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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Proposta Curricular EJA II – Ensino Fundamental Ciclos I e II (5ª a 8ª) Séries

Proposta Curricular EJA II – Ensino Fundamental
Ciclos I e II (5ª a 8ª) Séries
ÁREA – GEOGRAFIA
Entendendo o espaço de vida dos homens com um produto histórico, construído pela sociedade, cresce a importância do ensino de geografia, na medida em que propicia ao educando, futuro cidadão, o conhecimento crítico da realidade espacial e com isso, sua participação consciente e responsável no processo social de produção do espaço geográfico. Nesses termos, o ensino da geografia contribui diretamente para que os alunos venham a ser agentes ativos da construção do espaço. Concebendo a aprendizagem como um processo pessoal e intransferível, tem-se que cada educando constrói o seu conhecimento, a partir de situações didáticas propostas pelo professor, o responsável pelo ensino. Assim, conforme a afirmação de Paulo Freire de que “aprender é (re) construir pela descoberta” o aluno vai progressivamente construindo o espaço geográfico no plano de sua cognição, isto é, na esfera de seu conhecimento. Dessa maneira, configura-se o objetivo maior do ensino da geografia, que conjuga o plano de ação do educando: conhecer o espaço geográfico para melhor agir no processo de sua construção.
Torna-se importante que os alunos possam perceber-se como atores na construção de paisagens e lugares, resultado de múltiplas interações entre o trabalho social e a natureza, e que estão plenos de significados simbólicos decorrentes da afetividade nascida com eles.
Vale destacar que uma das grandes contribuições dadas pelas novas correntes fenomenológicas da geografia foi a de buscar explicar e compreender o espaço geográfico não somente como produto de forças econômicas ou de formas de adaptações entre o homem e a natureza, mas também dos fatores culturais.
Com essa proposta, os alunos estarão aprendendo uma geografia que valoriza suas experiências e a dos outros, e ao mesmo tempo estarão aprendendo a valorizar não apenas o seu lugar, mas transcendendo a dimensão local na procura do mundo.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
· Recuperar questões relativas e o papel da natureza e a relação com o indivíduo
dos grupos sociais de forma geral, na construção do espaço;
· Utilizar diferentes escalas de tempo para situar e descrever transformações planetárias (litosfera e biosfera), origem e evolução, crescimento de diferentes populações;
· Reconhecer fatores sócio-econômicos e ambientais que interferem nos padrões de saúde e desenvolvimento das populações humanas por meio da interpretação ou análise de gráficos e tabelas dos indicadores;
· Compreender que as melhorias nas condições a direitos políticos, os avanços tecnológicos e as transformações socioculturais são conquistados não usufruídos por todos os seres humanos e, dentre as suas possibilidades, empenhar-se em democratizá-las;
· Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a sócio diversidade reconhecendo-os como direitos dos povos e indivíduos e elementos de fortalecimento da democracia;
· Utilizar a linguagem gráfica para obter informações e representar a especialidade
dos fenômenos geográficos;
· Compreender a especialidade e temporalidade de fenômenos geográficos estudando em suas dinâmicas e interações.
CONTEÚDOS
· Geografia – A ciência do Espaço
· Espaço e tempo da natureza e da sociedade
- Universo
- elementos de orientação
- O Planeta Terra
· Os maiores domínios naturais
- características da Terra
biosfera, litosfera, hidrosfera, atmosfera
- representação da Terra
- espaço geográfico terrestre
- Indo-Afro-Latino América
· Geografia Humana – Brasil
- Características da Sociedade Brasileira
- Demografia e estrutura etária da população brasileira (regiões naturais e
geográficas do Brasil)
· Transformação do espaço
- Do artesanato à indústria moderna
- Industrialização no Brasil
- Potencialidades econômicas do Brasil
- Fontes de energia e conservação da vida
· Urbanização
- O processo de urbanização
- Imigração, migração e emigração
· Espaço rural
- Do nomadismo ao sedentarismo
- A relação homem x natureza
- Importância da agricultura
- Modernização do campo e Estrutura Fundiária do Brasil.
· Relações do trabalho no campo
- Sindicalismo
- Cooperativismo
· População e tipo de trabalho
- Demografia e estrutura etária da população brasileira
- População economicamente ativa
- Expectativa de vida, mortalidade infantil e analfabetismo
- Distribuição de renda e justiça
- A mulher, a criança e o idoso na sociedade produtiva
· A geografia e a regionalização do espaço.
