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terça-feira, 8 de julho de 2014

Dinâmicas e jogos - valores e temas tranversais

DINÂMICA: Beleza e Idealização

· Formar grupos só de meninos e só de meninas;
· Os grupos de meninos devem discutir sobre o tipo de mulher que consideram ideal e, em seguida, listar, pelo menos cinco características dessa mulher ideal;
· Os grupos de meninas devem fazer a mesma coisa em relação aos homens;
· Cada grupo apresentará seus resultados.

Pontos para discussão:

a) Aceitação da aparência física por homens e mulheres;
b) Como é a idéia de beleza de cada membro do grupo;
c) Como são criados os critérios ou padrões de beleza;


SITUAÇÃO-PROBLEMA

O dinamizador deve apresentar os casos a seguir para a turma a fim de promover uma reflexão . Caso prefira, poderá dividir a turma em grupos e apresentar uma situação para que cada grupo apresente possíveis soluções.

a) “Meu namorado acha que chegou a hora da gente transar, mas não tenho certeza se estou a fim... Estou bastante grilada... Se eu não topar ele pode procurar outra... Se eu concordar... e se pintar um lance errado? O que devo fazer?” (Sandra, 16 anos)

b) “Tenho 15 anos, estudo e estou gostando de um cara mais velho. Minhas amigas dão a maior força para ficarmos juntos. Ele também está a fim. Tenho medo de me envolver e depois não dar certo. O que devo fazer?” (Gabrielle)

c) “Alex, 16 anos, namora Marina de 17 anos há quase um ano. Ele está terminando o ensino médio e está em dúvida se vai para a universidade ou se começa a trabalhar. Seus pais não são ricos e, às vezes, até enfrentam dificuldades. Há uma semana, Marina lhe contou que acha que está grávida. Agora Alex tem que tomar uma decisão em sua vida.”

d) “Tive uma criação muito repressora. Meus pais não me deixam namorar, nem sair com meus amigos. Agora, estou apaixonada por um garoto que me curte um monte, só que ele usa drogas e eu quero ajudá-lo a sair dessa.” ( Júlia, 16 anos)

e) “Quando conheci meu vizinho, éramos só amigos. Com o passar do tempo acabamos saindo juntos e hoje, apesar de já ter se mudado, ele vem todos os dias a minha casa. Como está estudando, não quer se prender a ninguém. Só quer transar, mas não somos namorados. Será que se eu transar, ele fica comigo?” (Beth, 17 anos)


JOGO DAS APARÊNCIAS

Objetivo: Demonstrar como estereótipos e interpretações subjetivas interferem na comunicação.

Material necessário: balões de gás, pedaços de papel, músicas alegres.

· Entregar um balão vazio e um pedaço pequeno de papel em branco para cada participante;
· Cada pessoa deverá escrever no papel três características pessoais, de maneira que, a partir dessas características ela possa ser identificada pelos outros participantes;
· Cada companheiro deverá dobrar seu papel e colocá-lo dentro do balão;
· Agora, cada pessoa enche seu balão. Quando todos os balões estiverem cheios deverão ser jogados para cima, ao mesmo tempo, ao som de uma música animada;
· Quando a música parar, cada um deve pegar o balão que estiver na sua frente e estourá-lo;
· Finalmente, cada participante deverá ler o papel que encontrar dentro do balão e tentar identificar a pessoa que apresenta as características descritas.

Pontos para discussão:

1. Como adquirimos os estereótipos?
2. Por que, muitas vezes, as aparências enganam?
3. Os estereótipos influenciam no comportamento e nos sentimentos das pessoas? De que forma?
 

fonte: sites variados

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)