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terça-feira, 8 de julho de 2014

Dinâmicas e jogos, adolescência e valores

REFLETINDO SOBRE SENTIMENTOS E VALORES

Objetivo: promover uma reflexão sobre os sentimentos de uma pessoa que acaba de perder algo importante em sua vida ou que acaba de saber que é portador de uma doença grave.

Procedimentos iniciais: Cadeiras em círculo. Papéis (tamanho cartão de visita), 4 para cada participante. Música: “Será” (Legião Urbana).

1. Solicitar a cada participante que escreva em cada um dos papéis que recebeu, o nome:
a) de uma parte importante do seu corpo;
b) da pessoa mais importante da sua vida;
c) de um sentimento importante;
d) do bem material mais importante que possui.

2. O dinamizador deverá pedir aos participantes que imaginem estar passando por uma situação difícil em que se sintam perdendo alguns valores. Por isso, deverão escolher um dos papéis para descartar (amassar e jogar no meio do círculo).
3. Cada participante deverá escolher ainda um segundo e terceiro valores que também serão descartados.

E A CANOA VIROU

Objetivo: Discutir a natureza do preconceito e as maneiras pelas quais discriminamos alguém.

Procedimentos iniciais: Música: “Fugaz”, de Marina Lima e Antônio Cícero. Formar grupos de cinco ou seis componentes.

· O dinamizador apresenta aos grupos a seguinte situação: “Cada grupo está em alto-mar. O barco bate em um recife e pode afundar a qualquer momento. Vem um barco salva-vidas que tem capacidade de transportar todas as pessoas menos uma.” Por isso, cada grupo vai excluir um membro, baseado em critérios discutidos e aceitos pelo grupo.
· Quem for excluído ficará em um lugar da sala pré-fixado discutindo os critérios para a exclusão e o sentimento de ser excluído;
· Os não excluídos discutirão como se sentiram tendo de excluir alguém do grupo.
Pontos para discussão:
1. Como interagem as pessoas excluídas e as pessoas que excluem?
2. Que sentimentos foram evidenciados pelos excluídos?
3. Como o grupo se sente ao excluir alguém?


ADOLESCER

Depoimentos
1. “É a parte da vida que você está resolvendo que adulto você quer ser.” (Paula Gil, 16 anos)

2. “É poder aproveitar cada minuto de vida, sem muita pressa, pois há tempo pra tudo!” (Renata, 15 anos)

3. “... vontade de ter um carinho diferente, um amor que não seja só dos pais, realizar fantasias e se preparar para o mundo que será o amanhã.” (Renata Cezar, 17 anos)

4. “Adolescer feliz é quando os pais não descontam seus problemas nos filhos, quando tentam entender, que nessa idade, estar com amigos e namorados é mais importante do que ir em casa de parentes.... É poder ser, poder gostar, poder falar. É quando me ouvem sem terem a pré-idéia de que eu vou falar besteira. Não está com nada esta história de que todo adolescente é igual. Não fiquem cobrando tanto da gente; crítica sim, bronca não! Eu ia ser feliz se pudesse fazer coisas importantes.” (Petra de Andrade, 15 anos)

5. “Nem sempre sabemos o que queremos.”
(Fernando Rodrigues, 16 anos)

Objetivo: promover uma reflexão sobre como os jovens percebem o processo da adolescência.
· Cada participante fará um desenho representando como percebem esta fase;
· Cada participante deverá mostrar seu desenho e falar a respeito dele, relatando como caracterizou a adolescência.
· Cada participante deverá produzir um pequeno texto: “Adolescência é......”
Pontos para discussão:
b) Vantagens e desvantagens de ser adolescente.
c) Como o adolescente é visto pela família e pela sociedade.

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)