· Mundo pobre ou do Sul
- Igualdade e desigualdade social
- Alimentação e fome
- Dependência econômica
- Dívida externa
- Países subdesenvolvidos
· Mundo desenvolvido ou do Norte
- Globalização
- Os meios técnico-científicos e o papel da informação
- Desenvolvimento sustentável
- Organização do trabalho
METODOLOGIA
Hoje o ensino da geografia é pensado fundamentalmente como uma tentativa de unir a geografia crítica com o sócio-construtivismo, ou em outras palavras, como uma coleção de conteúdos geográficos renovados e críticos, cuja preocupação pedagógica é levar o aluno a construir os conceitos, e não meramente recebê-los prontos. Assim, o aluno é incentivado a refletir e discutir, a se motivar com o estudo da dinâmica da sociedade e da natureza para o homem com o estudo do espaço produzido pela humanidade.
A geografia crítica escolar, por sua vez, vê o aluno como um ser humano que possui diferentes potencialidades a serem desenvolvidas, de acordo com a sua realidade (etária, psicogenética, social e espacial).
Ser cidadão pleno supõe um conhecimento do meio em que se vive, e o estudo do espaço geográfico não deve ter uma finalidade meramente acadêmica ou escolar. Deve, isto sim, encontrar utilidade na vida prática, na reflexão sobre o mundo, para nele se viver melhor, promovendo, inclusive, sua transformação. Outro importante pressuposto teórico-metodológico é elaborar uma geografia escolar apropriada para o momento atual e suas indagações (globalização, nova problemática ambiental, maior valorização do conhecimento e da força de trabalho
qualificada com a correlata desvalorização das matérias-primas e da força de trabalho barata, redefinições do papel da escola e conseqüentemente, do ensino de geografia, etc.).
É importante a percepção do papel social da escola e do ensino da geografia diante da realidade mutável do espaço mundial e também do espaço brasileiro, das perspectivas para o Século XXI, pois, praticamente já se iniciou o futuro do aluno como cidadão num mundo globalizado, onde o fundamental não é mais saber ter preparo técnico (como a época do fordismo) ou ser mais um militante acrítico que somente repete dogmas (como a outra vertente da bipolaridade, a “esquerda” tradicional). O essencial hoje é aprender a aprender, aprender a pensar por conta própria e, agir.
Para que tudo isso ocorra o ensino da geografia deve partir da observação e a caracterização dos elementos presentes na paisagem. Este é o ponto de partida para uma compreensão mais ampla das relações entre sociedade e natureza. Observar, descrever, representar cartograficamente ou por imagens, os espaços, são procedimentos que poderão ser utilizados mesmo que o aluno o faça com pouca autonomia, requisitando a orientação do professor. Com o decorrer do tempo irá adquirindo a autonomia necessária para aprofundar seus conhecimentos, elaborar questões, confrontar suas opiniões, ouvir os outros e se posicionar diante do grupo sobre suas experiências.
O trabalho com a construção da linguagem gráfica pode ser realizado considerando-se os referenciais que os alunos já utilizam para se localizar e orientar no espaço. É fundamental o estudo de diferentes tipos de mapas, atlas, globo terrestre, atualizados e em situações em que os alunos possam interagir com estes recursos. O estudo do meio, o trabalho com imagens e a representação dos lugares próximos e distantes são recursos didáticos interessantes, por meio dos quais os alunos poderão construir e reconstruir as percepções da imagem local e global.
A geografia, ao trabalhar com recortes temporais e espaciais, interpreta as múltiplas relações entre a sociedade e a natureza de um determinado lugar.

Proposta Curricular EJA II – Ensino Fundamental
Ciclos I e II (5ª a 8ª) Séries
Área – CIÊNCIAS
Durante muitos séculos, o ser humano se imaginou no centro do Universo, com a natureza à sua disposição, e apropriou-se de seus processos, alterou seus ciclos, redefiniu seus espaços, mas acabou deparando-se com uma crise ambiental que coloca em risco a vida no planeta, inclusive a humana. Portanto, é fundamental ver e entender a Ciência como elaboração humana para compreensão do mundo.
Esperamos que o aluno tenha um conhecimento maior sobre a vida e sobre a sua condição singular na natureza, para se posicionar acerca de questões polêmicas como os desmatamentos, o acúmulo de poluentes e a manipulação gênica, perceber a vida humana, seu próprio corpo, como um todo dinâmico, que interage com o meio, pois tanto a herança biológica quanto as condições culturais, sociais e afetivas refletem-se no seu corpo.
