prova da verdade, pois, a correr vejo daqui...

·        Quem vem a correr na direção do galo e da raposa?
·        Por que?

7ª parte

Vejo daqui a correr dois galgos que por certo estão trazendo a nós a comunicação desta notícia alegre. Vamos esperá-los para trocarmos beijos: cães, raposas, galos.

·        Você sabe o que são galgos?
·        O que a raposa responderá ao galo?

8ª parte

__ Outro dia talvez. Eu já me vou.
E dizendo isso se esgueirou para bem longe do caminho.

O que fez o galo depois que a raposa saiu?
Você sabe o que significa a palavra “esgueirou”?


9ª parte

O velho galo riu sozinho, pois o prazer é redobrado quando se vê ao fim o embusteiro logrado.

Você sabe o que é um embusteiro? – Aquele que é mentiroso, impostor.
Você sabe o que significa a palavra “logrado”? – Enganado com astúcia.

Conclusão

Ler oralmente o texto, sem pausa. Conversar sobre a fábula:

O que levou você a tais respostas?
A fábula teve o fim que você imaginava?

C)Licença, por favor
a) Em que sentido a palavra licença será usada no texto?
b) Provavelmente, que tipo de texto se seguirá?
c) Provavelmente, sobre que assunto o texto vai falar?

De camisa vermelha, calça branca, óculos escuros e cara de garotão de vinte anos, ele foi entrando por entre as
pessoas que se comprimiam na fila enorme.
- Com licença, minha senhora....licença senhora.
- Calma aí, ô moço. A fila é lá atrás.


a) Que fila será essa?
b) O moço conseguirá furar a fila?
c) Quem será esse “garotão”?
d) O que vai acontecer?
e) Com base em que conhecimentos você  respondeu  as perguntas acima?


   - Bem...é que eu...
  - Não tem bem nem mal _ protestou a senhora, se quiser consultar, tem que fazer como todo mundo: entrar na fila. Ou o senhor acha que é mais bonito que os outros?
   - Não...não é isso...é que eu..._tentava explicar, um pouco confuso, o garotão.


a) Por que ele queria furar a fila?
b) Como reagirão as demais pessoas que estão na fila?
c) O que acontecerá com o furão?

- É isso aí dona. Não deixa furar não _ gritou um sujeito com cara de fome, o penúltimo da fila.
      - Manda o bonitão lá para trás! _ emendou outro.
      - Tudo certo, minha senhora, mas acontece que vou entrar. E se não deixarem passar, não vai haver consulta pra ninguém.

a) Por que o furão quer  passar na frente de todas as pessoas?
b)Ele continuará a insistir?
c) Que motivos você imagina que ele tenha para querer passar na frente das pessoas?
d) O que vai acontecer?

- Agora já é demais. O senhor está pensando o quê? Acha que é o Papa? Presidente da República? Delegado? Rainha da Inglaterra? Técnico da Seleção?

a) Quem será o furão da fila, afinal de contas?

- Não....não....quem me dera! _ respondeu rindo o furão. _ Eu sou apenas o médico e, se os senhores e as senhoras permitirem, vou entrar nesta sala, trocar de roupa e começar atender as consultas. Com licença, por favor...



