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sábado, 25 de julho de 2015

Resenha: Por Lugares Incríveis

Autora: Jennifer Niven
Ano: 2015 / Páginas: 336
Idioma: português 
Editora: Seguinte
 
            Resenha: 
O livro de Niven conta a história de Theodore Finch e Violet Markey. Dois adolescentes que se conhecem em uma situação não convencional, em cima de uma torre, com pensamentos suicidas. Mas quando se veem eles saem do “transe”, da obsessão pela morte e enfrentam aquilo juntos. Na verdade Violet fica paralisada e Finch consegue pensar rápido e consegue tirá-la lá de cima sem maiores consequências. Mas como ele é o esquisito todos acreditam que ela é a grande salvadora. Mas não importa o que os outros pensam, para Finch o importante é o que ele sabe que é a verdade: ele, um esquisito, salvando a pele da menina mais popular da escola. Para Violet esse é o pior dos desastres. Como ela vai evitar seu salvador?
Um trabalho de Geografia os aproxima ainda mais. Eles devem visitar pontos turísticos de Indiana. Mas eles transformam essa procura em uma busca pelo significado da vida, pela felicidade, pelo dia D e por motivos para continuar vivendo. O que Violet não esperava é que o amor podia transformar a sua vida para sempre.

Uma história que trava embates entre a vida e a morte e o significado de estar vivo. Será que conseguimos salvar quem não quer ser salvo? O amor pode salvar alguém? Mas acima de tudo conta a história de amor de Finch e Violet.
Talvez um dos livros mais tristes que já li, mas que trata de temas bem atuais: bullying, morte, superação, renascimento, suicídio. Um livro que você lê com um nó na garganta, do começo ao fim.

“ Você me faz feliz,
Sempre que está perto, estou seguro em seu sorriso.
Você me faz belo,
Sempre que sinto que meu nariz é grande demais.
Você me faz especial, e Deus sabe o quanto esperei pra ser o tipo de cara que se quer por perto.
Você me faz te amar
E essa deve ser a maior coisa que meu coração já foi digno de fazer...
Você me faz adorável, e é tão adorável ser adorado por aquela que adoro...”

(PÁGINA 316)
Resenhista - Carol Riet do Blog Guria Singular

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professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
* Gabriel Perissé é Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP e doutor em Filosofia da Educação e doutorando em Pedagogia pela USP; é autor dos livros "Ler, pensar e escrever" (Ed. Arte e Ciência); "O leitor criativo" (Omega Editora); "Palavra e origens" (Editora Mandruvá); "O professor do futuro (Thex Editora). É Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico ; É editor da Revista Internacional Videtur -Letras (www.hottopos.com/vdletras3/index.htm); é professor universitário, coordenador-geral da ong literária Projeto Literário Mosaico: www.escoladeescritores.org.br)