Com o desenvolvimento da tecnologia é necessário que nosso aluno desenvolva em si a vontade de adquirir os conhecimentos necessários para que possa aprender a relacionar-se com o mundo em que está, como sendo seu lar, compreendendo o ambiente natural e social. O sistema político, a tecnologia e os valores em que se fundamentam a sociedade. Fortalecer os vínculos de família, de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social, levando assim a sociedade a uma melhor qualidade de vida, procurando a prevenção e não apenas a cura dos males físicos, mentais e sociais.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
· A capacidade de compreensão do mundo e atuação como indivíduo e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica;
· Valorização da natureza como um todo dinâmico e o ser humano, em sociedade,
como agente de transformações do mundo em que vive, em relação essencial com os demais seres vivos e outros componentes do ambiente;
· Identificar a composição, a organização e a fisiologia dos organismos vivos;
· Compreensão da ciência como um processo de produção de conhecimento e uma atividade humana;
· Identificação das relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia
como meio para suprir necessidades humanas, sabendo elaborar juízo sobre riscos e benefícios das práticas científico- tecnológicas;
· Entendimento da saúde pessoal, social e ambiental como bens individuais e coletivos que devem ser promovidos pela ação de diferentes agentes;
· Formulação de questões, diagnósticos e proposições de soluções para problemas reais a partir de elementos das Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar;
· Utilização de conceitos científicos básicos, associados à energia, matéria, transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida;
· Valorização do trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento;
· Estimulação do cuidado com o próprio corpo, com atenção para o desenvolvimento da sexualidade e para os hábitos de alimentação, de convívio e de lazer;
· Valorização da vida em sua diversidade e a conservação dos ambientes;
· Caracterização dos movimentos visíveis, de corpos celestes no horizonte e seu papel na orientação espaço-temporal hoje e no passado da humanidade;
· Interpretação das situações de equilíbrio e desequilíbrio ambiental relacionando
informações sobre a interferência do ser humano e a dinâmica das cadeias alimentares;
· Valorização da disseminação de informações relevantes aos membros da sua comunidade.
CONTEÚDOS
· Universo: noções de astronomia
- Sistema Solar
- Movimentos da Terra
- Gravitação
· Ambiente: saúde e qualidade de vida
- Saúde: princípios básicos
- Controle da qualidade da água
- Alterando o ambiente terrestre
- Qualidade do ar
- O uso de agrotóxicos
- Lançamento de materiais na atmosfera
- Solo – moradia – alimentação
- Poluição e contaminação do meio ambiente
- Cadeias e teias alimentares
- Reciclagem
· Características das etapas de vida
- Obtenção, transporte e transformação de energia;
- A célula (aspecto morfo-fisiológico);
- Organização de seres vivos (célula – tecido – órgão – sistema – organismo);
- Sistemas: digestivo, respiratório, circulatório, escretor – urinário, nervoso,
reprodutor e imunológico.
· Ser humano: desenvolvimento e saúde
- Reprodução e sexualidade
- Genética
- Organismo humano
- Saúde, ambiente e convívio
- Sexo e saúde
- Sexo e lei: assédio sexual, abuso sexual, abuso sexual infantil
· Drogas
- Prevenção e conseqüências
· Matéria e energia
- Componentes básicos do ecossistema
- Os caminhos da energia solar
- Transformações da energia solar
- Átomo
· Energia e sociedade
- Sistemas de transportes
- Energia fator de desenvolvimento
- Fontes de energia e sua utilização na vida moderna “manufatura e industrialização”
· Trabalho: segurança e saúde
- Acidentes de trabalho
METODOLOGIA
A divisão, que muitas vezes se faz, entre o conhecimento científico, desenvolvimento de tecnologia é impreciso, e dificulta a compreensão do todo, não possibilitando ao aluno participação social e desenvolvimento mental. É necessária a contextualização e interdisciplinaridade de conteúdos para que o aluno perceba e identifique as informações e os conhecimentos em sua vida, assim podendo agir de maneira crítica comum ser social. Pois os problemas nunca são resolvidos utilizando-se apenas um ponto de vista, e sim com a colaboração de vários conhecimentos. Propõe-se uma metodologia dialética de ação em sala de aula, onde o professor é mediador e articulador do processo ensino e aprendizagem.
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO CULTURA E DESPORTOS
DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
COORDENAÇÃO: MÁRCIA CRISTINA P. CRUZ
Proposta Curricular EJA II – Ensino Fundamental
Ciclos I e II (5ª A 8ª) SÉRIES
Área – LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA (Espanhol)
No mundo atual a Língua Estrangeira Moderna assume a função de veículo de informação e meio de acesso ao conhecimento, às diferentes formas de pensar, de criar, de sentir, de agir e de conhecer a realidade, fornecendo suporte formativo ao aluno, para que possa participar e compreender as relações comunicativas estabelecidas entre a sociedade e as culturas do mundo moderno. Assim o domínio básico de pelo menos uma língua estrangeira moderna é hoje, um requisito essencial para inserção e manutenção do jovem e adulto no mercado de trabalho, garantia de acesso a informação, etc. Assim, o ensino da língua deve considerar o interesse e necessidade de quem está aprendendo uma língua estrangeira, vinculando o contexto à realidade do aluno. Ou seja, ao se trabalhar um tema, deve-se partir do universo real do aluno, levando em consideração a sua experiência, a vida pessoal e atividades cotidianas contextualizadas.
