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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Avaliação de leitura e interpretação -5º ou 6º ano com gabarito


A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
– Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.

Andrade, Carlos Drummond de. A incapacidade de ser verdadeiro. In ANDRADE, Carlos Drummond de etc. e tal. Deixa que eu conto. São Paulo: Ática, 2003. Literatura em minha casa, v. 2, p.44.

01. Quando Paulo chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas, a mãe 
(A) colocou-o de castigo.    (B) deixou-o sem sobremesa.
(C) levou-o ao médico.    (D) proibiu-o de jogar futebol.
02. A mãe de Paulo ficou preocupada com o filho porque ele: 
(A) machucou-se no pátio da escola.   (B) contava histórias criativas.
(C) desistiu de jogar futebol.    (D) queixou-se do médico.
03. A preocupação da mãe que a fez levar o filho ao médico deveu-se à
(A) fábula dos dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
(B) história do pedaço de lua, cheio de queijo no pátio da escola.
(C) passagem das borboletas pela chácara de Siá Elpídia formando um tapete voador.
(D) imaginação do menino ao criar suas histórias fantasiosas.
04. O parecer do médico "Este menino é mesmo um caso de poesia", sugere que Paulo
(A) agia dessa forma pelo excesso de castigo.     (B) brincava com coisas verdadeiras.
(C) era um menino imaginativo e criativo.           (D) estava precisando do carinho familiar.
05. Dona Coló castigava o filho porque acreditava que ele estivesse
(A) brincando.   (B) sonhando.   (C) mentindo.   (D) teimando.
06. O texto sugere que:
(A) mentira e teimosia andam juntos.   (B) mentira e fantasia são sinônimos.
(C) mentira e sonho parecem brincadeiras.   (D) mentira e imaginação são diferentes.

A LUA NO CINEMA


A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
Amanheça, por favor!


                      LEMINSKI, Paulo

07. De acordo com o poema "A lua no cinema", a estrela
(A) era pequena e solitária.                  (B) parecia grande na janela.
(C) tinha um namorado apaixonado.   (D) viveu uma bela história de amor.

08. O último verso "– Amanheça, por favor!" sugere que a lua
(A) achou o filme da estrela que tinha namorado engraçado.   (B) acreditava que a estrela era pequena e sem graça.
(C) desejava esquecer a história da estrela solitária.                 (D) gostava mais do dia do que da noite.

09. O texto "A lua no cinema" é um poema por usar
(A) orações.   (B) períodos.  (C) parágrafos.    (D) versos.

10. Da leitura do poema percebe-se que a estrela
(A) era um astro insignificante.   (B) era uma artista engraçada.   (C) tinha inveja da lua.   (D) tinha uma história feliz.

11. O poema trata
(A) da solidão.   (B) da tristeza.    (C) da amizade.   (D) do ciúme.


PROCURA-SE!
Os beija-flores ou colibris estão entre as menores aves do mundo e são as únicas capazes de ficar voando no mesmo lugar, como um helicóptero, ou de voar para trás. Para isso, porém, as suas pequenas asas precisam movimentar-se muito depressa, o que gasta muita energia. Assim, eles precisam se alimentar bastante, e algumas espécies podem comer em um único dia até oito vezes o seu próprio peso. Uau!
O balança-rabo-canela é um beija-flor pequeno que pesa apenas nove gramas e só existe no Brasil. Ele tem as costas esverdeadas e a parte de baixo do corpo na cor canela, com um tom mais escuro na garganta. As penas da cauda, por sua vez, são de cor bronze e têm as pontas brancas. A ave possui ainda uma fina listra branca em cima e embaixo dos olhos.
Assim como os outros beija-flores, o balança-rabo-canela geralmente se alimenta de pequenos insetos, aranha e néctar, um líquido doce produzido pelas flores. Para sugá-lo, essas aves têm uma língua com ponta dupla, que forma dois pequenos canudos.
É comum os beija-flores ficarem com os grãos de pólen das flores grudados nas penas e no bico depois de sugarem o néctar. Assim, acabam levando-os de uma flor a outra, à medida que seguem seu caminho. Como as flores precisam do pólen para produzir sementes, os beija-flores, sem querer, ajudam-nas ao fazer esse transporte e acabam beneficiados também: afinal, o néctar das flores é um dos seus alimentos.
Os beija-flores enxergam muito bem, e muitas flores possuem cores fortes, como vermelho ou laranja, para atraírem a sua atenção. Embora muito pequenas, essas aves são muito valentes e sabem defender seus recursos, como as flores que utilizam para se alimentar. Assim, alguns machos podem até expulsar as fêmeas da sua própria espécie caso elas cheguem perto da comida. Na luta pela sobrevivência parece não haver espaço para gentileza: machos e fêmeas geralmente se juntam apenas na época da reprodução.
O balança-rabo-canela coloca seus ovos de setembro a fevereiro e choca-os durante 15 dias. A fêmea é quem constrói o ninho e também cuida dos filhotes por quase um mês após o nascimento para que eles consigam sobreviver sozinhos.
O pequeno balança-rabo-canela está ameaçado de extinção por conta da destruição do ambiente onde vive, ou seja, do seu habitat. As matas que servem de lar para essa ave estão sendo destruídas de maneira acelerada para a criação de animais, o cultivo de alimentos, a instalação de indústrias e pelo crescimento das cidades. Portanto, precisamos preservá-las para que esse belo beija-flor não desapareça para sempre.
FONSECA, Lorena

12. O balança-rabo-canela é um beija-flor que
(A) pesa apenas nove gramas.    (B) põe ovos o ano inteiro.  (C) possui uma lista branca nas asas.
(D) tem as costas cor de bronze.

13. Em "Assim, acabam levando-os de uma flor a outra, à medida que seguem seu caminho", o termo destacado refere-se a
(A) brotos em geral.  (B) colibris pequenos.  (C) grãos de pólen.  (D) insetos comestíveis. 

14. O balança-rabo-canela, depois de sugar o néctar,
(A) alimenta-se de insetos variados.  (B) auxilia as fêmeas na criação dos filhotes.
(C) contribui para a reprodução das flores.  (D) cuida dos filhotes por quase um mês.

15. Os beija-flores estão ameaçado de extinção porque
(A) comem até oito vezes o seu próprio peso.  (B) o ambiente em que eles vivem está sendo destruído.
(C) gastam muita energia para voar.   (D) têm de lutar constantemente por seus recursos.

16. O texto "Procura-se!"
(A) informa sobre o perigo de extinção dos beija-flores chamados de "balança-rabo-canela".
(B) inventa algumas características sobre os beija-flores chamados de "balança-rabo-canela".
(C) traz um relato de experiência científica com os beija-flores chamados de "balança-rabo-canela".
(D) anuncia que alguém está procurando beija-flores chamados de "balança-rabo-canela" para comprar.

!7. A questão central tratada no texto é
(A) a preservação dos beija-flores. estres.
(B) a reprodução de animais silvestres.
(C) o crescimento das cidades. D) o hábito alimentar das aves.

GABARITO:
 1A   2B   3D   4C   5C   6D   7A   8C   9D   10A   11A   12A   13C   14C   15B   16A   17A



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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)