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terça-feira, 8 de julho de 2014

Atividades de exploração da escrita 3

ATIVIDADE 12

Situação-problema

· O dinamizador escreve em tiras de papel situações-problemas criadas a partir de fatos do cotidiano;
· Divididos em grupos, os alunos sorteiam uma delas e tentam encontrar uma solução lógica, real e possível.
· Uma vez encontradas, as soluções serão transmitidas à turma, que poderá questioná-las quanto a sua viabilidade, promovendo-se, assim, um debate.

A coerência e a organização lógica das idéias podem ser bastante trabalhadas nesta atividade. O aluno, para melhor resolvê-las, deve colocar-se na situação como se, realmente, ela fosse verdadeira.

1. Você está na África e não sabe falar o dialeto local. Como você se comunicaria para pedir comida, ir ao banheiro, usar o telefone?

2. Como você sairia de uma ilha deserta cercada de tubarões, sem nenhuma embarcação?

3. Como você faria para sair de uma estação do metrô em dia de temporal, com as galerias inundadas?

4. Você foi ao supermercado fazer compras. De repente, viu um embrulho jogado num canto do chão. Observou melhor e viu que ele se mexia. O que era? O que fez com ele?

5. Você e um grupo de amigos caminhavam para o cinema. De repente, você se distraiu e perdeu de vista a turma. O que fez? Conseguiu encontrá-los? Como?

6. Você caminhava pela rua quando encontrou uma criança perdida. O que fez? Como estava a criança?

7. Você entrou no cinema com o (a) namorado (a). Por uma infelicidade, ao se beijarem, o aparelho corretivo que você usa nos dentes engatou no dele (a). O que fizeram para resolver o problema? Demorou muito? Qual a reação das pessoas que presenciaram o fato?

ATIVIDADE 13

Imagine que...

· Distribuir, aleatoriamente, cartões com as condições e perguntas abaixo, que deverão ser respondidas pelos participantes:

1. Você é um mago poderoso e tem uma grande missão.
- Qual?
- Conseguiu executar? Como?

2. Você é um gnomo que mora na raiz de uma árvore.
- Como você vive?
- Quais são seus planos?
- Quais são suas dificuldades?

3. Você é um dos anões da Branca de Neve.
- Qual deles?
- O que você faz?
- Como se sente sendo um personagem tão conhecido no mundo inteiro?
- O que acha do mundo da fantasia?

4. Você tem um cavalo alado.
- Como ele é?
- Quem é você?
- Como o cavalo entrou na sua vida?
- Conte uma história interessante que vocês viveram.

5. Você descobriu uma caverna abandonada.
- Como? Onde?
- O que havia nela?
- Conte suas sensações ao descobri-la.
- Alguém mais sabe da existência dessa caverna? Quem?
- O que você pretende fazer agora?

6. Caminhando pela fazenda, você encontrou um saci, numa noite de chuva.
- Como se deu o encontro?
- Você contou o fato a alguém?
- Acreditaram em você?

7. Você se tornou um personagem de uma novela de TV.
- Qual?
- De que forma isso aconteceu?
- Quais as suas impressões sobre esse mundo mágico?
- Vale a pena ser famoso?

8. Você foi a uma fazenda. Era noite de lua cheia. Saiu para dar um passeio e viveu uma grande aventura.
- Qual? Como? Com quem?

9. Você assistia à televisão quando, por um passe de mágica, foi atraído para dentro do aparelho.
- Como foi isso?
- O que aconteceu?
- Que aventuras viveu?
- Conte seu retorno à sala de sua casa.

10. Você é um coelho de uma história infantil.
- Qual? Como é o seu nome?
- Onde mora? Com quem?
- Como vive? O que pretende?

11. Você foi assistir a um show de rock. De repente, aconteceu algo estranho.
- O quê? Como?
- Com quem?
- Como tudo terminou?


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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)