COMPETÊNCIAS HABILIDADES
• utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção oral e escrita;
• trabalhar com textos informativos, interpretando aspectos sociais e/ou culturais entendendo a mensagem principal;
• conhecer e usar a língua estrangeira como um instrumento de acesso a informações e respeito a outras culturas e grupos sociais;
• analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos com os contextos;
• debater, a partir de temas propostos nos textos, desenvolvendo o espírito crítico e a formação de opinião própria.
CONTEÚDOS
- Oralidade:
- apresentar-se
- solicitar ou dar informações
- entrevistar
- expressar opiniões, vontades e sentimentos
- dar ordens
- Escrita
- identificar o tipo textual
- reconhecer as partes de um texto
- reconhecer as informações essenciais de um texto
- elaborar perguntas e respostas
- resolver exercícios estruturais da língua
-produzir textos
- Leitura
- textos descritivos
- textos informativos
- notícia de revistas, jornais
- textos poéticos
- textos de instruções
- entrevistas
- música
METODOLOGIA
O ensino da Língua Estrangeira Moderna na educação de jovens e adultos deve estar centralizado numa abordagem comunicativa, onde o aluno participe das atividades, desenvolvendo a sua competência comunicativa em outro idioma, enquanto conhece e recebe informações de outros grupos sociais.
O trabalho com texto será prioritário, levando o aluno a compreender e enfrentar com sucesso uma situação de leitura. É necessário que se disponha de uma variada diversidade textual. Muito mais que cantar uma canção estrangeira é preciso reconhecer a estrutura do texto, a coesão e fazer exercícios para conhecer e fixar as construções da língua, partindo para a elaboração de outros textos.
O ensino deve ser dinâmico e criativo, valendo-se de todos os recursos disponíveis, com materiais pedagógicos atraentes que facilitem a aprendizagem.
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO CULTURA E DESPORTOS
DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Proposta Curricular EJA II – Ensino Fundamental
Ciclos I e II (5ª A 8ª) SÉRIES
Área – Arte
Desde os primeiros tempos, o ser humano sentiu a necessidade de deixar marcas de sua existência pessoal e coletiva. Seja nos registros da pré-história ou em nossa sociedade contemporânea, observa-se a busca incessante do homem em registrar suas experiências e expressões.
As diversas culturas existentes no planeta, desenvolvidas a partir dos distintos modos de se interpretar a realidade e transformá-la, segundo suas respectivas necessidades, sempre produziram arte, mesmo através das formas mais simples. Por isso, é preciso tomar consciência da importância fundamental que as artes possuem na vida humana, pois elas sempre estiveram e estarão presentes nas diferentes culturas de nossa espécie, e que, conseqüentemente, este conhecimento dará subsídios de como a arte deve ser trabalhada.
Considerando que o aluno deve ser capacitado a realizar e analisar manifestações artísticas, compreendendo-as em sua diversidade histórico-cultural, a seleção de conteúdos específicos de artes visuais, dança música e teatro, foram descritos separadamente para garantir presença e profundidade das formas artísticas nos projetos educacionais.
As atividades propostas para a área de Educação Artística devem ajudar os alunos a desenvolverem modos interessantes, imaginativos e criadores de fazer e de pensar sobre a arte, exercitando seus modos de expressão e comunicação.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
• Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte (música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais) analisando, refletindo e compreendendo os diferentes processos produtivos, com seus diferentes instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais e históricas.
• Apreciar produtos de arte, em suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética, conhecendo, analisando, refletindo e compreendendo critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico, psicológico, semiótico, científico e tecnológico, dentre outros.
CONTEÚDOS
•Artes Visuais
- pintura, desenho, colagem, gravura, cerâmica, cestaria, entalhe, fotografias,
cinema, televisão, vídeo, computação e outros.
•Dança
- Educação dos corpos;
- Relação entre corpo, dança e sociedade;
- Processos da dança;
- Dança coreografia;
- Dança e postura.
•Música
- Interpretações, criações, improvisações musicais;
- Utilização dos elementos da linguagem musical (som, timbre, etc.);
- Composições musicais;
- Confecção de instrumentos musicais.
•Teatro
- Criação e confecção de elementos e acessórios cênicos.
METODOLOGIA
Na metodologia de artes, buscar-se-á formas originais e interdisciplinares de
expressão de idéias e opiniões com o grupo, promovendo observações, experimentações, discussões e análises em que se possa entrar em contato não só com a forma e as linguagens técnicas, mas também com as idéias e reflexões propostas pelas diferentes formas de arte.
O aluno em situações de aprendizagem precisa ser convidado a exercitar-se nas práticas de aprender a ver, observar, ouvir, atuar, tocar e refletir sobre elas.
Cabe ao professor criar atividades para estimular o percurso criador de cada aluno em particular e do grupo, seguindo os níveis de competência e as necessidades internas e externas de cada momento singular desse processo.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)