D) A Lenda do Gachorro

5. EXEMPLIFICAÇÃO: A ATIVIDADE: pausa protocolada O TEXTO: A lenda do gachorro Nós, os leitores, recorremos a uma série de estratégias no trabalho de construção de sentido.
6. A LENDA DO GACHORRO O que esse título sugere? O que chama atenção nesse título?
7. O título Focalizando o título, atentemos para as palavras gachorro : gachorro : que sentidos podem ser construído para essa palavra ? Essa palavra é encontrada em dicionários ? elemento constitutivo do texto cuja função é, geralmente, chamar a atenção do leitor e orientá-lo na produção de sentido.
8. O autor : GUTO LINS – é escritor e ilustrador O suporte textual : jornal Folha de São Paulo – caderno Folhinha Qual é o provável leitor do caderno Folhinha do jornal?
9. Com previsões motivadas pelo título, podemos iniciar a leitura do texto, prosseguindo a atividade de leitura e produção de sentido. Um caminhão desavisado derrapou no chão ensaboado, de orvalho e barro esburacado, e acabou virado de lado. O que a leitura desse trecho nos apresenta ? Podemos estabelecer alguma relação entre ele e o título do texto? As previsões e hipóteses levantadas inicialmente podem ser confirmadas? O que poderia conter nesse caminhão? Será que alguém ficou ferido? Que hipóteses podem ser levantadas para a continuidade do texto? Vamos ler mais um trecho do texto.
10. Nenhum ferido ou machucado, e o caminhão só um pouquinho amassado. Mas, da carga, não sobrou nada, dúzias de ovos espalhados pela estrada. Os que não se quebraram abasteceram a vizinhança de omeletes variados e gemada pras crianças. Mas teve um ovo ainda novo, que escapou com casca e tudo. Caiu na grama o sortudo, rolou ribanceira abaixo e aterrissou bem embaixo de um sono quentinho e peludo.
11. No trecho em destaque, o que chama a nossa atenção? Que hipóteses levantadas para a continuidade do texto se confirmaram? Alguém ficou ferido? O que o caminhão levava? Observe estes trechos : “ Mas teve um ovo ainda novo, que escapou com casca e tudo. “ O que significa “ escapar com casca e tudo”? “ Caiu na grama o sortudo, rolou ribanceira abaixo e aterrissou bem embaixo de um sono quentinho e peludo .” Por que o ovo foi sortudo? Embaixo de quem o ovo aterrissou?
12. Então, o que acontecerá desse trecho para frente? Que hipóteses podem ser levantadas para o sequência do texto?
13. E o dono do sono dormiu pra cachorro, quer dizer, pra cadela. E teria ficado na dela, preguiçosa sem mais tamanho, se não fosse esse caroço estranho ... Caroço ?!? O que a leitura do trecho acrescenta? Alguma hipótese se confirmou? Qual? Como podemos compreender a expressão “dormir pra cachorro”? Qual será a atitude da cadela?
14. Vamos ler mais um trecho da texto: “ Levantou mais que depressa e ficou chocada à beça. “ O que acontecerá? O que é ficar chocada à beça?
15. Vamos prosseguir a leitura para verificação e confirmação(ou não) das hipóteses “ Já estava fazendo um ninho com folhas secas e carinho, quando viu a vida rachando de nova, abrindo caminho bem na frente do seu focinho e piando : "Mamãe!" A leitura do texto nos confirma que a cadela aceitou e chocou o ovo! Mas, o que acontecerá quando ela vir um pintinho piando?
16. E agora? Como uma cadela vai criar um pintinho? O filhote virou um frangote, que não parava o tempo inteiro. Quando não ciscava no terreiro, corria atrás dos carros, enterrava comida no canteiro ou tentava morder os pés do carteiro. Sem pena. Quando virou um galo formoso, cismou cantar de galo e virar cantor famoso. É possível um frangote enterrar comida no terreiro, correr atrás dos carros, enterrar comida no canteiro ou tentar morder os pés do carteiro? Que relação podemos estabelecer entre esses fatos e o gênero textual “conto”? Que hipóteses podemos levantar para a continuidade do conto?
17. Mais um trecho do conto: Estufou o peito penudo preparou a voz de veludo e, com o coração a mil, abriu o bico e... “ abriu o bico e...” O que aconteceu? O galo conseguiu cantar? Virou cantor famoso? Terá a história um final feliz?
18. O final do conto: “ abriu o bico e ... latiu. Isso mesmo: au-au em alto e bom tom. Embora contra a natureza, não foi nenhuma surpresa. A partir daquele dia, toda noite ele latia. Varando a madrugada e acordando a cachorrada.” Temos que confessar que por essa ninguém esperava, não é? Por que o galo latiu? Observe “ Embora contra a natureza, não foi nenhuma surpresa.” Como podemos compreender esse trecho do texto ? Podemos dizer que a história teve um final feliz? Por quê? Por que o título do texto é a lenda do gachorro ?
19. Sistematizando... Na atividade de leitores ativos, estabelecemos relações entre os nossos conhecimentos anteriormente constituídos e as novas informações contidas no texto, fazemos inferências, comparações, formulamos perguntas relacionadas com o seu conteúdo . Mais ainda, processamos, criticamos, contrastamos e avaliamos as informações que nos são apresentados, produzindo sentido para o que lemos.
20. IV - Atividades de produção de texto Após a leitura do miniconto “A lenda do gachorro” e sua exploração, tanto oral quanto escrita, pode-se sugerir que as crianças produzam novas histórias de animais que foram criados por “pais adotivos”. A proposta será a montagem de uma coletânea, ou portfólio, em que essas histórias serão colecionadas e lidas pelos outros alunos da escola. A produção dos textos poderá ser feita de 2 maneiras: 1ª) caso as crianças ainda não estejam escrevendo com desenvoltura, a professora discutirá com eles a nova proposta, escolhendo os novos personagens e será a escriba dos alunos, escrevendo a história no quadro; posteriormente, os alunos copiarão o texto ditado por eles e escrito pela professora.
21. Atividades de produção de texto 2ª) caso os alunos já estejam escrevendo (mesmo que com problemas ortográficos), cada um escolherá novo personagem e produzirá a sua história que será posteriormente, corrigida pela professora e devolvida ao autor, com comentários sobre os problemas encontrados nela.
22. Correção dos textos dos aprendizes Na correção dos textos produzidos pelos alunos, o professor deverá considerar duas dimensões: a dimensão discursiva e a dimensão linguística . Na dimensão discursiva, avalia-se se o aluno entendeu a proposta feita no que se refere ao gênero proposto (história de animais), aos destinatários (colegas da escola) e ao tema e propósito (produzir uma história, parecida com o texto lido mudando os personagens). Na dimensão linguística , são observados os seguintes aspectos: ortografia, o uso de letras maiúsculas (especialmente em início de frase e em nomes próprios), pontuação (em especial o ponto final da frase), a acentuação gráfica e alguns casos de concordância verbal e nominal.
23. Correção dos textos dos aprendizes Essa forma de correção permite à professora saber se a criança domina as duas dimensões, se domina apenas uma delas ou se não domina nenhuma. Os dados obtidos, após a correção dos textos dos alunos, terão grande validade se a professora os utilizar como diagnóstico , possibilitando que ela perceba o que seus alunos já dominam e o que precisa ser ainda trabalhado. Além de diagnosticarem a escrita, esses dados mostram à alfabetizadora em que ponto do processo os aprendizes se encontram, permitindo a ela buscar estratégias para que eles avancem.



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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)